Desejos – parte 1

março 16th, 2007 § 0 comments § permalink

Meus olhos são meninos surpresos, admirados e excitados. Ao ver uma mulher pela primeira vez. Querem entender, querem decifrar, descobrir. Como é isso de ser feminino, de ser mulher, de ser você. Como o vestido lhe cai em seu corpo, insinuando sensualmente as formas. Como cai o vestido ao lado quando você o tira. Qual a cor, a forma, o jeito da sua calcinha. O sutiã. Como se tira um sutiã? Se a calcinha tem renda, se é transparente, se é cavada. Como lhe despe a calcinha. Querem compreender o perfume, como você passa o batom, como é diferente seu mundo em cima de um salto. Como o colar envolve seu pescoço. O bracelete. Brincos, anéis. O que leva na bolsa. Qual seu sabonete, seus cremes, como cuida dos cabelos. De onde surgiu o formato das sobrancelhas e outros formatos e outros pelos. Sou tímido. Tenho medo de não saber o que fazer na hora, mas depois não tenho vergonha de ir num cantinho escondido me masturbar lembrando de você. Pensando no que poderia fazer e ter feito. É que minhas mãos e meus olhos são virgens, assim como eu diante de você. Precisam lhe aprender. E você me ensinar como se ama uma mulher. Como se faz amor com uma mulher, como lhe dar prazer. Lhe satisfazer. Que suas mãos professorais conduzam minhas mãos até seus seios, deixe-as apalpá-los, senti-los. Os mamilos. Os bicos. Compreendê-los. Os olhos ficam e fitam então marotos por experimentarem o que era antes proibido, um encanto de descoberta, e a boca abre um sorriso acanhado. Minha boca, que aprende a beijar apenas agora, com sua boca. Minha boca… Também era virgem antes de conhecer a sua boca. Contemplo cada nuance, me precipito, me atraso, me envergonho, me solto, olhando, percebendo… O coração dispara. Tremo. Suo. Porque, totalmente inexperiente e irremediavelmente sapeca, este olhar poderia passar horas, dias… A tomar o lugar das minhas mãos que ainda se receiam, e deslizar por suas coxas, virilha, se encontrando e se perdendo em suas curvas, e em seu olhar, no seu charme, no seu mistério. A contemplar formas então desconhecidas, de uma mulher linda. De verdade e na minha frente. Mas eu quero mais. Quero saber você inteira. Aprender tudo. Vem… Me inicia? Me ensina? Sim. Você! Uma mulher… Eu, um menino.

 

Desejo

fevereiro 5th, 2007 § 0 comments § permalink

As costas nuas lhe atordoa. Os lábios roçam ainda não a pele, mas o calor da pele. A respiração e os fios de uma barba rala fazem-se sentir no ombro como insinuação de um caminho. Que é seguido lentamente por leves e torturantes, agora, beijos. Ela se encolhe, fecha os olhos, respira mais fundo… E não mais se recolhe, cede, tombando a cabeça para o lado oposto. Enquanto as mãos dele lhe seguram os braços junto ao corpo. Mãos que deslizariam até as suas mãos. Uma encontra e fica. A outra perde-se antes, enseja então outra procura, brincaria ainda na cintura, mas quer a coxa. Se a quer, terá de começar pelo joelho, por onde começa, não nele, mas por trás dele, até chegar à frente… E sobe, já alcançando onde inicia o tecido, vermelho e belo vestido, sob ele.

Acima do colar, é o pescoço que agora experimenta arrepios… Depois a nuca, sob os fios mais finos e delicados, a boca que já não morde, mas ainda mais que beija, numa mistura delirante de lábios, língua e dentes. Enquanto os dedos lhe alisam a coxa, mas não resistem e é a mão inteira e mais firme, como quem molda escultura em barro, que passa a descrever o outro destino. Antes dele, o tempo pára para apertá-la com maior ímpeto a carne. Na pausa ela vira o rosto para trás e pergunta, num quase sorriso quase cínico e um olhar que provoca: “Gosta?” E o ventre já é abraçado pelo outro braço. Bruscamente, puxa-lhe ainda mais para si: esta é a resposta.

Neste roçar mais voraz, na proximidade do seu corpo colado ao dele, ela percebe melhor a rigidez e seu desejo. Ajeita-se. E ele… Onde a mão esperava outro tecido… Não há. O que lhe enlouquece tanto quanto a idéia de agora saber que ela passou a noite inteira sem calcinha, e menos que a deliciosa loucura que é encontrar-lhe, voluptuosamente excitada… Melada. Um gemido que é de prazer, mas poderia ser de dor, de tão sentido, anuncia o final dessa espera, docemente atormentada e consentida, da adiada mão agora entre suas pernas.

 

Devorando a Madonna

dezembro 27th, 2006 § 0 comments § permalink

“Esquece quem eu sou e faz sexo comigo!”, ordenou minha dona.

É, eu fiz. Fizemos. Mais que comi, devorei, fui devorado. Fui comido por ela. Vocês não precisam saber como nem de que formas. Mas ela sabe. Sabia… Talvez ainda saiba.

Eu sei. E me lembro de cada momento, cada movimento, cada olhar, cada dança, cada beijo, cada mordida, cada arranhão, cada gozo… E mais não digo.

Sexo é bom, com ou sem amor. Mas é lindo fazer amor quando se ama. Agora… Fantástico é poder fazer também sexo com quem se ama.

 

Confessionário

dezembro 15th, 2006 § 0 comments § permalink

Confesso-me na boca da minha amada. Onde não guardo segredos e me revelo por inteiro. Na sede e ansiedade retorcida dos lábios, fome e volúpia embutida na saliva misturada das serpentes línguas: cada ausência é perdoada. Nela crio novos e mais ousados pecados. Originais. Para pagá-los audaciosamente no rosário interminável do seu corpo. Torno-me carne. Bebo seu belo cálice. Não me calo: falo e oro vorazmente, repetidamente, à exaustão, um mantra de provocações, olhares, mãos, fendas e invasões… Profanações. Vou e volto em hinos compostos de suspiros, sussurros e gritos infernais. Dela descubro nova reza em cada gozo a mim ofertado… E passo a um novo mistério, compenetrado. Para recomeçar a pecar, totalmente livres de pudor ou culpa. Que desnecessárias são as contrições em seus atos e contrações. Em seu ventre ou de costas, em seus seios saborosas hóstias, para alcançar a graça e o céu em seu prazer; trazer-lhe então a benção. Nos estigmas a absolvição, nossa salvação e livramento. Paixão em cada movimento. Sangrentas e violentas marcas… Arrancadas vermelhas e sem piedade, sem pena ou clemência, em penitências clamadas e consentidas, em peregrinações sentidas e imploradas. A fogo desejadas. Sem lamentos. Mundana fonte, forte e puro jorro asperjado; feroz e viril, louco e desvairado… A nos silenciar solenes, por vezes santos e lentos. Ou ofegantes e barulhentos, a rasgar lençóis e mantos. Anjos ágeis, hábeis e tarados: fazemos de novo e novo cada ritual, missa sem pressa e sem demora; para no final, vislumbrar a divindade e o que é sagrado, encontrar a paz que só merece quem antes devora e deixa-se ser devorado.

 

Espelhos e vitrais

junho 10th, 2006 § 0 comments § permalink

Espelhos e vitrais… No amor, na paixão, no tesão, na teimosia, no pesar e na alegria. Em todo o mais. Reflexo vermelho de indecentes palavras em tua orelha, teu sangue em minhas veias. Meto os dedos, profano tuas curvas, invado todos orifícios. Em teu corpo templo, eu, pagão, em plena fé e sofreguidão, invento em ti minha oração. Tu, meu vinho e meu pão, mais que sexo, um sagrado ofício, prestar de adoração.

Ofegante respiração, bater acelerado do coração. De joelhos e coxas, entrelaçando-se, roçando-se, sua saliva em minha boca, línguas que se bebem com devoção. No teu bumbum a marca da minha mão. Nossas almas a viajar lúdicos lugares, incomuns horizontes. Por trás, de fronte. Para depois apaziguar imenso desejo e explosão. Já nem espelhos, diferentes ou dois. Somos um: plena comunhão.

 

Nosso Amor

abril 18th, 2006 § 0 comments § permalink

O meu amor
chega de mansinho,
descobre-me no tato,
faz-se cega,
nua em meu corpo
navega,
roça minha pele,
devagarzinho,
enquanto suas mãos
plantam
em mim
ternura e carinho.

Então beija-me
ofegante,
volúpia vestida
e encarnada,
muda o semblante,
a minha amada;
tempo de colheita:
em alvoroço
me ajeita,
com fome,
come-me de almoço,
janta-me
apaixonada,
e deliciosamente
tarada.

Devora-me
com os olhos e a boca,
encharca,
embebeda-me,
sua saliva
em minha língua
escorre,
faz-se vinho;
crava-me as unhas,
rasga-me as costas,
já então jardim
que sangra vermelhas rosas,
sem espinhos.

Em chamas,
braseiros vivos,
derretemo-nos,
fundimo-nos
um no outro,
em nossos cheiros,
gritos e sussurros;
sãos e loucos,
aos poucos
a voracidade inunda
e nos presenteia
a eternidade,
plena e profunda
saciedade,
que recompensa com paz
nossa vontade;
torpor e suavidade,
até recomeçarmos,
este amor pleno,
de verdade.

 

Chupando manga…

dezembro 11th, 2005 § 1 comment § permalink

Você já se perguntou qual foi a última vez que chupou uma manga? Assim, se lambuzando inteiro, escorrendo pelos braços. Detesto quem tem nojo de tudo, até de fazer sexo. Os cheiros, os fluidos. Os sabores, suores, salivas… Enfim. Quem não gosta disto, não gosta de sexo. Nem sabe chupar manga.

Não se faz amor sem se lambuzar inteiro. O corpo e a alma. E sexo é para se entregar totalmente e irrestritamente. Sem pensar, sem ponderar, sem raciocinar ou racionalizar. Sem essa de perguntar se pode colocar isso ali ou aqui… É bom e você gosta, eu gosto, então nada de frescura!

É quando se chupa manga com gosto, com vontade, sem se preocupar com a blusa nova que vai ficar toda manchada ou o que dirão de sua cara toda lambuzada. Depois seca. E você lambe os lábios com o doce da manga e o salgado do suor. Sexo e manga. Bem, chupar sempre é muito sugestivo.

Será que o sabor do sêmen muda com o sabor da fruta? E a vulva? Que lembra uva. Que dá vontade de sugar o vinho todo. Nela e dela se embriagar.

Melancia, jabuticaba, caqui… Abacaxi!

Que remete ao ato de abaixar. E vir aqui. Descascar, tirar a roupa dela e descobrir sua nudez, sensual e bela. Como o abacaxi mordido a escorrer. Até melar também as pernas, e a minha mão no meio.

E pitanga e carambola? Essas frutas sempre têm gosto de infância. E o que a infância tem a ver com sexo? Bem… Descobri desde muito cedo que não daria para ser padre como minha mãe queria. Primeiro porque adoro sexo. Segundo porque não tenho vocação pra pedófilo. Menino, lembro de amoras e minha língua roxa. Quantas brincadeiras sapecas. Aí eu via a menina com a língua roxa também… Ah, o sorriso aberto e a língua de fora.

Chupar laranja sempre lembra beijo. Gozar tem gosto de morango com leite condensado. Não. É muito, mas muito mais gostoso. Não dá pra comparar. A gente vai até o céu e, por alguns momentos, sente, vê e entende Deus. Para depois voltar.

Coxas, costas, barriga: lamber, chupar, beijar, morder… Viajar sem pressa entre os ombros e a nuca. O pescoço.

Sabe o que é chupá-la inteira como se chupa uma deliciosa manga, o caroço? Até ele ficar branquinho? (Eu e a manga de novo.) Então lembro que delícia é se dedicar com desejo e devoção a um figo aberto. Mas há de ser doce e espontâneo. Nada de secura, adoro tudo muito molhado. Inundado. Nela navegar. Deixar que me mostre as rotas mais ardentes e, se ela assim quiser, naufragar. Nadar até uma ilha linda, cama rodeada de mar.

Já banana é fruta de duplo sentido. Maçã dá vontade de cometer pecados… Ao ver uma mulher com o corpo em forma de pêra. Falando nisso, que me desculpem as muito “desbundadas”, mas bunda é fundamental. Aí eu lembro das ondas lambendo a areia da praia e das moças de bruços se entregando ao sol. Bocas com gosto de sal. Sabem que, no calor, gostoso é chupar picolé de fruta. E voltando à manga, os fiapos entre os dentes lembram mesmo fio dental.

Inebriante como um sonho bom, é se demorar nos seus seios, delícias gêmeas. Adoro também quando esbarram em minha pele, leve e graciosamente. Ah, o mamilo entre os lábios, feito pequenina cereja. Em cima do sorvete, sugá-los com destreza. Depois da sobremesa, espanhola ou francesa…

Os bicos e sua desavergonhada rijeza. E, que safadeza: ao peito também chamam “melão”, a gente quer os ter nas mãos.

Morar em seu corpo, transbordando libido, absolvido de abstenção. Solto e livre, absorto e embebido: bom mesmo é estar inteiro nela… Com ou sem penetração. Desejado e querido. Descobrir todos os sabores, vontades e vãos.

A pele de pêssego. O toque, o carinho e a paixão. E todas as outras frutas. Ai, que tesão!

 

A igreja

fevereiro 25th, 2005 § 0 comments § permalink

Na viagem, ela vestia uma saia marrom, escura, longa e estampada, com motivos ciganos, e uma blusa preta, bem justa, amarrada sobre o colo, sobre os seios, laço que insistia em se desamarrar, deixando o decote deliciosamente mais ousado.

Resolveram parar para visitar a igreja que ficava no alto de um monte da pequena cidade. Por vezes garoava, noutras parava de chover, mas era um dia úmido, de final de verão. Subiram de carro até um certo ponto, apesar da subida ser um tanto íngreme. Ela tem medo de altura… Portanto parou antes para subir o restante a pé, enquanto ele levava o carro até perto da igreja, no cume do morro.

Foi ao encontro dela que estava para chegar e subiram juntos. E, estando os dois lá em cima, tinham uma visão bastante abrangente da cidade. O lugar era muito bonito, com jardins e algumas árvores em volta. E pararam para apreciar melhor… Também para se apreciarem melhor. Naquele clima, o lugar, a situação: os dois se entreolhavam. E o desejo crescia… Enquanto apreciavam a paisagem, não pôde resistir: levou a mão por sob a saia, levantando-a junto, e passou a acariciar vagarosa e longamente seu bumbum. O sorriso dela era de cumplicidade e aprovação. Estavam eles novamente em público praticando peraltices.

Não avistavam ninguém por perto, certamente por causa da chuva, mas como a igreja estava aberta era possível em qualquer momento chegar um fiel ou alguém da manutenção. Por vezes enfiava mais a calcinha dela, que já estava um pouco cavada, devido o andar e seus movimentos, mais para dentro de sua bunda. Noutras vezes enfiava a mão por dentro para sentir melhor como ela é gostosa. E depois voltava tentando deixar a calcinha cada vez mais cavada. Ela estava gostando daquilo. Não se importava em tentar arrumar nada, como ajeitar a calcinha, por exemplo. Continuaram a explorar o local, mas paravam de vez em quando para retomar às carícias.

Entraram dentro da igreja para conhecê-la. Não são católicos mas admiram as construções católicas e gostam do ar “metafísico” que pode ser sentido dentro delas. A igreja era mesmo bem pequena, com pouquíssimos bancos de madeira e um altar, também pequeno, em frente. Era iluminada pela porta aberta e pelas janelas envidraçadas. Ele chegou ainda a acariciar novamente o bumbum dela, agora por sobre a saia. Mas foi breve. Talvez receasse que ela achasse aquele um lugar inapropriado. Sentaram-se, ficaram em silêncio durante alguns instantes, depois levantaram-se e foram olhar mais de perto os móveis e o interior da construção. No fundo da igreja havia um lugar mais recuado onde estava uma mesinha com alguns objetos sobre ela.

Passou pela cabeça dele, e também dela, embora não tenham falado sobre isso um com outro, certas coisas malucas que poderiam fazer lá. Quanto mais lá permaneciam, mais o clima de cumplicidade e de malícia aumentava. Ele, porém, imaginava que ficaria por aquilo mesmo. Estava enganado.

Ela, como quem nada demais fosse fazer, passou a dirigir-se lentamente mais para o fundo da igreja. Chegando lá, qual não foi a surpresa quando vagarosamente subiu sua blusa, abaixou o sutiã, e virou-se para que ele pudesse ver bem aqueles seios lindos. Ele, não resistindo, foi em sua direção e começou sugá-los com bastante carinho… E muito tesão. Alguém poderia aparecer a qualquer momento, e isto os excitava ainda mais.

Ela depois afastou-se um pouquinho e retirou a calcinha, deixou-a sobre um banco qualquer e levantou a saia. Com os seios ainda desnudos, virou-se de costas para a parede e exibiu demoradamente aquele delicioso bumbum. Então pôs-se de frente, apoiada na parede, e abriu bem as pernas para que ele pudesse examinar cuidadosamente aquela buceta deliciosa, de lábios avantajados e formas lindamente desenhadas, o clitóris avolumado, agora já inchado pelo tesão. Começou a se tocar, iniciando o que seria quase uma masturbação lenta. Fazia assim como que um espetáculo particular, ou quase, se não estivesse em lugar público, para seu homem. Tudo isto acontecendo, sem a menor pressa, vagarosamente, para dar mesmo tempo de alguém estranho chegar.

Então se debruçou sobre um banco e, com a saia levantada, continuava a se tocar, e ele, atordoado com o que via, sentou-se numa das extremidades do banco. Ela deitou-se de lado, quase de bruços, sobre o restante. Com a parte debaixo totalmente descoberta, a saia na cintura e com os seios totalmente visíveis, abriu a calça dele e começou a sugar seu pau gulosa, porém lentamente, alternando olhares para que ele visse em seus olhos o tesão que estava sentido. Depois de um bom tempo, ajoelhou-se de frente para ele, abaixou sua cueca e calça até os tornozelos e começou alternar entre chupar seu pau, desde o começo totalmente rígido, e olhar para seus olhos com ardor, enquanto o agarrava com uma das mãos em movimentos de vai-e-vem.

Quando estava prestes a gozar, ela se levantou e foi um pouco mais à frente na igreja, na metade dela, exatamente onde está localizada a porta de entrada e que dá larga visão tanto para quem está de fora ver o que acontece lá dentro como o contrário. Ele, para ter uma melhor visão do que ia acontecer, levantou a calça e fechou apenas o zíper para que a mesma não caísse, e pôs-se de pé. Mas continuou onde estava.

Voltada de frente para ele, passava ela as mãos sensualmente sobre os próprios seios. Para depois virar-se, ficando de frente para a porta da igreja, e começar a subir sem pressa sua blusa, até tirá-la totalmente, atirando-a longe num lugar qualquer. Desabotoou o sutiã, jogando-o também em qualquer canto. Este caiu em lado totalmente oposto ao da blusa. Demorou-se assim por alguns momentos.

Aquela visão dela, com a saia com motivos ciganos, a parte superior do corpo totalmente descoberta no centro de uma igreja, deixava-o doido de tesão. Mas como o que ela queria era se exibir e o que ele queria era ver, manteve-se a distância. A visão era como a de um antigo ritual profano sendo praticado dentro de um templo sagrado.

Em seguida, esticando de ambos os lados o elástico que prendia a saia na cintura, a abaixou até os pés. Retirou vagarosamente um, depois o outro pé. Atirou-a para ainda mais longe que as primeiras peças. Como já estava sem calcinha há tempos, e tinha retirado os sapatos logo após se dirigir ao centro da igreja, lá se mostrava ela, nua em pêlo, sem nada, nada lhe cobrindo. Com cada peça jogada em cantos distantes da igreja e longe de si: caso alguém chegasse seria impossível encontrá-las rapidamente, pois nem sabia onde estavam, que dirá vesti-las.

Depois de alguns longos momentos sentindo toda a excitação do ato, começou a abrir as pernas, olhando em direção de sua vagina, depois olhando para fora da igreja, e passou a se masturbar lentamente. Continuou acariciando-se inteira, massageando e apertando os bicos dos seios, muito rígidos. Então caminhou para a frente da igreja, como quem estivesse fazendo a coisa mais normal do mundo, até chegar ao altar. Debruçou-se sobre ele, empinando bastante o bumbum e abrindo bem as pernas e, com as mãos por entre elas, continuou se masturbando lentamente, por vezes abrindo bem a vagina para que ele pudesse enxergá-la inteira, por outras, acariciando o próprio ânus, quase enfiando gentilmente o dedo nele. Ele, que já não conseguia mais se conter dado o inusitado da situação, tendo aquela imagem de sua mulher totalmente exposta e ardendo de tesão como no cio, pôde ouvir, entre seu próprio torpor e os gemidos dela, a ordem: “vem!”.

Entendendo e atendendo ao chamado, dirigiu-se até ela, abaixou a calça e começou a penetrá-la vagarosamente, sem a menor pressa. Sentiu-a quente, totalmente molhada. E ia até o final e voltava, repetidamente, enquanto ouvia os gemidos e a respiração cada vez mais ofegante de sua mulher. Levou suas mãos até seus seios que estavam sobre o altar. Às vezes quase retirava o pênis para vê-la melhor, acariciava seu bumbum e depois a massageava pela frente o clitóris, voltando então aos, agora um pouco mais vigorosos, movimentos de vai-e-vem.

Sentindo que estaria próximo de gozar, começou a fazer movimentos cada vez mais rápidos e bem mais impetuosos. Ela, percebendo isso, levantou-se, ficando em pé, fazendo com que o pênis dele saísse. Virou-se de frente e com o sorriso mais safado do mundo o empurrou docemente para o lado com uma das mãos, caminhou e sentou-se num dos bancos centrais da igreja. Como quem estivesse assistindo missa. Às vezes olhava para fora, recostava-se no banco e cruzava as pernas, como quem estivesse sentada num lugar qualquer, da forma mais trivial. E ele permanecia onde estava. Minutos se passaram assim até que ela abriu novamente e bastante as pernas, abaixou-se um pouco no banco e começou novamente a se masturbar, agora com muito mais ímpeto. Para ter uma visão melhor, ele arrumou novamente a calça e, ainda perto do altar da igreja, dirigiu-se ao lado oposto do banco onde ela estava, apreciando melhor assim, lá de frente, sua mulher.

E ela massageava não só o clitóris e seus lábios, mas enfiava o dedo, os dedos, quase inteiros, e os retirava em movimentos cada vez mais frenéticos. Começou a gemer cada vez mais intensamente e mais alto e a tentar dizer coisas desconexas, quase gritando, até gozar longa e fortemente. Tão intensamente que era como se houvesse morrido, para depois ressuscitar. Foi um bom tempo até dar conta de si novamente. Feito isto, manteve as pernas, agora bambas, bem abertas enquanto o olhava de uma forma muito sensual, libidinosa. Com sorriso maroto nos lábios, olhou novamente para fora da igreja e resolveu ajoelhar-se como quem reza, neste caso, talvez, agradecendo por estar vivendo aquilo tudo, e permaneceu assim por alguns instantes.

Voltou a se sentar e ele, achando que ela iria se vestir, saiu à procura de suas roupas, as encontrou e as acumulou por cima de um dos braços. Foi então na direção dela as oferecendo gestualmente para que pudesse se vestir, mas ela, ainda sem palavras, as recusou. Levantou-se e foi para fora da igreja, totalmente nua, num ar de “se quiser me acompanhe”. E continuou a andar. Ele, cúmplice, manteve-se atrás por alguns passos.

Caminhando na direção do carro, pensou que ela queria entrar e ir embora. Mas ela permaneceu lá com uma das mãos atrás das costas, apoiada sobre a maçaneta, virada de frente para ele, esperando até que chegasse. Assim que chegou, apoiada no carro, o beijou com paixão e o abraçou trazendo-o apertado para si.

Entre tantos abraços e beijos, achou que ela pediria para que ele abrisse a porta do carro. Mas para sua surpresa ouviu dela: “Abre o porta-malas.” Ao que ele, não entendendo bem o porquê, obedeceu.

- Está vendo uma mala aí?
- Sim.
- Esqueci de tirar do carro. Guarda minhas roupas dentro dela pra mim e a fecha, por favor? Ah… Não se esqueça do cadeadinho.

Ele, suspirando com aquilo, com o coração quase saindo da boca, fez exatamente o que ela pediu.

- Pronto… Agora fecha o porta-malas e trava o carro!

Voltando-se novamente para ela, quase suando frio de medo e tesão misturados, responde: “está trancado”. A idéia da total impossibilidade dela se vestir em caso de alguma urgência, tendo as roupas mais que trancadas, fora do alcance, o fazia delirar.

Ela começou então a andar despreocupadamente pela praça da igreja, sobre o morro. Ele sempre a uma certa distância. Por vezes agachava-se para apreciar melhor uma flor, com a naturalidade de quem estivesse no jardim de sua própria casa. E depois continuava caminhando para mais longe, indo para o outro lado da praça, perto dos bancos que dão a melhor vista da cidade lá embaixo, das pessoas e dos carros passando. Agora não teria mesmo jeito: o carro estava do lado oposto de onde estavam, separado deles pelo prédio da igreja. Ela estava total e irreversivelmente exposta.

Depois de caminhar de cá para lá e lá para cá como estivesse a conhecer a fundo todos os cantos do lugar, sentou-se tranquilamente num dos bancos, como quem quer apreciar a paisagem lá embaixo. Ele manteve-se um pouco mais à distância, e só conseguia tirar os olhos dela para olhar de vez em quando ao redor e abaixo. Sentir a dimensão do perigo. Perigo este que era o de alguém mais vê-la assim, e que agora era ainda maior.

Após algum tempo sentada naquele banco, ainda úmido da chuva, resolveu deitar-se nele. Naturalmente. Já estava mesmo um pouco molhada pela garoa, e deitar-se no banco, demorar-se lá totalmente nua, sem a menor preocupação a esta altura se alguém a viria ou não, provavelmente até querendo que isto acontecesse mesmo, era muito, mas muito excitante para ela.

Ele aproximou-se um pouco mais, enquanto ela permaneceria mais instantes assim. Até que se levantou, virou-se de frente para o banco e debruçou-se, ajoelhando-se sobre ele, como quem quisesse ver o que tem lá atrás do banco. Arreganhou bem as pernas, arrebitando bastante o bumbum. Continuou debruçada assim por muito tempo, para que ele pudesse apreciar plenamente todo o seu corpo em cada detalhe que quisesse. E foi o que ele fez, agora caminhando para o lado oposto de onde antes estava.

Saindo dessa posição, sentou-se agora sobre o encosto do banco, com os pés sobre ele. Estava desta forma bem mais visível para quem quer que ali chegasse. Também tinha uma visão melhor da cidade lá embaixo. Com as costas eretas, abriu bem as pernas e passou a se tocar, arreganhando bem os lábios, a buceta. E demorou-se assim, tocando-se sem pressa, por ainda mais tempo.

Depois levantou-se, voltou o olhar para ele e perguntou: “Vamos?”. Ao que ele finalmente se aproximou dela para receber um longo e caloroso beijo e ouvir: “Eu te amo! Te amo muito, sabia?” Ela então segurou sua mão e andaram de mãos dadas até o carro. Ele, com o coração que mais parecia um tambor, chegou a dizer, sorrindo e abanando a cabeça, enquanto andavam: “Você é louca!” Ao que ela respondeu: “Sou… Por você!”

Abrindo o porta-malas do carro, retirou suas roupas de dentro da mala. Mas ela preferia não se vestir já. Recusou novamente as roupas das mãos dele. E depois de abrir a porta para que ela entrasse, como estava já um tanto molhada pela fina garoa que por vezes caia, apenas enxugou-se com uma toalha que habitualmente guardava no banco traseiro, e a jogou de volta para trás.

Atou o cinto de segurança sobre o corpo nu, separando os seios, segurando a cintura… E ele engolia seco enquanto entrava pela outra porta e perguntou a ela onde colocaria as roupas, ao que ela as pegou gentilmente e as colocou à sua frente, no painel, dizendo: “Pode ligar o carro.”

Ele percebeu que a provocação continuaria ainda por mais tempo. Descendo até a rua, lá embaixo do morro, ela não dava a menor indicação que iria ou que queria se vestir novamente. E a rua tinha um certo movimento, de carros e algumas pessoas não tão distantes. Ela olhava para os lados para ver melhor o movimento… Na verdade, para sentir melhor qual era a sensação de estar nua em meio aquele movimento. Depois olhou para ele com aquele mesmo olhar provocativo, que ele agora já aprendia a conhecer melhor.

Já em plena rua, e só depois de uns três quarteirões distantes do morro, é que ela desatou o cinto de segurança e começou então, muito lentamente, a vestir a blusa, sem o sutiã. Em seguida vestiu a saia, para depois recolocar os sapatos. Estendeu a calcinha e o sutiã sobre o painel do carro, à sua frente, e reatou o cinto. Voltou-se então para ele e sorriu um sorriso safado, cínico, como quem quisesse mostrar que fez a coisa mais trivial do mundo, mas que sabia exatamente o tamanho da sua arte; e, ao mesmo, um sorriso satisfeito por ter realizado outra de suas muitas, novas, loucas e despudoradas fantasias, junto de seu, agora mais que cúmplice, homem.

 

A cidade

fevereiro 25th, 2005 § 0 comments § permalink

- Vê como você me excita? Repara nos bicos dos meus seios como estão durinhos por sua causa. Estou louca de tesão por você! Olha o que você faz comigo!

Também excitado, mas perplexo, parecia não acreditar no que acabou de ouvir. Os beijos eram outros, também as carícias, muito mais ousadas. Mas ouvi-la falar assim: isto o deixou em febre. Entre os abraços, beijos, roçar das pernas, as mãos se perdendo e se achando em todos os caminhos… Por pouco não faziam amor ali mesmo, no centro da praça, com a cidade inteira acontecendo ao redor, naquele início de tarde ensolarada. Mas voltaram ao carro, que tinha ficado no recuo do estacionamento da praça da matriz. De mãos dadas, fizeram o caminho curto… Que foi longo porque paravam constantemente: as peles nem os lábios queriam se deixar. Do outro lado da rua, logo em frente, um edifício residencial, e um guarda vigiando da guarita quem entrava e saía.

Dentro do carro fechado, mas com as janelas abertas: passaram novamente a se beijar e a se esfregar cada vez mais voluptuosamente. Ela sentada no banco do carona e ele na direção. Fazia calor, mas calor maior era outro. E ele se debruçava sobre ela, sendo cada vez mais ousado em suas carícias. Por vezes passava as mãos sobre seus seios, mas rapidamente (ainda receava o lugar). Seios que estavam, além do sutiã de um azul mais escuro, sob uma blusinha de manga curta, que por sua vez era de um azul muito clarinho, com um pouco distantes e pequeninos pontos pretos, quase transparente… Na verdade era transparente mesmo. Que era fechada por botões também pretos, e bem delicados. Apenas o primeiro, de cima, aberto. Ela sempre gostou de transparências.

E as mãos dele escorregavam, inevitavelmente, para o centro de suas pernas. Sobre a calça larga de algodão a acariciava… Mas aquele laço pedia pra ser aberto. Percebia sua respiração cada vez mais ofegante e ouvia por vezes gemidos incompreensíveis, mas totalmente compreensíveis para quem está cada vez mais fora de si. E era assim que ela estava, perdendo completamente a noção do lugar e de si. As línguas mais que se beijavam, dançavam vigorosamente, faziam amor uma com a outra. E beijos no pescoço, na nuca, nas orelhas… Onde quer que fosse onde o desejo conduzisse.

E o desejo conduzia para seu colo, chegando cada vez mais abaixo em seu decote, que seria até comportado, fosse outra blusa. Por isso mesmo ela desabotoa outro botão, querendo e facilitando o vai e vem dos lábios e da língua entre seus seios. Continua… Mas, de repetente se afasta. Brevemente: quer vê-la se contorcendo. Louca de tesão. E sim, ela estava. E adorando ser vista assim. Desabotoa ainda mais a blusa, mas não fica contente. Aberta até o quase o umbigo, queria abri-la inteira. Enquanto ele olha ao redor. A cidade em movimento. Carros indo e vindo. O porteiro do prédio. O sol, a cidade… As pessoas. E ela recosta a cabeça no apoio do banco… Franze a testa, parece estar perdendo os sentidos… Mas não. Está se entregando a outros sentidos. Mete as próprias mãos no meio das pernas e puxa um dos lados do sutiã. “Ela perdeu a noção de vez”, ele pensa. Se a janela do carro estivesse fechada… Mas não está. Sim, perdeu mesmo a noção. E isto quase o faz delirar. Seu seio direito inteiro, à mostra… Fechando os olhos enquanto se acaricia, puxa e belisca aquele bico desavergonhadamente rígido.

Era mais que um convite… Era um pedido, como quem implora. Que é atendido prontamente. Ela abre vagarosamente os olhos e abaixa mais o sutiã, a mão levantando o seio como quem fosse dar a mamar, enquanto inclina a cabeça para se ver ainda melhor. Ele se debruça outra vez… E passa a sugar com vontade. Como se saboreasse a mais deliciosa de todas as uvas. E saboreia. A outra mão dela sobre a dele, juntas, subindo e descendo entre as pernas, sobre a calça… E o “sobre” já não dava mais. Puxou o cordão que amarrava a calça, desfazendo facilmente o laço. Enfiou a mão por dentro, sob a calcinha. Ela o segurou então, por trás, pelos cabelos, apertando-o mais para si. Enquanto os dedos dele queriam mesmo, e inteira, aquela buceta túmida, de formas generosas, protuberante… E completamente encharcada. Massageava o clitóris, bastante inchado. Descia, enfiava o dedo, voltava, contornava, continuava… Lambuzava os dedos ali, subia… E parava de quando em quando para prestar mais atenção àquele olhar safado, repleto de desejo e libido. Ela também, por vezes, afastava a boca dele e empinava ainda mais o peito. Fechava brevemente os olhos e ficava por alguns instantes assim. Depois olhava vagarosamente a si mesma, para seu seio, depois para ele, provocantemente… Estava mesmo adorando estar seminua ali. Queria sentir o prazer daquela situação. Queria ser vista. Não apenas por ele, mas por mais quem quisesse ver. Fosse quem fosse. O dia, a praça, as pessoas ao redor… Aquilo a excitava profundamente.

O guarda estaria acompanhando tudo aquilo? Os carros que passavam, as pessoas pelas calçadas, estariam observando? Pois, que estivessem! Ela queria mesmo que estivessem, mas sem olhar para conferir se estavam. Aquele “medo” gostoso de ser pega em flagrante, a excitação, o surrealismo daquela situação, fazer o que não é permitido ou esperado num lugar daqueles. Essas idéias a faziam tremer de tesão, onde a possibilidade de tirar a roupa toda ali mesmo nunca pareceu tão próxima e a vontade disto tão urgente.

Continuavam as carícias… E ela passou a acariciar o pênis dele por cima da calça. Mas esse negócio de calça… Ela queria mais. Mas pararam por um momento, respiraram profundamente e trocaram um olhar totalmente malicioso. Cúmplice.

Recompôs-se parcialmente. Voltou o sutiã ao lugar ao menos e apenas juntou a frente da blusa, sem fechá-la realmente. Disse que gostaria de dar uma volta de carro pela cidade. Com o sorriso mais safado do mundo, chegou ainda a perguntar se o guarda teria visto, se ele tinha reparado no guarda que estava lá. Ele respondeu que viu que tinha guarda sim e tudo o mais. Se reparou nas reações…? Não. Mas que é muito provável que muitos tenham visto, inclusive o guarda, dada a posição privilegiada dele. Que deve ter adorado assistir. Era o que ela queria mesmo ouvir e saber.

O domingo à tarde fazia da cidade um lugar não tão movimentado assim, ainda menos movimentado afastando-se da praça. Sem conhecer a cidade, ele passou a dirigir a esmo, vagarosamente. Mas os olhares não se desprendiam um do outro. O estado de excitação continuava e tomava cada vez mais conta de ambos. Ele, surpreso (aliás, talvez poucas vezes tenha tido tantas surpresas com ela desse jeito antes), a assistiu enquanto ela desabotoava, descia seu zíper e colocava a mão por baixo de sua cueca. O pau cada vez mais… Agora, inteiramente rígido. As carícias permaneceriam assim por pouco tempo. Porque ela queria mesmo era ver aquele pau duro exposto. Tirou-o pra fora e começou um movimento lento de masturbação. Às vezes se afastava pra ver melhor e segurava com firmeza. O carro em movimento, mas bem lentamente. Então abaixou-se sobre ele e pôs aquele pau quase inteiro dentro da boca e passou a chupá-lo gulosa mas vagarosamente. Subindo, descendo… Demorando-se mais e mais apertado na glande. Ele já não sabia se seria capaz de continuar guiando daquele jeito. Andando em marcha lenta, sem rumo, dando voltas às vezes pelos quarteirões, apenas parando em sinais vermelhos. Os sinais vermelhos… Os carros ao lado que ele arriscava rapidamente olhar. Que estaria passando pela cabeça das outras pessoas no sinal, até que ponto estavam percebendo o que acontecia? Teria como disfarçar? Queria disfarçar?

Voltaram à área central. Ali era mais movimentado e mais interessante… Depois voltaram por uma outra rua, mais longa, que subia do centro da cidade em direção a algum bairro. Ela parou de acariciar, lamber e chupar seu pau. Afastou-se, ficando novamente sentada, mais ereta, mas encostada em seu banco. Nesse estado de doce insanidade em que ela se encontrava, ele se perguntava o que aconteceria a seguir. Não demorou muito para saber a resposta.

Ela, que não havia reabotoado nenhum botão de sua blusa, desabotoou ainda mais botões, quase a abrindo toda. Puxou os dois lados do sutiã e deixou totalmente à mostra seus lindos seios, fartos, de mamilos pouco mais escuros e bicos pontiagudos, levando para trás a cabeça, recostando-a no apoio do banco. E olhava de lado para ele como quem queria perguntar: “está vendo o que eu estou fazendo?”.

As janelas abertas, os seios dela expostos… Ele estava próximo de enlouquecer de tanto desejo. Domingo à tarde, bairro de cidade do interior, havia de ter pessoas com cadeiras nas calçadas, sabe-se lá, coisas assim. Ou gente simplesmente indo e vindo. Tudo passava pela sua cabeça. Nem conseguia reparar, mas as pessoas nas calçadas certamente estavam vendo, ou quem viesse em direção contrária, e ela não dava a mínima. Indo mais para a beirada da rua e diminuindo muito a velocidade, ele não resistiu e passou novamente a acariciar seus seios. Praticamente parou o carro e não contente, debruçou-se sobre eles e passou a chupá-los com bastante vontade. Bastante vontade, mas rapidamente. Tinha talvez mais senso do perigo que ela e não se demorava muito. O carro quase parado. Por vezes ele trazia o sutiã novamente para cima dos bicos, no que ela imediatamente os puxava para fora de novo, e o sutiã mais para baixo ainda. Numa doce teimosia, queria mesmo que eles estivessem nus.

O carro estava quase parando mesmo, mas ele acelerou um pouco, não muito. E, neste momento, talvez para que ele entendesse melhor sua intenção, ela subiu o sutiã para cima dos seios, a blusa o tempo todo aberta, acariciou-se e disse: “vou deixar assim para você continuar vendo”.

O que também não durou muito porque logo após subir o sutiã, achou que ficava desconfortável e um pouco estranho. Levou então as mãos até as costas para abri-lo, retirando-o pelas mangas da blusa e jogando para o banco de trás. Agora sim estava como ela queria. Continuou desse jeito até o final da rua… E a rua era bastante longa, levou um bom tempo a chegar. Após a curva, voltou novamente a acariciar seu pênis e chupá-lo. Os seios totalmente nus, esbarrando em seus braços. Ela debruçada, o bumbum agora arrebitado para a janela. Era irresistível. Levou a mão por baixo da calça e acariciava, apertava… E percebia sua calcinha pouco, mas deliciosamente cavada. E mais cavada ficava com a posição e as carícias que fazia.

Foi assim que voltaram mais ma vez para a área comercial e central da cidade. O movimento ali estava bem maior… Ela então se levantou, meio a contragosto, entrecobriu parte dos seios, apenas o suficiente para esconder os bicos que praticamente perfuravam a blusa. O que não era muito: não ficaram muito escondidos debaixo do tecido transparente.

Vendo as pessoas caminharem pelas ruas, naquela vagarosidade do carro, a idéia dos outros a estarem vendo daquela forma não saía da cabeça de sua cabeça. Exatamente ali com as pessoas passando bem ao lado, ela, que já estava com a calça desamarrada, resolveu abaixá-la até os joelhos. Parou como quem pensava por um momento… Não era o suficiente. Abaixou-a até os tornozelos. Sua calcinha, azul escura como o sutiã, que não era mínima, nem enorme, mas ali, à mostra. Era claro que ela queria também abaixá-la, e parece que ia mesmo fazer isso. Mas, talvez, tenha sentido algum receio, ou então resolveu deixar assim mesmo.

Parte dos seios à mostra embaixo daquele fino tecido, a outra à mostra mesmo, a calça aos pés: era uma visão que ele poderia até ter fantasiado, mas presenciar aquela mulher se expondo, de verdade, ali… Sim… E estava tudo acontecendo mesmo. Era real. Surreal. Mas não entendeu o porquê dela não ter abaixado também a calcinha… Nesta altura, e na verdade, queria mesmo era vê-la nua em pelo naquele banco, em pleno centro da cidade, à luz quente do dia.

Não resistindo, ele então afastou a calcinha para o lado e começou boliná-la… Vagarosamente… Deliciosamente. E deliciosa era a visão daquele o clitóris inchado, os lábios escuros, e os dedos se lambuzando neles, contornando, entrando, saindo… Subindo, descendo. Depois em movimentos ritmados, massageando gostoso. E a expressão no rosto dela, os gemidos. E o carro em movimento. Uma mão na direção… A outra lá, entre as pernas dela, que se abriam cada vez mais. Precisava às vezes prestar mais atenção ao trânsito, e ela então aproveitava para arreganhar mais as pernas, puxar mais a calcinha para o lado e deixar aquela buceta exuberante, de lábios deliciosamente grandes, carnudos, aberta, à mostra. Depois pegava a mão dele, os dedos, e os enfiava. Depois os tirava, lambia e de novo, e de novo os enfiava… As carícias, as penetrações. Os seios, que nesta altura já nem estavam mais cobertos, os movimentos cada vez mais ritmados e firmes… Se contorcia, perdia completamente o controle de seus próprios movimentos e da sua face. Muito perto de gozar… Podia a polícia pará-los ali, eles não parariam com nada nem por nada. E gozou… Gozou muito. Escandalosamente, em suas mãos, em público. Em convulsões. Um gozo vívido, sentido, saboreado, demorado… Gemido, gritado… Intenso! Quem viu, e certamente viram, deve ter morrido de inveja.

Eles nem sabiam onde estavam. Demoraram a saber. Levou um bom tempo até que ela se recuperasse. As pernas trêmulas, o corpo mole e solto, a respiração ainda forte, mas agora entrando em descanso e num estado de transcendência. Zonza, tentaria ainda se recompor. Mais tarde, precisariam saber onde estavam. E acontecia é que estavam mesmo perdidos, sem saber por qual direção seguir. Ali, mais adiante na calçada, um senhor junto a um grupo de outras pessoas, que poderia dar alguma informação. E ele foi encostando o carro para perguntar, nem sabia exatamente o quê, pois estava docemente transtornado. Ela, mais ainda, quase se esquecendo que estava com os seios nus e a calça no calcanhar. Olhou-se e achou por bem levantá-la um pouco, mas não a levantou totalmente, mal cobria a calcinha. Fez menção de cobrir os seios, talvez os tenha coberto, talvez não. Nem reparou direito. Provavelmente sim.

A sensação de que todo mundo sabia o que estavam fazendo era grande, inclusive aquele senhor, que olhou para dentro do carro e teve tempo de perceber a blusa dela quase que totalmente aberta, seu estado de quem havia acabado de gozar mesmo, e muito gostoso. Certamente viu… Sim, viu mesmo, com um misto de admiração e surpresa, os seios dela por dentro da blusa, os bicos ainda rígidos e a outra metade deles de fora. Colocando a cabeça mais para perto da janela, praticamente dentro do carro, perguntou o que queriam. Como estava do lado dela, foi ela mesma quem perguntou qual era a direção para sair da cidade. No que ele explicou, um pouco encabulado talvez, mas mais ainda curioso pelo visível estado dos dois, e uma insinuação de sorriso no rosto.

Com o carro já em velocidade normal, saíram de lá, tentando lembrar as instruções daquele senhor. Aquele senhor… Adoraram aquilo também. Na verdade chegaram até pensar que foi bobagem ela ter tentado se cobrir novamente. Qual seria a reação dele aos seios nus mesmo e à calça, ou a ausência da calça? E mais… E se ela estivesse completamente nua? Pois… Estava aí uma coisa a ser experimentada.