Telhados de Paris

abril 6th, 2010 § 1 comment § permalink

"Poulpe" por boitatou

Fotografia: “Poulpe” por boitatou

Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos… Já vi. Os meus olhos doidos, doidos, doidos… São doidos por ti.

(Trecho de “Telhados de Paris”, Nei Lisboa)

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And so it is…

fevereiro 22nd, 2010 § 0 comments § permalink

"The Blower's Daughter" por BlueEyes17

Fotografia: “The Blower’s Daughter” por BlueEyes17

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E foi Dezembro…

dezembro 29th, 2009 § 0 comments § permalink

E foi Dezembro… Dito em tua voz
Que as minhas mãos colheram devagar

E foi Dezembro… Escrito quando a sós,
Tudo disseste quase sem falar

Foi um palco vazio a acontecer
No frio que se ergueu dentro de nós

Uma distância, o mar que se estendeu
A separar da minha a tua mão

E foi Dezembro, inteiro a anunciar
A solidão dos dias por nascer

E foi Dezembro, à chuva a reviver
As pedras e os rios e os luares

Os nomes que vestiam os lugares
E os sonhos repartidos que não fomos

A coragem nascida de aceitar
A verdade de ser o que hoje somos

E foi Dezembro… Vivo na roseira
Despida no silêncio do jardim

E foi Dezembro, ainda na cegueira
Das asas de uma ave que há em ti

Foi um tempo de amantes a aprender
Que não deve esquecer-se o verbo amar

Ou um inverno apenas a perder-se
Da primavera do primeiro olhar…

(“E foi Dezembro”, Soledade Martinho Costa / Luís Represas)

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Norwegian wood

outubro 30th, 2009 § 0 comments § permalink

I once had a girl, or should I say, she once had me…

(Lennon / McCartney)

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Acordar meu coração

janeiro 27th, 2007 § 0 comments § permalink

Anoitece a cidade, ruas que passam por mim
Avenidas belas, nuas… Verdades cruas, sem fim
A noite tece, em tramas complexas, amores, dramas
Conversas nos corredores, janelas, inversas dores

Pra acordar seu coração, recordar de tantas flores
Pra recortar as estrelas, céu e chão de cobertores
Pra despertar sua paixão, revirar a sua cama
Lhe dedilhar num violão, pra lhe tocar: uma canção

Permanecem a vontade, manhã, perfume, jasmim
De quando suas mãos se punham leves em mim
Aconteceu de ser assim, se perder em quem se ama
Perversas, avessas dores, pelas ruas os rancores

Pra retomar a emoção, entornar todos licores
Pra terminar esse jogo onde não há vencedores
Pra recobrar uma razão, apagar-se dessas chamas
E só lembrar uma canção, num dedilhar de violão

Anoitece a cidade, ruas passam por mim
Avenidas belas, nuas… Verdades cruas, sem fim
Anoitecem tramas, amores, dramas
Conversas, corredores, janelas, inversas dores

Pra acordar seu coração, recordar de tantas flores
Pra recortar estrelas, céu, chão de cobertores
Pra despertar sua paixão, revirar a sua cama
Lhe dedilhar num violão, pra lhe tocar: uma canção

Permanecem a vontade, manhã, perfume, jasmim
De quando suas mãos se punham leves em mim
Aconteceu de ser assim, se perder em quem se ama
Perversas, avessas dores, pelas ruas os rancores

Pra retomar a emoção, entornar todos licores
Pra terminar o jogo onde não há vencedores
Pra recobrar uma razão, apagar-se dessas chamas
É só lembrar uma canção, num dedilhar de violão

(Letra: Vanderlei Martinelli [27/01/2007] / Música: Lu Dias [28/01/2007])