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julho 6th, 2011 § 0 comments § permalink

Ela vinha com uma urgência impossível. Rapidamente retirava o vestido, numa destreza difícil de reproduzir. E, então, vestida de colar, brincos, bracelete e anéis… Completamente despida de pudores, abaixava a minha calça. Sem delicadezas. Se encaixava em meu corpo. Mirava meus olhos fixamente. Enquanto iniciava uma dança cuja coreografia só ela sabia. De quando em quando me sorria, cínica, inocente e atrevida. Indecente. E me olhava, sempre. Nos olhos. Continuava. E continuava, avidamente. Até fazer meu corpo dar-lhe o prazer que tanto buscava. Era insana. Apertava-me fortemente. Podia sentir cada uma de suas contrações. Descabelada, demente, louca. Em espasmos. Gritava. Ria. Chorava. (Uma mulher chorando de prazer. Como era isso possível? De tudo que já vi em minha vida, ela, gozando, é o que vi de mais lindo.) Então caía sobre mim. Um beijo doce em meus lábios. Seus cabelos em meus ombros. Seu rosto em meu pescoço. Ofegante, permanecia. Suada, entregue… Por um tempo. Até inventar uma outra dança. Depois outra. Múltiplas. Quantas quisesse. Para só depois decidir que seria, quando seria, a minha vez.

 

L’uomo che guarda la donna che se mostra

janeiro 13th, 2009 § 0 comments § permalink

- Me mandaram da agência de empregos. O senhor é o…

[Ela para e percebe que ele parece surpreso.]

- Ah… Tudo bem com o senhor?

- Não, não… Tudo bem!

[Ele, um tanto sem jeito, faz uma pausa.]

- Só não imaginava…

- Não imaginava o quê?

- Não, nada. Vamos lá, vou te mostrar o apartamento.

[E lá foi ele dar as instruções à nova empregada.]

“Só não imaginava que seria uma moça nova, bonita… e… tão gostosa assim”, ele pensou, mas é claro que não disse.

- Vamos nos ver pouco, eu acho. A não ser no café da manhã, na hora do almoço, quando conseguir vir em casa almoçar, nos dias em que eu sair do trabalho no horário… E sábado, é claro, porque fico em casa. Mas aí você vai embora mais cedo no sábado… E… Bem… O serviço é como lhe falei. E no mais é como lhe disseram na agência. Se puder começar amanhã…

- Sim, eu posso. Até amanhã então.

“Pena que ela use essas roupas tão comportadas… mas aí seria querer demais, né?”, pensou ele, fechando a porta.

Os dias foram passando e ele começou a encontrar um jeito de estar mais tempo em casa. Adorava observar a moça enquanto ela trabalhava. Disfarçava, inventava coisas pra fazer perto dela, fingia que lia o jornal no café da manhã… Mas os olhos não conseguiam se desviar dela. Para não ser tão explícito, começou a puxar assuntos, querer saber mais da vida dela, conversar sobre coisas do trabalho em casa, trivialidades. Coisa que nunca fez com nenhuma outra empregada. Às vezes era pego em flagrante, mas tentava vaguear o olhar, fazendo de conta que foi mera coincidência. Não queria deixá-la constrangida. Vai que ela inventasse de procurar outro emprego?

Limpando o chão. Lavando a louça, passando a roupa… Ele dá um jeito de estar por perto e tentar imaginá-la por baixo daquelas roupas… “Que se não fossem tão comportadas”, como ele mesmo pensava e já tinha percebido. Uma calça jeans mais justa, uma saia… Ou uma blusa mais decotada. Quem sabe sem sutiã. Não… A moça se vestia “direitinho” pra ir trabalhar na casa de um homem solteiro. No maior respeito.

Um mês depois, boa parte do trabalho já transferido pro escritório de casa, sabe-se muito bem o porquê… E ele, na hora de efetuar o pagamento, resolve falar: “Bem, não sei como dizer isso, mas… Acho que você percebe que tenho passado mais tempo em casa, né?” Ela fica meio apreensiva e demora a responder: “É que não sei como era antes. Mas o senhor tem ficado mais tempo em casa sim, eu acho.”

- Então… Também deve ter percebido como eu gosto de te olhar.

- Como assim? Me olhar? Não… Imagina. O senhor pode ficar tranqüilo que…

[Ele a interrompe]

- Desculpe. Se for constrangedor pra você não falamos mais nisso. Mas eu sei que você já me flagrou várias vezes te olhando, vejo como fica sem jeito. E eu também.

- Não, se o senhor está pensando…

[Interrompendo novamente.]

- Não estou pensando nada. Eu é que estou sendo… Olhe! Vou lhe fazer uma proposta. Se você achar loucura ou qualquer coisa assim, pode dizer. Se quiser também não trabalhar aqui depois disso, pode ficar tranqüila, posso lhe indicar pra trabalhar para um casal de amigos meus e lá eles não serão inconvenientes como eu.

[Ela espera, em silêncio, o que seria a tal proposta. Achando a situação muito estranha.]

- Eu posso lhe pagar o dobro do que ganha se você puder fazer uma coisa.

- Olha, o senhor está é muito enganado comigo, viu? Não sou de fazer isso não! O senhor tá achando que…

- Não! Não é nada disso. Bem, não exatamente isso.

- O quê, então?

- Eu quero que você trabalhe vestindo outras roupas.

- Uniforme?

- Não. Outras roupas. Além de dobrar seu salário, lhe darei dinheiro pra comprá-las, se precisar.

- Que roupas?

- Roupas… Menos comportadas, digamos assim. Quer saber? Roupas abusadas mesmo. Ousadas, provocantes. Isso. Pronto. Falei!

“O senhor é louco?”, diz ela surpresa, abanando a cabeça. “Sim, talvez eu seja”, responde com um meio sorriso na boca.

- Então, o que acha?

- Não sei não, viu? E o senhor vai fazer o quê?

- Só vou olhar, como tenho feito. Mas sem precisar disfarçar de agora em diante. Só que tem uma coisa: não vale trocar de roupa depois de chegar aqui. Quero dizer, não vale vir com uma roupa e depois colocar outra aqui. Você terá de vir assim da sua casa e voltar assim também.

- O senhor sabe que sou casada, né? A gente mora com minha mãe e meu pai também… O senhor tá doido! E o que eles iam pensar?

- O triplo!

- Quatro!

- Quatro o quê?

- Quatro vezes meu salário. Aí quem sabe eu posso começar a pensar nessa coisa toda aí que o senhor tá dizendo.

- Cinco vezes, e não se fala mais nisso. Mas tem de ser do jeito que eu falei. E, se num dia, eu gostar muito do jeito que você está… E dependendo de como você me deixar ver, pode haver outros adicionais.

- O senhor acha que só porque sou pobre estou à venda, né?

- Não, ninguém está à venda. É que você fará um outro serviço além do que foi contratada inicialmente e só estou querendo pagar por isso. Ah, e pára de me chamar de “senhor”. Sou da sua idade.

- O “senhor” quer saber de uma coisa? O senhor é um tarado, isso sim! Não vou fazer nada disso não. Eu devia contar pro meu marido. Devia mesmo é chamar a polícia. Se o senhor parar com essa coisa toda, eu até continuo trabalhando, mas só porque preciso mesmo do emprego. Mas se vier com graça de novo, dou queixa do senhor. E é bom o senhor dar um jeito de não estar aqui muito não. Que é isso de ficar me olhando que nem tarado? Sou moça de família, casada, direita. E tô indo embora por hoje. Tchau!

Ela continuou a trabalhar lá, mas a situação era bem constrangedora. Quase não se falavam. Passou a dar um jeito de chegar depois dele sair e ir embora antes. Se viam bem menos… E ele foi desistindo, quase não ficando em casa durante o dia também. Sábado ela não foi.

“O senhor não vem almoçar em casa hoje?”, a voz dela no celular. “Senhor? Já não disse…? Bem… Você sabe que não tá dando pra ir almoçar em casa. Não sei por que a pergunta. Além do mais estou trabalhando e…” Ela insiste: “Mas eu fiz aquela receita que o senhor gosta tanto. Bem, o senhor é que sabe. Tchau.”

Ficou muito surpreso. Ela nunca foi disso. De ligar pra dizer que fez isso ou aquilo. Às vezes até ligava, mas pra informar o que precisava comprar pra casa, pra saber onde estava ou colocar isso ou aquilo. Mas… Pra dizer que fez a comida que ele gosta? “Vai ver que já não está tão zangada comigo mais e quer fazer as pazes”, pensou ele. Foi almoçar em casa.

Entrando na cozinha, pôde observá-la de costas, fazendo qualquer coisa na pia… A respiração parou. Ficou trêmulo. A respiração volta, ofegante, mas o tempo agora é que parou. Fica sem saber o que dizer. Lá está ela. Com uma saia estampada, toda colorida, curtinha, bem solta. Mostrando finalmente as pernas que queria tanto ver. Quase mais que as pernas. Uma blusinha de alças, simplesinha, justinha, de algodão, vermelha, cobrindo pouco das costas. Notava-se que não havia marca ou sinal de sutiã. Os cabelos quase longos caindo sobre o pescoço delicadamente.

- Ah, você chegou. A mesa tá aí arrumada do jeito que o senhor gosta. É só acabar de temperar a salada e…

Quando se vira, ele fica ainda mais transtornado. O decote era mais generoso do que poderia imaginar. Contornando os seios túmidos, quase saltando os biquinhos duros para fora. Ou quase perfurando a blusa. Um batom realçando os lábios. Nem tão sutil, mas não vulgar. Com um leve sorriso, foi-lhe servir. Já sentado, ouve: “Então, está do seu agrado?”

- O quê?

- A comida, está do seu agrado? Prove.

Era preciso desviar o olhar para a comida pra provar… Ele mal conseguia. Nem olhou direito pra comida, mas conseguiu levar o garfo à boca. “Sim, sim… Está lindo, digo, ótimo”, é o que consegue dizer. “E a salada, o senhor não quer? Vou colocar no outro prato aqui…”, e o faz quase debruçando sobre a mesa… Não conseguia tirar os olhos dos seios dela. Na verdade mal conseguia fazer a refeição. Enquanto ela dava um jeito de se mostrar, de fazer tarefas que nem era o momento de lá fazer, só pra dar um jeito de ser vista.

- O senhor não se importa se eu for fazendo isso enquanto almoça, né? É que depois não dá tempo.

Ele afasta a cadeira e então vê que começou, sabe-se lá por quê, a limpar as peças da sala. Da cozinha era possível vê-la, através da porta. E ela se debruçava, se ajoelhava, pra limpar as peças mais baixas. E ele podia então ver mais do que já tinha se deliciado em ver. Continuava ela, como se nada fosse.

- O senhor não vai comer não? Vai esfriar.

- Estou comendo. Está muito bom. Está de parabéns.

- Ah, o senhor sabia que a luz da sala queimou? Precisa trocar. Se pegar a escada lá, eu troco.

- Não precisa, quando chegar à tarde eu troco.

- É só buscar a escada lá. O senhor segura, eu troco.

- Tá bem.

É uma cena interessante, digamos. Ele lá no centro da sala segurando uma escada, enquanto ela sobe lentamente os degraus. Enquanto a cabeça dele sobe também e seus olhos podem apreciar mais que as pernas, um bumbum lindo que começa a se revelar. Engole seco e quando finalmente está no degrau apropriado, é possível ver que embaixo da saia há uma tanguinha minúscula, branca, enfiadinha inteira atrás. Ela afasta um pouquinho as pernas, e ele vê que na frente a calcinha também mal a cobre. Levanta a mão, desenrosca a lâmpada, vagarosamente. Mas, repentinamente, vira-se pra ele, olha pra baixo e o flagra hipnotizado.

- Segura a lâmpada pra mim? E me dá essa outra, a nova.

- Outra? Ah… Aqui está.

Numa eternidade enrosca a lâmpada nova e pede para que ele teste o interruptor.

- É melhor você descer antes.

- Não, pode deixar. Vê se está funcionando.

Está… Então retorna a segurar a escada e ela faz o caminho inverso, descendo.

- O senhor não vai se atrasar não? Olha a hora.

- Tem razão. Mas posso fazer uma pergunta?

- Não. Vai, eu tenho ainda muito trabalho pela frente hoje e acho que o senhor também.

À tarde foi difícil trabalhar. As imagens e as visões dela que teve durante o almoço não lhe saiam da cabeça. Queria dar um jeito de chegar em casa cedo. Quem sabe poderia apreciar aquela mulher linda, exuberante e sumariamente vestida um pouco mais? Fez isso. Mas ela já tinha ido embora. Estava confuso. O que a levou se vestir assim? Depois de tudo que discutiram? Mas preferiu não perder tempo com esses pensamentos. Preferia lembrar, repassar cena a cena as imagens que não lhe saiam da cabeça. Foi dormir ansioso pelo próximo dia. O que aconteceria?

“Bom dia!”, foi dizendo enquanto abria as cortinas do quarto. O café já está na mesa. “Tá muito cedo…”, ele disse, resmungando e ainda com os olhos fechados, não querendo ser cegado pela claridade incômoda. Mas fez bem em abrir os olhos. De frente pra janela lá estava ela. Um shortinho minúsculo. Agarrado, mostrando pouco do seu bumbum. Uma marquinha de um fio dental, separando, exagerando ainda mais sua gostosura. Contra o sol. Uma blusa muito transparente, amarrada na cintura, ele verificaria mais tarde, quando ela se virasse. E com quase todos os botões abertos. O cabelo preso desta vez, um rabo de cavalo.

- Vamos! Dá tempo do senhor tomar o café e depois cair num banho gostoso antes do trabalho.

Recolhendo o edredom e os lençóis, os seios insistiam em não ficar inteiramente dentro da blusa. Em sua visão a delícia de vê-los assim. Um já praticamente descoberto. Lindos, fartos… Pontiagudos.

- Tá tudo bem?

- Tá sim. É que… Você veio trabalhar assim?

- Ué, claro. Tá um calorão, não tá? Quem tem de trabalhar de terno e gravata é o senhor, eu não.

- Sim, mas digo, você veio de casa assim? E no ônibus…?

- Meu marido veio me trazer, de moto. Mas o que que tem? Tô mal vestida?

- Não, é que… [Já a imaginando de shortinho com bumbum arrebitado na garupa da moto, pela cidade.]

- Então, estou vestida, não estou? Mas pra voltar ele não vai poder me pegar não. O que o senhor quer saber do ônibus?

- Ele não disse nada?

- Ele, quem?

- Seu marido.

- Do quê?

- Bem, você…

- Meu marido não é muito de falar não. Ele faz. Um dia eu conto pro senhor.

- Conta agora.

- Não, agora o senhor vai trabalhar.

As semanas se seguiram e a moça o surpreendia todos os dias. Com roupas e combinações de roupas cada vez mais safadas, ousadas, provocantes. Aos sábados então, ela caprichava ainda mais. E aproveitava pra fazer com maior requinte e com maior desenvoltura suas exibições. Novas posições, novas desculpas para ser vista. De todas as formas. Sempre vestida. Mas sempre quase despida. Vestidos, saias, shorts… Blusas ousadas… Brincos, colares. Tudo para provocar. Pra ser admirada, vista, comida com os olhos.

“Puxa, estou exausta… ainda bem que hoje saio mais cedo”, diz enquanto senta-se no sofá em frente ao dele, como quem quer uma trégua para descansar. Ele finge ler o jornal, mas agora o abaixa. Até que está “comportada” hoje. Uma saia mais longa. Um decote menor. Mas diante tudo que aconteceu nesses dias, o jeito que ela vinha vestida, é justo que num dia viesse assim.

- Está calor, né?

- E como!

Ela então começa a se abanar… Com o próprio vestido. Subindo cada vez mais. Até chegar num ponto que não dava pra fingir que era sem querer. Embaixo do vestido, ele começou a ver… Nada. Ou melhor, tudo. Sem calcinha, abrindo mais as pernas e se abanando de forma cada vez mais estabanada, ele podia então ver aquela bucetinha linda. Lábios grossos, abertos, contornando a fenda rosa, clitóris inchado, mais escuro, saltado, grande. Uma tirinha estreita de pelos curtos desenhados em seu delta. Ele, atônito.

- Então o senhor queria saber o que meu marido fala?

- Bem, sim… Se quiser contar.

- Ele não fala muito, eu disse. Quer dizer, até fala. Quando chego em casa ele me vê assim. E me agarra com vontade. Muita vontade! “É assim que você foi trabalhar hoje, sua putinha?” Viu, ele fala também. E vai se esfregando, arrancando a minha roupa, me beijando, perguntando se eu me exibi muito pro senhor hoje. Se o senhor ficou com muito tesão me vendo. E então vai abrindo minhas pernas, abaixando as calças dele, e vai enfiando aquele pau gostoso dentro de mim, me apertando, me chamando de puta, de biscate… Ai, aquele homem é uma loucura, o senhor precisava ver. O jeito que ele me beija, me morde, me chupa. O jeito que ele me come. Inteira. Que me faz gozar, é um gozo atrás do outro. Sabe que tem mulher que é assim, né? Eu sou. Gozo muito. E muitas vezes. Às vezes acho que vou desmaiar de tanto que eu gozo. As pernas até tremem. A gente fica horas assim depois que eu chego. E quando ele me vira de costas e me joga sobre a mesa e vai me abrindo assim, por trás, sabe? Com a mão na frente, lá… Me beijando, mordendo o ombro, o pescoço… E goza tanto dentro de mim.

Ele mal consegue acreditar no que está ouvindo, se contorcendo no outro sofá. Enquanto ela, ao contar os detalhes, vai abrindo mais as pernas, já colocando os pés sobre o sofá, o vestido na cintura. E aquela bucetinha melada, escorrendo de tesão.

- O senhor quer ver como eu gozo gostoso quando ele faz isso?

E leva sua mão que começa a massagear, de início delicadamente, mas depois com maior ímpeto, o clitóris, abrindo mais os lábios, enfiando por vezes um dedo. Dois. Levando à boca. Enquanto abaixa a blusa e começa a fazer carinhos nos próprios seios, fechando os olhos, levando o pescoço pra trás e a respirar com sofreguidão. Ele não acredita no que está vendo. Está delirando de tesão ao vê-la assim. O pau duro, latejante. E continua assistindo. Enquanto o gozo dela se aproxima e suas carícias passam a ficar cada vez mais ritmadas e fortes. Até gozar loucamente, não controlando os gritos, gemidos, completamente solta e absorta em seu prazer. Ela tem razão, as pernas chegam a tremer. Parece que vai desmaiar.

E continua… Então a respiração vai ficando mais lenta. Mas ainda se acaricia, bem lentamente, lentamente… Até parar depois de um bom tempo. Abre os olhos. Fixa-os nele. Olha atentamente em seus olhos. Ajeita-se no sofá. Abaixa o vestido. Recompõe a blusa. E então diz: “Viu, é isso que acontece quando eu chego em casa. É isso que meu marido diz. É o que faz comigo.” Levanta-se e volta a trabalhar com se nada tivesse acontecido. Mas ele não consegue levantar e fica ali sem ação diante de tudo que viu e ouviu.

Era possível vê-la cada vez mais despudorada e ousada daí em diante, nos dias que se seguiram. Muitas vezes flagrando-a se masturbando sem mais nem porquê nas situações mais inusitadas, em meio ao seu trabalho. Também era possível perceber que ela gostava cada vez mais de deixar as janelas abertas. E desfilar, por assim dizer, enquanto dos seus afazeres. Se demorar ainda mais na sacada, no corredor, nas escadas do prédio. E ele só podia imaginar o que seria essa mulher andando assim pelas ruas. Toda cheia de tesão, linda. Toda exibida. Queria ele ser seu marido e agarrá-la da forma que contou.

- Aqui está seu pagamento. Cinco vezes ele, na verdade. Como combinamos. Aliás, tem ainda mais. Você sabe por quê.

- Como assim cinco vezes? Olha, não quero não. Me paga só o meu salário normal. Eu disse que não estava à venda. Não sou dessas mulheres. O senhor tá achando o quê?

- Mas…

- Se insistir, eu peço demissão agora mesmo.

- Bem… Se é assim que quer. Mas eu achei que…

- Se o senhor quer mesmo me pagar a mais, me pague continuando a olhar do jeito que me olha. A me querer, a me desejar. A me admirar assim. Adoro. Todo dia, não vejo a hora do senhor chegar em casa pra eu me mostrar. Deixar o senhor assim, cheio de tesão por mim.

Ele abana a cabeça, sorrindo, reconhecendo-se diante de uma moça doce mas doidinha de tudo. E alegremente safada, de um jeito que ele nem podia antes imaginar.

- Sabe que eu li numa revista que isso aí tem nome?

- Isso o quê?

- Ah, isso aí que o senhor gosta. O que o senhor é.

- Ah, é? Qual nome?

- É… “Voi…” “Voi”, alguma coisa.

- Voyeur?

- Isso!

- Mas tem uma coisa que não li na revista não, mas que foi o senhor que me fez descobrir.

- O quê?

- Que eu adoro isso de me exibir, sabe? Me dá o maior tesão assim. O senhor me olhando. Os homens me secando na rua… As mulheres todas bravas, umas despeitadas. E meu marido? Que nem era de ligar muito pra mim. Era daquele jeito, pá-pum e pronto. Puxa… Eu contei, né? Agora é diferente. E é todo dia. Na verdade eu queria agradecer o senhor, viu?

- Eu é que preciso…

[Ela o interrompe.]

- Agora tem duas coisas, viu? O senhor precisa fazer que nem eu. Arrumar uma mulher assim… Pra comer ela bem gostoso, que nem meu marido faz comigo. De preferência pensando em mim. Só não vale trocar o nome, heim? [E ri...]

- Eu não gosto só de olhar. Adoro fazer também. Eu quero muito, muito mesmo. Mas você.

- Ué, e o senhor tem. Pode me olhar à vontade.

- Não, não desse jeito.

- Bem… Se quiser é assim. Eu não sou dessas mulheres de trair marido não.

[Ele suspira.]

- E qual é a outra coisa?

- Que outra coisa?

- Você disse que ia me dizer duas coisas, qual era a outra?

- Ah… É que eu descobri isso também. Que todo “voi…”, voyeur, precisa de uma mulher abusada, exibicionista. E essa mulher precisa do voyeur. Quer dizer, um precisa do outro pra dar certo. Era bom se todo mundo pudesse se achar assim, né? Quer saber mesmo? Eu adoro ser essa mulher pro senhor. A sua mulher exibida, que mexe, que provoca, que atiça o senhor. A sua exibicionista. A que se encaixa, sabe? É assim… Eu sei que sou casada. E fiel. Meu marido é tudo de bom, mas não me olha assim como senhor me olha. É meio doido isso. A gente tá casado, né? Amo ele. Mas mulher mesmo eu sou quando o senhor me olha. E me quer. Aí eu sou mulher mesmo. E fico linda.

- Fica não. É. Muito linda. Deixa eu ver você mais um pouco, deixa…

 

Descoberta

agosto 5th, 2008 § 0 comments § permalink

Entrou pela porta do quarto, displicentemente… Mas com um sorriso maroto nos lábios. Uma das mãos atrás das costas que percebi depois. O que estaria escondendo. Então chegou perto de mim, colocou a palma da outra mão sobre a borda da cama e disse: “Senta aqui!” Que será que ela quer? Bem… Não preciso saber pra querer. Sentei-me. E ela então mostra o que escondia: uma venda preta, longa. E foi me cobrindo os olhos. Enquanto me vendava sussurrou ao meu ouvido: “Shhh… Sem ver nada. Nada de trapacear!”

De súbito, meu coração começou então a acelerar. Mesmo sem saber o que aconteceria a seguir. O que estará aprontando essa menina? Espero alguns instantes… E nada. Que será? Sinto suas mãos em minha cintura. Tira minha camisa. Então suas mãos voltam, dessa vez baixando minha bermuda, trazendo ao chão minha cueca junto. Pronto. Estou lá, sem roupa alguma e vendado. À sua mercê. E a respiração começa a ofegar ainda mais. Ela nem fechou a porta do quarto… Será que também tirou a roupa?

Enquanto tento adivinhar… Desisto. Apenas decido me entregar a ela, seja o que for que quiser fazer comigo. E então de repente sinto minhas pernas sendo abertas para depois sentir também sua mão apertando meu pau… Já duro, só do inusitado da situação. E endurece ainda mais quando, ainda segurando firmemente meu pau, sua boca, quente e deliciosa começa envolvê-lo. Vagarosamente, enquanto massageia, com a mão e leva meu pau até o fundo da boca, depois vai retirando, alternando lambidas. Meu tesão só faz aumentar. Enquanto ela começa a fazer movimentos mais ritmados e com maior rapidez. E alterna, e volta a ser mais delicada e depois mais impetuosa. Não posso ver, mas sei que está de joelhos em minha frente. E isso me excita ainda mais.

De repente, ela para. E em seguida sinto seu bumbum, enquanto vai sentando de costas sobre mim. Abertinha sobre meu pau. Passo minhas mãos para frente dela. A abraço e começo a beijar delicadamente suas costas, a pele macia e quente. Sem deixar que eu controle seus movimentos, começa a abaixar e a descer, roçando, esfregando em mim. E percebo quando abre com as mãos ainda mais a bundinha para que o pau se encaixe direitinho, entre suas nádegas. Aquele bumbum delicioso, a sensação daquele cuzinho subindo e descendo no meu pau… E ela rebolando, abrindo também mais as pernas. Fico louco… E levo meus dedos em sua bucetinha. Completamente aberta, inchada… Melada. O clitóris saltando pra fora, pedindo… Querendo. E eu começo a massageá-lo. A sentir toda sua forma, sua protuberância. Com uma mão abro ainda mais a bucetinha… E com outra começo a lambuzar meus dedos, abaixo… Enfiando um pouco, depois tirando. E voltando ao clitóris, ritmadamente. Ela para de rebolar e se esfregar e pende ainda mais as costas para trás. Levo a minha mão para encontrar seu seio… E lá encontro a sua antes. Se tocando, contornando os mamilos. Acariciando-os.

Também alterno o ritmo, masturbando-a… Sentindo-a abrindo e arreganhando cada vez mais as pernas. Não posso ver… Mas há um espelho à frente. Sem a venda poderia vê-la inteiramente assim. Mas apenas sinto. Apenas? “Você adora minha bucetinha assim toda arreganhada e melada de tesão por você, né?” – ela pergunta, com a respiração forte e voz cheia de malícia. E eu que não vejo, apenas sinto, mal posso falar. Mas digo: “Adoro! Adoro sua buceta… Goza pra mim, goza?” Com o aumento do ritmo, com minha mão sobre sua mão, sobre seu seio… Com sua mão sobre minha mão, acariciando o clitóris… Penso que isso mesmo que está prestes a acontecer. E aconteceria… Mas ela para. E, se desvencilhando delicadamente das minhas mãos, levanta-se.

Depois de alguns instantes, sinto sua mão, ensopada com algum tipo de lubrificante, massageando meu pau e lambuzando-o inteiro daquele líquido. É uma sensação interessante e gostosa. Fica tudo “escorradio”… E assim, nele “escorradio” que sinto-a sentando novamente sobre ele. Fazendo questão te tê-lo bem dentro e no meio do seu bumbum. E o descer e subir agora tomam uma forma diferente. Vou lambuzando-o com meu pau também. E ela se esfrega e rebola ainda mais. E me enlouquecendo. Deixando-me em febre. Queria tirar a venda e ver aquela bundinha deliciosa subindo e descendo no meu pau… Mas prometi não trapacear. “Gosta assim, amor? Gosta que eu rebole no seu pau? Gosta? Então pede…” E eu peço… Peço sim! “Rebola no meu pau gostoso assim… Rebola!” E ela se esfrega ainda mais forte, com mais vontade. E se continuar assim, vou acabar gozando. Sentindo meu pau todo melado… E ela encaixando ainda mais… Entre suas nádegas… Aquele cuzinho lindo se esfregando junto. Fico atordoado.

Percebo então quando ela vai diminuindo o ritmo… Pra não me deixar gozar agora. E levanta-se, meio que de pé, de costas, ainda sobre mim. E pega meu pau por trás e começa a esfregá-lo em sua buceta… Os lábios, o grelo. E penso que irá conduzi-lo até enfiá-lo, todo melado pelo lubrificante… Nela, já melada naturalmente. Mas ainda não… Começa como a se masturbar com meu pau, esfregando-o. A cabeça roçando o clitóris, descendo. Quase penetrando-a, depois voltando. Mas ela o afasta um pouco, levando-o para trás. E começa a fazer o mesmo… Só que, para meu delírio (e começo a estar mesmo como em febre quando percebo), no seu cuzinho. Ela já tinha me deixado tocar ali… Com meus dedos. Lamber (adoro lamber ela assim, de quatro, ali… aliás, uma vez de quatro assim, começou a se tocar, a bucetinha… e ameaçou tocar-se ali também, e quase me tira os sentidos). Já abriu bem sua bundinha para vê-lo completamente… Mas assim, nunca tinha feito. Embora eu sempre tivesse uma vontade enorme e ficava receoso dela não gostar. Tenho fixação por seu bumbum… E, é claro, por seu cuzinho. Já consegui até tomar coragem pra dizer isso antes, mas ir além disso, acho que nunca ela ia permitir, assim.

Descrente no que está acontecendo… Sinto quando ela começa a parar de esfregar meu pau. E o deixa ali, na “entradinha”, completamente duro… E fica assim por alguns momentos. Percebo pela voz que ela vira a cabeça pra trás… E diz: “Você é tarado pelo meu cuzinho, né?” Eu só consigo balbuciar um “sim… eu sou… eu sou!”, veemente, mas que sai junto à minha respiração. Meu estado febril. E ela começa a descer, deixando o peso do corpo sobre mim, forçando contra meu pau… Enquanto diz: “Ele também, é inteiro seu!” Eu não acredito… Mas ela pega minhas mãos, que estavam acariciando sua virilha, e leva cada uma delas a uma nádega. E então põe as mãos sobre as minhas e começa a abrir ainda mais o bumbum. E eu continuo, abrindo-o completamente. Meu pau pulsa de tão duro… E de tanto tesão. Ainda incrédulo, só começo a acreditar quando percebo a pressão cada vez mais forte… E a cabeça ir encontrando lugar. Devagarzinho… Muito devagar. E ela vai se ajeitando… Se ajeitando sobre mim. Até que sinto a cabeça do meu pau quase inteira lá dentro. Sentindo a sensação daquele cuzinho, quente… Apertadinho. Fico preocupado… Se ela está sentindo dor. Mas como ela está “controlando”, fico um pouco mais tranqüilo. Não resisto e recomeço a acariciar seu grelo. A sentir simultaneamente meu pau entrando, enquanto minhas mãos se deliciam em sua bucetinha, completamente encharcada.

E ela continua… E continua a descer. Às vezes parando um pouquinho. (Temos todo o tempo do mundo. Mesmo que não tivéssemos, agora temos!) Sinto uma resistência, mas depois começa a descer sobre mim um pouco mais à vontade. Ouço um gemido mais forte. Mas não para. Até fazê-lo entrar inteiro. A sensação é indescritível… Eu sabia que devia ser muito gostoso, mas nem nas minhas loucas fantasias imaginava que seria assim. Ela então fica assim por alguns momentos e eu também paro de acariciá-la, deixando que ela faça da forma que ela se sentir mais confortável… E ela pergunta: “É gostoso, amor?” E eu respondo: “É uma delícia. Como é gostoso!” No que, após isso, ela começa a subir, também vagarosamente, deixando quase apenas a cabeça do meu pau dentro dela, também descobrindo como é a sensação. E passa a descer, só que um pouco mais rápido… E a subir, aumentando o ritmo. Aumentando… E eu passo a segurá-la pela cintura, mas deixando que ela faça os movimentos. Completamente doido de tesão… Sinto que ela também se entrega, doidinha junto, de tesão, de vontade. E levo a mão até seu clitóris… Mas ela já está se masturbando, mais freneticamente. “Goza dentro de mim,amor… Goza! Come meu cuzinho que você adora. Fode minha bundinha, fode… Enfia ele inteiro, vai… Mete!” Ela falando assim me enlouquece completamente, ainda mais. Começo a dizer… Sem atinar pro que digo: “Que cu mais gostoso, amor… Dá a bundinha pra mim assim. Quero ele inteiro…” E já não sei mais o que digo, enlouqueço. Sinto pela respiração, pelos gemidos, pelo que ela também diz, ou quase diz… Que vai gozar. E aumenta ainda mais o ritmo, das subidas e das descidas. E eu também não vou agüentar muito mais tempo. Seguro então abaixo do seus seios… E com a outra mão, sou eu que continuo a masturbá-la. “Não para, amor… Goza, goza pra mim!” – agora sou eu que digo. E sinto, sinto ela urrando e me encaixando inteiro dentro dela, ao mesmo tempo. As pernas estremecerem. Um gemido alto… Gozando muito gostoso, enquanto seu cuzinho lateja e vai apertando ainda mais meu pau e o soltando, apertando, soltando… E só agora assim, eu começo controlar um pouco mais o ritmo da penetração… E não suporto mais. Mais que gozo. Explodo dentro dela.

Sinto-a desfalecer sobre mim. Vamos nos aquietando, sentindo… Sentindo. O gozo, o prazer, a entrega, o contato, a pele… A respiração… E ela vai se deixando sobre mim, as costas apoiadas no meu peito. E eu a beijá-la. E eu sussurro, pertinho dela: “Meu tesão… Gostosa… Linda… Te amo!” E ouço com uma voz que quase não sai: “Eu te amo!” E ficamos assim por um bom tempo. Apenas nos sentindo, nos curtindo. Quietinhos e deliciosamente satisfeitos. Sem pressa alguma, meu pau ainda dentro… Diminuindo de tamanho vagarosamente, mas sentindo tudo. Nem em meus mais doidos devaneios imaginei assim… Ela então diz: “Agora pode tirar.” Não entendi. E ela completa: “A venda, bobo.” Eu tiro, e vejo um sorriso enorme eu seu rosto. E diz: “Eu tinha vontade… Mas achei que podia não ser bom. Quer saber? Doeu um pouquinho sim. Mas depois foi bom demais. E sentir você cheio de tesão assim, me deu mais vontade e mais tesão ainda.” Eu, me sentindo realizado, extasiado… Disse: “Que gostoso, você assim… Eu não imagin…”

Ia completar, mas ela então começa a levantar-se. Devagar, depois virando-se para mim e me beijando deliciosamente a boca. Num beijo longo, apaixonado. E depois vamos nos deitando, ficando juntinhos um de rosto pro outro. E ela diz: “Você nem imagina um monte de coisas… Que a gente vai descobrir juntos. Eu adorei! Adoro ser sua… Inteira. Te amo!” E sorrio, enquanto a acarinho, delicadamente: “Eu te amo, linda!”

 

Sem ou quase sem

abril 17th, 2008 § 0 comments § permalink

O tecido fininho da saia contorna deliciosamente seu bumbum. O caimento da saia. Tão sensual, tão provocante. O tecido rebola junto. A forma como fica sobre ela, deixa ver nitidamente suas formas. E eu, transtornado… Deve estar com uma calcinha minúscula por baixo. É no que tenho pensado desde que saímos de casa. Fico imaginando a calcinha, apertada, enfiada… Roçando seu corpo conforme ela anda.

Também a frente. Mal cobrindo sua bucetinha perfumada, molhada, protuberante… Linda. Lembrando-a à todo tempo como está, o que quer, e o quanto me provoca. O quanto não consigo pensar em outra coisa que não levar minha mão e segurar firme e com vontade aquela bunda tão gostosa… Apalpar, esfregar, acarinhar… Pra depois levantar sua saia… Beijar, lamber.

Quero fazer isso e não posso. Estamos em público, o shopping… Olho ao redor. Não sou só eu que estou babando por ela. Tanta gente pra lá e pra cá. Outros olhares acompanhados, por isso disfarçados. Ou então que me vêem junto dela e então tentam disfarçar. E outros que nem disfarçam muito. Não precisam disfarçar. Podem olhar à vontade. Porque os cúmplices aqui somos nós dois. Um do outro. Mas eu é que quero olhar mais à vontade. Apreciar tudo. Contemplá-la em cada detalhe, desejá-la, me inebriar inteiro pelo desejo pela minha mulher.

Ela percebe que me atraso nos passos para vê-la melhor. Ai, aquele bumbum! Então rebola ainda mais… Como quem não sabe de nada que está acontecendo. E sabendo de tudo. Um pouco mais e pára de andar, sorri marotamente, e me espera. E me dá a mão. Continuamos a andar.

(E se ela estiver sem calcinha? É o que imagino. Uma calcinha deixaria marca. Ela sabe que quando usa calcinhas assim me deixa fora de controle… Estará usando uma calcinha tão minúscula que nem marca? Ou está mesmo sem calcinha? O que também me deixa doido. As duas coisas me tiram do sério. Não sei dizer qual das duas, mais. A dúvida me atordoa.)

Seus movimentos me atordoam. E ela chega e sussurra ao meu ouvido: “Que aconteceu? Está tão quieto. Está preocupado com alguma coisa?” Cínica, como se não soubesse os pensamentos que me tomam, o calor da minha pele, a febre no meus olhos. Como se não percebesse como estou. Sei que percebe. Sente. E eu, imaginando já meu pau duro, roçando seu bumbum, por trás, sobre o tecido… Minha mão levantando-o e encontrando o vale entre suas pernas. Meus dedos saindo melados. A outra segurando e acarinhando seus seios. Depois entrando em seu delicioso decote. Beijando seu pescoço, sua nuca.

Mas… Ela está com ou sem calcinha? Tento olhar melhor, perceber mais algum indício… Ela não havia usado essa saia antes, senão talvez eu saberia, de outras vezes. Ela sabe que reparo muito nisso… Mas não, não consigo. Não podendo resistir à dúvida, pergunto então a ela, tomado de tesão, o coração acelerado e a voz trêmula: “Você… Está sem calcinha?” E ela apenas sorri e diz: “E você vai esperar chegarmos em casa pra ficar sabendo? Eu não vou contar. Descubra!”

 

A festa

novembro 25th, 2007 § 0 comments § permalink

A roupa é esta… Depois de tantas, achei que esta ficou boa. Perfume passado… Outra olhada no espelho. Maquiagem em ordem. É isso. Ele lá fora me esperando. Não vou fazê-lo esperar mais. Ao me ver saindo pela porta da casa, ele também sai do carro, dá a volta e vai me receber. Achei que ia simplesmente abrir a porta do carro… Mas antes olha bem pra mim, de cima abaixo e diz: “Você está linda!” Ele também está. E me abraça de uma forma impetuosa, surpreendendo-me. Põe o rosto no meu pescoço, sente o cheiro do cabelo, respira bem pertinho… Enquanto me aperta contra ele. Suas mãos em minhas costas, suas pernas, seu corpo roçando o meu. A fogueira estava acesa.

Mas precisamos ir. Então eu digo: “Vamos?” E ele afasta-se, sorri e faz com a cabeça que “sim”. Abre a porta e eu entro. Dá outra volta e senta-se ao meu lado. Olho mais atentamente pra ele. Está irresistível. Mas, pelo olhar dele, eu também estou. Pensei que ia ligar o carro, mas… Vira-se pra mim e seus olhos dizem o que a boca não encontra o que dizer. Mas a boca encontra, a minha… “Vai borrar o batom.”, eu penso. Mas isto é coisa de pensar numa hora dessas? Não penso. Beijo! E que beijo. Sinto sua língua entrando na minha boca, com vontade, gulosa. A barba curta, quase assim deixada, roçando meu rosto. Precisamos ir! Não podemos chegar tarde… Que nada!

Seu braço em minhas costas, me puxando, forte. A pele quente. A vontade… E a sua outra mão encontra meu seio. Sem parar de nos beijarmos. Temos uma festa para ir. Temos? Não sei mais de nada. Sinto o calor tomando cada vez mais conta de mim. E minha mão desliza, naturalmente. Pra encontrar o volume sob sua calça. Eu quero sentir mais este pau. E começo a esfregá-lo… E sua mão desce até meu bumbum. E aperta. E acarinha. E já não quero mais senti-lo sobre um tecido. Não sei como, mas consigo desabotoar sua calça. E vou abaixando o zíper. Nossas línguas a fazer amor escandalosamente uma com a outra. Estamos perdendo a noção de onde estamos. E se alguém nos ver assim? É noite. Mas a luz do poste quase nos ilumina. Não tem jeito. Eu quero sentir aquele pau na minha mão. E começo a senti-lo, quente, cheio, rígido.

Sua outra mão, pela frente, encontra lugar no meu decote. Entra por baixo do sutiã e eu deliro. Mas não se contenta e passa a abaixá-lo. O decote que já era generoso passa a mostrar ainda mais. Até meu seio estar mesmo quase de fora. Era esta a intenção. Abaixa-se e começa a lambê-lo. Primeiro mais lentamente, delicado. O que não dura muito. Porque passa a chupá-lo, impetuoso, faminto. Enquanto eu o masturbo sem nem lembrar de mais nada. Aliás, lembro… Que minha calcinha numa altura dessas já está encharcada e minha bucetinha está doida pela sua mão, por seus dedos a acariciando. Deve ter lido meus pensamentos, porque é para lá, embaixo da saia, que sua mão vai. Começa a acariciar-me sobre a calcinha… Mas em seguida a afasta e pode sentir-me melada. Os dedos vão encontrando a abertura onde se lambuzam. E sobem, massageando deliciosamente meu clitóris.

Estou enlouquecendo… Em todos os sentidos. Ali? E precisamos ir. Precisamos… Preciso é sentir como é gostoso este homem se esfregando em mim. Deixando-me mesmo maluca. Cheia de tesão. Quero fazer amor com ele agora. Aqui. Do jeito que estamos. Sentir seu pau abrindo caminho entre meus lábios. Sentir ele dentro de mim. Sua barba roçando meu pescoço. Meus biquinhos pontiagudos em suas carícias. Eu quero! Mas ele vai se afastando aos poucos, lentamente. Vai se recompondo… E eu também, fazer o quê? Respiramos mais fundo. Sorrimos um olhar malicioso e cúmplice. “Precisamos ir, né?”, ele diz. E eu faço com a cabeça que sim… Mas, em seguida, olho bem nos seus olhos e abano a cabeça que não! E digo: “Não. Ainda não!” Olho seu pau ainda duro na minha frente e não resisto. Abaixo-me, seguro e o coloco na minha boca. Serão estes os meus lábios então a prová-lo agora. Sinto seu corpo estremecer e ouço um gemido. Encosta-se melhor no banco e pode ver-me subindo e descendo a cabeça em seu colo. Minha boca engolindo-o. Lambendo. Chupando. Então paro para ver melhor seu rosto. Em doce delírio. E o masturbo com maior força. Olhando fixamente em seus olhos. Abaixo a blusa e meus dois seios agora estão nus. Segurando seu pau firmemente, volto a chupá-lo com vontade. Abaixada sobre ele, sinto sua mão agora acariciarem meus seios. Passo a tocar-me também, e meus dedos continuam na minha bucetinha molhada o que ele antes começou.

Vamos gozar assim… Inevitavelmente. Mas… Não é justo que somente eu goze. Adoro fazê-lo gozar comigo, por mim. Um momento de racionalidade, porém, toma conta de mim. E isso é hora de pensar? E ser racional ainda por cima? É que, fico imaginando, se eu o masturbar e ele gozar assim, vai manchar sua roupa. E não teremos tempo dele voltar e se trocar. Se o deixar gozar em minha boca… Bem… Houve ocasiões como esta, mas eu nunca fiz isso antes. Vou engolir sua porra? Será bom? Eu consigo? Sei que os homens adoram isso. Mas… Bem… Posso parar também. Posso? Posso nada! Eu quero nós dois gozando nesse carro, agora. E a “racionalidade” some. E com ela os pensamentos. Dando lugar somente ao tesão. Daquele pau entrando e saindo na minha boca. Dele prestes a inundar minha boca com seu líquido. Perco o receio. Nojo e sexo não combinam. Entrega e despudor sim. Além do mais, que coisa mais excitante passa a ser isso agora. Vou sim, vou chupá-lo até gozar. Só de imaginar fico ainda com mais tesão. É meu homem, sou sua mulher. São nossos cheiros, nossos líquidos, nossa entrega. Somos cúmplices.

Não importa mais quem poderia passar e ver. Nem o lugar, nem nada. Apenas quero. Quero tudo. Quero que gozemos muito e gostoso. E sinto que está perto. Que não vai conseguir segurar-se muito mais. Será que passa pela cabeça dele as mesmas coisas? Ou não passa nada? Sinto que, como eu, deixa-se tomar inteiro pelo desejo e pelo tesão, somente. E continuo, continuo a chupá-lo enquanto acaricio seu pau, mais embaixo. Quero deixá-lo louco. E consigo. Sinto em minha boca como se começasse a latejar e começa. Ouço um urro que vem junto… Junto com sua porra a esguichar em minha boca, minha garganta. Mas não engulo. Quero sentir primeiro ela em minha boca, o sabor. Saber como é. E é uma delícia, ao contrário do que eu antes poderia imaginar. Um gosto que nunca provei antes. Algo nem doce, nem salgado. Mas delicioso, principalmente por ser dele. E sinto novamente a jorrar. Seu corpo, ofegante, diminuindo o ritmo. E eu agora só posso engolir, não há outra forma. Mas eu nem queria outra forma. Quero seu líquido. Como ele sempre quis e teve o meu. Todo. E então sugo, sugo tudo, até o final. Lambo os lábios e ele mais uma vez parece delirar ao ver-me assim.

E seu semblante, seu olhar… A situação toda. Sou eu quem goza agora. Um gozo forte, sentido… E é agora o meu momento de sentir plenamente o prazer. Minhas pernas estremecem, sinto tomando conta do meu corpo inteiro. Paro minha mão, seguro meus seios e vou sentindo, sentindo… Que coisa mais doida. E deliciosa. As contrações primeiro fortes e agora diminuindo o ritmo. Vou me recostando novamente no banco, as pernas abertas. Os dois desfalecendo docemente, lado a lado. A rua, a casa, o carro… Depois de certo tempo começam a aparecer de novo. Antes só existia nós dois e nosso desejo. E agora nossos corpos satisfeitos. Passo a dar-me conta da doidice… E dar-me conta também que sim, eu engoli. Surpresa e surpreendida comigo mesma. Sim. E foi muito bom! Acho que o homem sente-se realizado assim. Ele eu sei que está. É só olhar no seu rosto. Mais que uma fantasia ou um gosto, uma entrega. Mesmo. Como não fiz isso antes? Dar-lhe esse presente. Aliás, dar-nos. Porque adorei… E agora eu quero. Quero mais. E muito!

 

Jardins

novembro 11th, 2007 § 0 comments § permalink

Final de tarde, clima gostoso de verão… Fazia a caminhada por entre os jardins. Entre os caminhos rodeado de árvores… A brisa soprando suavemente. Despreocupadamente. Mas… Minha displicência estaria perto de acabar. Ao desviar os olhos para o relógio, foi impossível não notar aquela moça. De costas para o passeio. Com um dos pés sobre o banco, amarrando seu tênis. O corpo rebaixado, debruçando-se sobre o próprio joelho. O bumbum arrebitado, redondinho, gostoso… Comecei a andar mais vagarosamente e já não conseguia ver mais nada além dela. A calça justa… Muito justa. Preta. Deixando ver nitidamente a marca da sua calcinha, fio-dental. Não soube disfarçar. Parei ali para admirá-la.

Ao sentir que alguém aproximava, virou o rosto e com rabo de olho viu-me. Fiquei sem jeito, mas ela virou-se novamente para frente e continuou a amarrar o tênis. O bumbum ainda mais arrebitado. E eu nunca vi alguém demorar tanto pra amarrar um tênis assim. Parecia de propósito. Insinuava que estava difícil, quase rebolando aquele bumbum a poucos metros à minha frente. Criei coragem. E fui em sua direção. Quando cheguei perto, quando fui reparar na tatuagem abaixo do ombro… Uma borboleta… Finalmente a árdua tarefa havia terminado. Virou-se abruptamente, abriu um sorriso e disse um simples: “oi!”. Pude então ver a blusinha amarela. Encobrindo… Quase encobrindo… Ao menos a parte inferior dos seios. Fartos. Seu colo nu, o desenho perfeito daquele vale formando-se entre eles. E, sem sutiã, era possível, através dos detalhes delicados que enfeitavam a borda do tecido, era possível ver, sob eles, parte das suas auréolas, mais escuras. E seus biquinhos começando a se insinuar. Milímetros… Um descuido e poderia estar mostrando o início daqueles círculos. Ela certamente não conseguiu ignorar o tempo que fiquei prestando atenção a tudo isto.

Devo ter ficado vermelho… E, sem jeito, sorri em retribuição. Um outro “oi”. E depois: “Gostoso caminhar por aqui, né?” A palavra “gostoso”, quase saiu “gostosa”, mas tudo bem… Aquela boca delicada, os lábios apetitosos… O sorriso, os olhos… A sobrancelha fina, o nariz longo. E os cabelos cor de cobre, cacheados. Cada detalhe tirando-me do sério… Um bracelete de madeira. Minha imaginação foi longe… Mas voltou e perguntei se estava tudo bem com o tênis. Abaixando minha cabeça na direção deles, não pude deixar de demorar-me entre suas pernas, grossas. E ver então que o contorno de sua calcinha, à frente, era quase tão estreito quanto atrás. Difícil agora seria esconder meu estado. E ela responde, brincando que sim, agora estava tudo certo.

Continuamos conversando… E quando percebemos já estávamos caminhando juntos. Clima leve, conversa leve… Passos leves. Mas estava difícil tirar os olhos dela. Do seu rosto, dos seus seios. A cada passo. Ela então diz: “Agora eu preciso caminhar mesmo. Será que você me acompanha?” Fiz com a cabeça que “talvez”. Mas achei estranha e divertida a forma que passamos a caminhar. Ela ficava à frente sim. Mas não muito. Quando via que me aproximava, apertava o passo. Mantendo a distância. Distância certa pra eu poder me deliciar com a visão daquele bumbum tão gostoso e lindo, rebolando à minha frente. De quando em quando ela olhava pra trás e apenas sorria. Marotamente. Sacana, na verdade. Sabia como eu a estava comendo com os olhos.

Pensei que continuaríamos assim por boa parte do trajeto… Que iria pra esquerda. Surpreendi-me com ela indo para a direita. Adentro, às árvores. Olhou novamente pra trás. Eu estava bem mais perto. E perguntou: “Vem comigo?” E fui… Seja onde ela quisesse me levar, eu iria. Passou então a caminhar mais vagarosamente e admirar as árvores. Até chegar perto de uma e, indo em sua direção, me perguntou: “Já abraçou uma árvore hoje?” Foi lá e abraçou a árvore. Ficando abraçada por um algum tempo. Eu fui do outro lado e, por minha vez, fui dar o meu abraço, na árvore. Brincando de esconde com nossos rostos, sorrindo me perguntou: “Hum… E uma mulher abraçada na árvore, já abraçou hoje?” E eu fiquei sem resposta… Mudo. Mas não sem ação. Contornei a árvore e fui chegando perto dela. Meu coração disparou. Não acredito que ia finalmente poder tocá-la.

Cheguei de mansinho, meu rosto perto de seu pescoço. Meus braços acompanhando os seus, até as minhas mãos estarem sobre as delas. Poderia ter ficado um pouco mais afastado, mas não ia ser possível. Nem justo. Encostei-me completamente em seu corpo. E seria também impossível esconder a rigidez do meu pau. Que foi encostando naquela delícia de bumbum, querendo se encaixar no meio das suas nádegas. O que ela facilitou… Empinando para trás e o encaixe ficou perfeito. Ela vira um pouco a cabeça e diz: “Gostoso, né?” Meu rosto era a resposta. Abaixei minhas mãos até sua cintura. E respondi: “Muito. Muito mesmo!” Acho que era isso que estava esperando… Porque, em seguida, começou a rebolar, no começo bem sutilmente e depois com mais força, sentindo meu pau roçando… Roçando. E eu não pude agüentar, comecei a beijar-lhe vagarosamente os ombros, a borboleta… Seu pescoço. Sentia então nossa respiração ficando mais ofegante, juntos.

Passou por alguns instantes que alguém caminhando por lá poderia nos ver assim. Não estávamos tão longe assim do caminho. Por alguns instantes somente. Porque fui perdendo completamente a noção de onde estávamos. Só conseguia pensar nela. E quão gostoso estava sendo aquilo. Ela também devia estar perdendo a noção, porque já não era mais nada sutil a forma que se esfregava em mim. Parecia que quanto mais sentia meu pau, duríssimo, em seu bumbum mais o queria, apertando-se contra ele e rebolando de forma cada vez mais despudorada. E despudorado foi afastar o peito da árvore e abaixar a blusa, primeiro de um lado, e começar a se tocar, em seu mamilo, continuando o movimento que me deixava louco. Num ato mais brusco, pegou minha mão que estava em sua cintura e a levou para seu seio. Comecei a tocá-la da mesma forma que ela mesma fazia. Enquanto abaixa o outro lado da blusa, ficando com os seios completamente nus, os braços mais estendidos e as mãos apoiadas no tronco da árvore.

Naquela posição, um pouco mais abaixada, seu bumbum fazia ainda mais pressão em meu pau e era possível eu alcançá-la com a outra mão o meio de suas coxas, pela frente. Devagarzinho fui levando, subindo minha mão… No que ela abre um pouco mais as pernas e eu posso então começar a acariciar, tão gostoso, aquela bucetinha sob a calça, e a calcinha. Quando sentiu meus dedos ali, ouvi um gemido e pude perceber o quanto estava excitada. Meus lábios em seu ombro, minha mão a acarinhar seus seios… A outra… Bem… A outra não ia se contentar em ficar lá sobre o tecido. Fui devagarzinho enfiando-a por dentro da calça e pude sentir como era pequena aquela calcinha, mesmo na frente. Era possível acariciar sua virilha sem retirar a calcinha. Passei a acariciá-la também sobre a calcinha. E quanto mais eu acariciava, mais doida ela ficava. Mas eu queria mais. Ela também. Passando meus dedos, contornando sua calcinha, pude sentir que seu líquido já a encharcava… Fazendo minhas carícias serem ainda mais gostosas e a calcinha quase entrando entre os lábios. Fiquei ainda mais doido com isso.

Voltei acima minha mão e fui procurando um jeito de entrar, da minha mão entrar sob aquela calcinha apertadinha. Primeiro os dedos… Que fui descendo, percebendo seus pelinhos. Curtinhos, num caminho tão estreito, e só poderia ser. Apenas assim ficariam cobertos pela calcinha, também tão estreita. Cheguei ao seu início daquela bucetinha, sentindo seu clitóris inchado e continuei descendo, até senti-la, entre aqueles lábios generosos, totalmente melada. Enquanto se contorcia e ofegava ainda mais E já não importava mais o lugar onde estávamos, nem mais nada… Apenas o desejo, a excitação e o tesão que estávamos sentindo… E curtindo. Muito.

Com meus dedos já melados em seu próprio licor, passei a massageá-la o clitóris. Que delícia era aquilo. E eu só pude fazer-lhe a mesma pergunta que ela me fez antes: “Gostoso?” E ela apenas conseguiu sussurrar um “humrum”, numa respiração profunda, abrindo ainda mais as pernas. A visão dela, com os seios fartos, deliciosos, nus… Acima daquela blusinha amarela. Apenas as alças cobrindo seus ombros. Minha mão a acariciando em volta e sobre o biquinho de seu seio. A outra com os dedos ensopados, percebendo cada contorno, o formato daquele clitóris, seus lábios. A abertura completamente molhada… E, como se não bastasse, meu pau quase explodindo de tão duro a roçar seu bumbum. Sobre a calça. Por pouco tempo… Porque ela então abaixou-a, assim, sem mais nem menos. Deixando-o completamente exposto, “vestido” apenas com uma tirinha preta, ficando ainda mais fina… E mais, entrando completamente, entre as nádegas. Aquela visão me atordoava. Percebi suas mãos procurando meu short. E eu entendi perfeitamente o que queria… E ela não ia conseguir fazer sozinha. Abaixei meu short até revelar meu pau, e passar a esfregá-lo, pele com pele. Quente, duro… Naquela bunda deliciosa. Curtindo muito nossos corpos roçando assim, ela rebolava ainda mais.

Rebolando, cada vez mais gostoso… Até virar-se. Ficando de costas para á arvore. As costas apoiadas nela. E eu pude então ter a visão completa daqueles seios lindos saltando sobre a blusa abaixada. Aproximei-me novamente. Nossos rostos, nossas bocas tão próximas, inevitável o beijo. E que beijo… Aquela boca era o céu. E sua língua, dentro da minha, infernal. Provocando-me ainda mais do jeito que se enroscava na minha. Dentro das nossas bocas… E então também fora. De quando em quando ela afastava-se e então eu podia ver aquela lingüinha safada e deliciosa se movimentando, me tirando completamente do sério. E depois voltávamos a nos sugar e anos beijar com vontade. Minhas mãos apertando seu bumbum, como segurando-os por baixo, e não deixando arranhar-se com a árvore. Depois da minha perna entre suas pernas, roçando, esfregando… Afastei-me… E pude perceber e ver o contorno de seus lábios, quase saindo da calcinha. E, reaproximando-me, minha boca passou a deliciar-se em seus seios. Ora um, ora outro. Minha língua contornando aqueles mamilos escuros e sentindo também a rigidez dos bicos, que deliciosamente adentravam minha boca para sugá-los com tesão.

Estando naquela posição, pouco mais afastado, ela pôde então abaixar o braço e ir procurando, o que não era nada difícil encontrar… Até encontrar com a mão meu pau e segurá-lo, primeiro mais levemente, depois mais forte. E então passou a descer e subir, começando uma masturbação que me enlouquecia. Voltei à sua boca e aos seus beijos… E num dos poucos intervalos entre os beijos, sussurrou ao meu ouvido: “Que pau gostoso…!” Dizer isso assim, sua voz tão gostosa repleta de tesão, quase me tirou os sentidos. E passou a acariciá-lo e a masturbá-lo ainda com mais impetuosidade. Até ouvir num tom mais firme: “Mete! Mete esse pau em mim… Mete inteiro. Mete!” Enquanto tentava imaginar como faríamos, ela começa a acariciar minha barriga, meu peito e depois agarrou minha camiseta pelos lados e foi subindo, até retirá-la. Segurando ela agora meu bumbum, passou a beijar meus mamilos. Demorou-se um pouco ali, mas foi descendo. Descendo também o corpo, e enquanto agachava-se, descendo também a sua calça, até os pés, abrindo as pernas e chegando seu rosto na altura do meu pau. Olhou bem pra ele, com desejo, volúpia… Afastou bem a calcinha para o lado e passou a masturbar-se, enquanto a outra mão foi segurá-lo. E a fazer movimentos que me deixavam tonto. A excitação dela com meu pau me deixava ainda mais excitado. Parecia estar com água na boca por ele… E estava mesmo.

Levando agora as mãos até minha cintura, pude sentir sua boca quente, úmida, seus lábios começando a encobrir a cabeça… Uma sensação indescritível tomou conta de mim. E foi engolindo-o, devagarzinho, até estar boa parte dele dentro daquela boca, deliciosamente. E ela então vai afastando novamente a boca, devagar. Para repetir o movimento, mas agora com a língua passando sobre ele, por baixo. Ao terminar, levantou a cabeça e olhou-me com o olhar mais gostoso e mais safado do mundo. Para em seguida sorrir um sorriso tão safado quanto. Era ali que começaria minha doce tortura. Pois com uma das mãos, segurando pela base no meu pau, passou a massageá-lo. E sua boca já não era mais vagarosa. Passou a chupá-lo, a lambê-lo… Chupá-lo novamente. Com muita vontade. Com muito gosto. Por vezes parava, me olhava enquanto continuava a masturbação com a mão, para voltar e repetir tudo, com ainda mais e mais vontade.

Eu, com cada vez mais tesão… Estava muito próximo a gozar. Ia ser difícil segurar por muito mais tempo assim… Mas então ela para. E me olha e diz: “Ah, você acha que vai ser assim, né? Não vai não… Eu sei que você está doido pela minha bucetinha. E ela está doida pelo seu pau. Quero você me fodendo… Metendo gostoso nela! Muito gostoso…” E o que eu ainda não tinha atinado como seria, se em pé ou de que forma… Ela nem pensou. Levantou-se, apoiando-se com a mão na árvore, retirando de vez sua calça. E, para minha surpresa, também a calcinha. Aquilo me deixou tonto. Será que ninguém estaria vendo? Bem… Se estivesse, estaria é morrendo de inveja. Porque pra nós, já não fazia diferença há muito tempo. A visão daquela moça, tão linda, tão gostosa, praticamente nua na minha frente me tomava todos os sentidos.

Ela então estendeu minha camiseta em frente a árvore e disse: “Senta!” Obedecendo prontamente, sentei-me, de costas quase apoiada no tronco, mais o pescoço e parte das costas, na verdade. Para que ela tivesse espaço. Espaço para puxar ainda mais pra baixo meu short e, se aproximando, ficando sobre mim, e descendo, agachando-se, quase tocando sua buceta no meu pau. Começou então, segurando meu pau com firmeza, a massageá-la, a passar sobre o clitóris, entre os lábios, por volta deles… Descendo, subindo. Novamente o clitóris… E me deixando atordoado assim. Mas, atordoado mesmo fiquei quando ela disse: “Gostosa, né?” E agora foi minha vez de apenas conseguir balançar a cabeça e responder afirmativamente com um “humrum”. E então ela olha mais fixamente pra mim, num ímpeto e diz: “Gostoso é esse pau!” Enquanto dizia, pude sentir aquela buceta deliciosa, molhada, encharcada… Abertinha e inchada… Engolindo de uma vez meu pau. E acho que nossos gemidos formaram apenas um naquele momento. Levou-o para dentro, até o final. Até o final mesmo. E começou a mexer, a roçar o clitóris em minha pele e rebolando… Rebolando, querendo sentir completamente como era ter aquele pau dentro de si.

Beijou-me voluptuosamente… Para então passar a subir e descer, muito, muito gostoso. Eu, que já estava segurando seu bumbum com as duas mãos, pude ainda sentir ela aproximando a boca do meu ouvido e dizer: “Você ficou tarado minha bundinha, não ficou?” E continuou… “Então abre bem ela… Bem gostoso… Vai… Abre bem.” E foi o que eu fiz, com todo o prazer do mundo. Podia imaginar quem quer que passasse por lá e visse, que visão teria. Aquela bundinha deliciosa, abertinha, o cuzinho dela a mostra, pra quem quisesse ver, aquela bunda arrebitada… E ela se movimentando sobre mim. Meu pau entrando e saindo cada vez mais gostoso… Gostoso é pouco dizer. Não há outra palavra.

E ela cada vez mais doida, aumentando o ritmo… Aumentando. Sentindo, sentindo… O tesão tomando conta do corpo… E da alma. Até eu perceber que estaria próxima a gozar. O franzir da testa, fechando os olhos… Um urro. E um apertando deliciosamente meu pau… E eu fui junto. Gozei muito, muito gostoso. Gozamos! E como… Profundamente, demoradamente. Não há como descrever, apenas sentir. E sentimos. Curtimos. Tudo, cada instante e nuance do prazer que ambos nos dávamos. E ela foi se soltando. Se soltando, até ficar quase de bruços sobre mim e me dar um beijo muito carinhoso. Ficamos assim por alguns instantes, ainda com a respiração a ofegar, mas talvez só aí nos demos conta do lugar. Ela ainda olhou brevemente para trás, como procurando pra ver se alguém havia assistido ou ainda estava. Mas, na verdade, sem se importar a mínima com isso. Olhou-me novamente, sorrindo um sorriso agora mais saciado e foi-se levantando, bem devagar. Uma pena… Porque estava tão gostoso sentir aquela bucetinha completamente melada, e agora encharcada também por minha porra. E fui sentindo, cada instante até ela tirar totalmente. Ela, pelo semblante, pelo seu jeitinho tão belo como tombava a cabeça, também.

Levantada, procurou pela calcinha… “Vestindo” novamente seu corpo com ela. E aquela visão continuava a me deixar maluco. Depois achou a calça, num certo malabarismo para passar os tênis por ela, mas conseguiu. E eu, sem sair do lugar, apenas apreciando. Ergueu a calça, ainda levantou-a um pouco mais, ajustando-a perto da cintura. Só então levantei meu short. E levantei-me também. Chacoalhando a camiseta, para então abraçar-lhe longamente. Apaixonadamente. Coloquei a camiseta… E só então ela “cobriu” os seios. Como dois desconhecidos podiam fazer sexo assim, com tanta intimidade, com tanto prazer e tanta cumplicidade? Bem… Ela chegou perto de mim, me abraçando pela cintura com um dos braços, e passamos novamente a caminhar. Com um sorriso muito, muito maroto, ela me diz: “E então, já fez amor com sua namorada hoje numa árvore?” E eu, só pude dar uma risada muito gostosa, que só quem ama e é amado por uma mulher assim sabe como é. E ela completa: “Que achou da brincadeira? Gostoso, né?”, num olhar mais alegre e safado do mundo.

 

Nascente

novembro 6th, 2007 § 0 comments § permalink

Não imagino como viemos parar aqui. A sensação é estranha. Recordo-me apenas o começo. A cor, o sabor e o perfume das taças. A música, o clima… A festa transpirava sensualidade. Os corpos, os olhares. Não sei como vim parar aqui, neste quarto. Como é surreal esquecer algo que se viveu… É quase como não ter vivido. Seria. Porque vivi, posso sentir. Como sinto a manhã tão gostosa, o sol que se insinua, lá fora, aqui dentro, me convidando. À vida. O meu corpo nu. E ela aqui, ao meu lado, dormindo tão docemente…  Indecente é esse sono inocente ao qual se entrega. O quarto… Arejado, espaçoso, esses móveis de madeira… Os tapetes. Os quadros. Janelas altas. A cama enorme, a leveza branca dos lençóis. Um charme.

E essa moça, tão branquinha e diáfana… E charmosa. Naturalmente fina. Pulsos tão fininhos. Dedos delicados. Os olhos fechados. Os cílios longos. Do olhar: isso eu lembro. Quase me perdi neles assim que os vi. E das sobrancelhas grossas, negras. Como os cabelos, antes presos. A gargantilha. E agora soltos. Longos. Lisos. Tão cheirosos. Como ela consegue? E esse vestido… Pois que dormiu vestida. Quase despida nele. As alças. As costas nuas. Quase revelando, quase escondendo, envolvendo. Contornando gentilmente o corpo. Como uma segunda pele, suave, fino. Os saltos altos agora também descansam, sobre o tapete. De bruços, recostando os pequenos seios sobre o lençol… O rosto acariciando o travesseiro, como um amante. Uma perna estendida, a outra mais recolhida. Como é linda… Esses lábios, ontem vermelhos, escuros, quase marrons… Hoje descobertos. Lábios feitos para o beijo.

Não sei seu nome, mas agora venho a saber seu corpo. Que passo a admirar. A fragilidade, a delicadeza. E esse respirar, tão leve. Terá ela noção de tanta beleza? Tão cândida… E natural. Naturalmente me aproximo. E o coração dispara. A mão nem toca, mas sente o caminho morno, entre o ombro e o pescoço. São meus lábios que experimentam. Beijos doces, suaves. Tímidos. Fecho meus olhos. Meus lábios encontram por si o caminho. Os caminhos lentos de sua nuca às costas. Vagarosamente. Vagarosamente. Com o que estará sonhando? Meus dedos brincam em suas pernas… Suas coxas. Quase levantando o vestido. Negro. Quase transparente. O bumbum delicado e firme, pequenino, que empresta tão bela silhueta ao tecido. Insinuando ainda outros caminhos. Que me toma inteiramente o desejo de percorrer. Sinto quase vertigens, deliciosas vertigens, nas pontas de meus dedos. A maciez da sua pele.

Num respirar mais profundo, minha boca não resiste. Aos beijos breves, macios e leves que passam a contornar os seus lábios. E ela inicia a despertar… Lentamente. Abre os olhos. E quase perco os sentidos. Ou os sinto todos, de uma vez. Não sei. Vê meu rosto e abre um sorriso. Lindo, maroto. E volta a fechá-los, os olhos. Segura minha mão e espreguiça, muito gostoso: uma gata a espreguiçar. Paro por um momento apenas para vê-la. E vira-se assim para eu conhecer melhor a outra face do corpo. E me abaixo. Sobre o vestido, longo decote, sinto meu rosto em seus mamilos. Sinto os bicos enrijecerem, provocando minha pele e meus instintos. E os descubro. Escuros, longos, pontiagudos. Pedem minha língua. E bem aos pouquinhos passam a tê-la. Sem pressa, primeiro um. Depois o outro. E começo a entender, com a boca, cada pequeno contorno a cada volta. Ela geme. Minha saliva a molhar, a tornar ainda mais deliciosa cada nova carícia. Finalmente não me contenho a experimentar o volume rijo em minha boca. As duas temperaturas se encontram. As formas se completam. Minha boca, o seio. E então desvio meu olhar para seu rosto. E ela aperta as pálpebras, apenas se entrega a sentir. Franze a testa… E, no final de um suspiro, quase ouço sua voz: “assim!”. E assim eu faço. Desde o primeiro toque sabia que essa loucura me levaria a lugares sem volta.

E me levam. Subindo pelo seu colo… O pescoço. O queixo. E nossos lábios, agora molhados, se encontram. Sinto sua respiração ofegante a esquentar minha pele. E minha língua desliza para se perder dentro de sua boca. A sensação das duas línguas se tocando é em si um êxtase. Passam a flertar uma com a outra, despretensiosamente. A namorar. A demorar-se no beijo. E quer mais: a mão em minha nuca pressiona-me mais para dentro. E a dança vai se tornando outra. Voluptuosa. Ardente. Faminta. Como nossos corpos a repetirem um com o outro a urgência de nossas bocas.

O roçar de nossas pernas… Minha perna entre as suas. O vestido subindo, e ela ajuda: levanta o corpo e com uma mão de cada lado o sobe mais, até perto da cintura. Posso então sentir seu monte lisinho… Ao nos esfregarmos. E ela já me molhando, lambuzando minha coxa. Também deve sentir minha excitação que, aliás, tomou o lugar dos meus pensamentos desde o início. Preferi não pensar. Apenas viver. Sentir.

Vou descendo pelo seu corpo… Descendo. E chego ao monte nu, absolutamente sem pelos. Visão que me atordoa. Abaixo: sua vulva, da cor dos mamilos, carnuda… Encharcada, dilatada, semi-aberta. O interior rosado. E aquele clitóris protuberante, pedindo, querendo… Ela, com os pés sobre a cama, dobra os joelhos e abre as pernas, implorando minha boca. Que não a tem. Começo a beijar-lhe a parte interior das coxas, brinco ao redor com minha língua e a sinto em delicioso desespero. Nem eu vou resistir muito mais tempo. Passo a lamber-lhe os lábios. Saber cada contorno. Minha saliva e seu líquido: uma combinação química perfeita. Sinto seu cheiro… Enfio minha língua e provo, delicioso licor. Para subir e estar às voltas, agora, com seu clitóris. Que a pontinha da minha língua toca muito suavemente para só depois começar meus carinhos, circulares, enquanto seu corpo se contorce e a respiração ofega. E continuo, continuo… Num ritmo de uma dança não combinada, mas perfeita. Longa dança, descobrindo-nos a cada passo. Dançam de forma apaixonada: seu clitóris e minha língua, tornam-se como um.

Mas eu paro. Para sua tortura e para deleitar-me num beijo mais longo em seus lábios fartos. Penetro minha língua. A umedeço ainda mais em seu próprio líquido e retorno. Seguro suas coxas… E ela me puxa pelos cabelos. Adentro. A subir e a descer o quadril, me apertando contra ela. Por vezes se solta, e então continua sozinha o movimento a minha língua. E aí não paro. Não paro mesmo. Enquanto ela suspira, geme, sussurra coisas sem nexo. E que neste momento entendo tão bem. Eu quero… Que seja intenso, forte, inevitável. Percebo suas costas levantarem-se. Apenas elas, o pescoço caindo para trás. O estremecer daquele corpo ardendo, e um grito, quase gemido. A força dos movimentos do seu corpo a me surpreender, o contraste com a aparente fragilidade. Ela parece desmaiar. E eu vagarosamente vou me aquietando. Deliciando-me junto, em cada momento. Breves eternidades. Sinto a satisfação como se aquele gozo fosse o meu. Sou eu que não consigo esconder o sorriso. E ela respira, passa as mãos por entre os próprios cabelos, o rosto. Entreabre os olhos e os fecha novamente. Desfalece. Aquele instante poderia durar a vida inteira.

Afasto-me para então deitar-me ao seu lado. Para abraçar-lhe gentilmente enquanto sinto ainda a respiração forte e a completude doce e calma de tanta loucura e desejo. Ela vira-se de costas. E eu encaixo-me perfeitamente, na mesma posição. Meu braço sobre seu braço. Meu rosto a encontrar descanso em seu pescoço. Um início tão lindo para uma manhã tão linda a nascer. E uma gostosa preguiça nos devolve um sono ainda mais pleno.

Acordo lentamente… Não sei quanto tempo se passou. Mas sinto que ainda é manhã. Final da manhã… Lembro-me de tudo agora. Abro meus olhos. Vejo frutas, vejo flores. Mas não a vejo. Em seu lugar uma rosa, intensamente vermelha. E um bilhete. Letra doce, como as mãos, como ela mesma: “Uma vez antes, apenas, senti o quanto uma mulher pode ter prazer desta forma. Ontem à noite uma desconhecida entregou-se a mim, belamente. E nesta manhã ela soube conhecer-me tão bem. Obrigada, querida. Foi inesquecível… Em mim, uma tatuagem, essa lembrança. Terna. Eterna. Em você, meu beijo. Adeus.”

 

Erotica

setembro 23rd, 2007 § 0 comments § permalink

Com uma mão atrás das costas, veio ela e disse “deita!”. Curioso por saber o que escondia, obedeci. O sorriso revelava, entretanto, o que a mão escondia, mais que a mão, a intenção. Calculista: em outra cama não seria possível. De joelhos sobre mim agarrou meu pulso com força, e então revela dois lenços. Podia ter feito como quem queria amarrar, mas de leve… Não. Apertado. Nó, sem laço. O mesmo com o outro pulso. O outro braço. E olhar mirando, forte e firme, meus olhos surpresos.

De repente, o olhar passa de desafio à ternura. Um roçar dos lábios nos meus, rápido e apenas. Depois descendo pelo meu pescoço, meu peito. Uma delicadeza indecente. Quase sem tocar, quase roçando. A percorrer meu corpo e despertando minha pele para sentidos que desconhecia. Vagarosa, meticulosa. E séria.

As mãos amarradas, para trás, e meu corpo ali entregue. Passou a lamber meus mamilos, dedicava-se a um, depois ao outro. E resolveu que eu merecia um banho. De língua. Em todos os lugares, em cada canto, em cada centímetro. Mas nunca “ali”. Parecia ignorar solenemente sua existência.

Contorcia-me, ofegava, gemia… A noite não teria fim. Nem a doce tortura. Por vezes rebatia-me na cama, de tesão… E então me aquietava, ficando a sua mercê. Totalmente. Sem saber o próximo movimento. E no próximo momento, volta ao meu mamilo. E por alguns instantes tendo a entender tudo que uma mulher sente ao ter seus seios acariciados… E deliciosamente chupados. Esqueço quem sou para apenas me entregar. Tornei-me feminino. Sem pau, sem nexo, sem pudor, sem pensar. Apenas adentrar e fazer-me um com todos os meus sentidos.

Antes às voltas, agora a língua pára. Bruscamente. E eu grito de dor. Não quis ela uma mordiscada, mas uma mordida mesmo. E quase perco o sentido. Diante minha surpresa e a dor, o sorriso em seus lábios volta. E olhar… Desafiante, provocante e, agora, ameaçador. Preparei-me, fechei os olhos. Viriam outras dores. Mas não. Volta à delicadeza. Ser previsível não era o caso, nem a intenção.

Da delicadeza à impetuosidade, já não eram beijos, nem lambidas, mas chupões. No ombro, pescoço, na boca. E no pescoço, de novo… Outra mordida. Estava amarrado, preso e entregue à uma vampira. E parece que o pescoço era pouco. Entre lambidas e beijos, ajoelhada por vezes ao meu lado, às vezes sobre mim, queria-me arrancar a pele, a carne. Retorcia-me numa mistura de dor e prazer que jamais imaginava antes existir.

Desceu pelo meu corpo às coxas. Pele mais sensível. Mordidas mais fortes. Meu corpo tornando-se um mapa de marcas por onde sua vontade conduzia. Entre meus gritos, gemidos… E os nós nos pulsos, apertados, doendo pelo esforço de querer desprender-me, mas sem querer na verdade.

Levantou-se. Olhou meu corpo estirado sobre a cama. E tive um momento de trégua. Em silêncio ela sai do quarto. E volta. Uma vela. Vermelha. Acesa. Quase saiu da minha boca um desesperado “não”. Mas não saiu. E nem ela ia desistir. Lembrei-me das procissões quando criança. O líquido da vela caindo sobre minhas mãos. Era interessante. O gosto por se queimar, mas sem se queimar. O descobrir de como a pele sentia aquilo. Mas agora não seriam minhas mãos. Era meu peito. Virou-a lentamente até as gotas começarem a cair. Uma a uma. Queimava, doía. E dava prazer. O paradoxo e a mistura dos sentidos me atordoavam. A noite se aprofundava. Assim como minha agonia. Doce. Quente. Doída. E deliciosamente sentida.

 

Desejos – parte 3

março 16th, 2007 § 0 comments § permalink

Sim, eu gosto! Gosto de ver você. Se exibindo. Meias sete-oitavos, cinta-liga, corset de renda, calcinha mínima e extremamente cavada, salto alto, colares… Unhas e batom vermelhos. Embaixo desse injusto vestido que você passa a tirar. A me provocar. A dançar, rebolar num strip-tease delirante. Meus olhos sacanas e vivos não têm a menor intenção de esconder meu tesão. Que querem você. Que querem vê-la. Inteira. Tocando-se. Contorcendo-se. Retorcendo-se. Revirando-se. Safada. Arreganhada. Despudorada. Louca. Desvairada. Ardente. Meu pau lateja de duro, à mostra mesmo, e mostra… Que quero comer você. Inteira. Devorar. Trepar. Meter fundo em você, na sua bucetinha gostosa, quente e inteiramente encharcada. Enquanto falo toda e qualquer bobagem em seu ouvido. Lhe chamo “minha putinha!”, “minha biscate!”, “dá pro seu macho, dá…!”. E minha mão impetuosamente a agarrar sua bunda, deliciosa. Irá espalmá-la. Acariciá-la. Quase lá, antes, porém, você pára. Me afasta num quase sorriso quase cínico, libertino olhar de volúpia, as pernas bem abertas, seus dedos a abrir-se mais, a esfregar-se, a entrar e sair, ao se masturbar. Lenta, depois vigorosamente. Então suga os próprios dedos melados. Mas é aqui que quero sua boca. Me chupando, me lambendo, me engolindo. Doida. Até me fazer gozar em seu rosto. E me bebendo. Lambuzada de mim, face, lábios, língua… Procurando até a última gota. Todo meu líquido. E não me quer esperar. Pra recomeçar. Vira-se de bruços. Arrebita-se. Mostra-se. De quatro. Diz: “Vem! Me fode!” E estou pronto… Agarro, puxo seus cabelos, uma mão. A outra aperta seus seios. Depois desce, lá embaixo. E sinto em ritmado e enérgico vai-e-vem… Uma cadela no cio. Gemendo, forçando, mais fundo, mais forte, mais dentro. Seu corpo repetidamente a chocar-se contra o meu. Desatina. Quer. Repleta de vontade, puro instinto, tesão bruto. Gozar. Muito. Estremece, grita, enlouquece. E então goza… Goza. Sem pudor, sem noção. Sem senão. Abundantemente. Alucinadamente. Vive deliciosamente o prazer. Inteiramente. Plenamente. E então morre lentamente… Mas, ao ressuscitar, quer o mesmo de mim. Dentro de novo. Mas de outro jeito. Ainda deitada, coloca o travesseiro por baixo. Empinada. Diz: “Eu sei o que você quer. Porque eu também quero!” Afasta as nádegas com as mãos. E me mostra: “É aqui que eu quero. Inteiro.” Me destorneia e continua: “Vem… Vem comer a bundinha da sua puta. Vem!” E eu vou. Devagar, rompendo, sentindo apertado abrindo-se, enquanto escuto um gemido que é também de dor, mas que é mais de intenso, imenso desejo. Até ouvir a ordem: “Eu disse inteiro… Até o fim. Com vontade. Com força. Enfia esse pau todo. Me fode! Me arregaça!” Deliciosamente, com vigor, obedeço. Continuo. Sinto o seu e o meu delírio. Continuo… Até não suportar mais. E inundá-la, enchê-la. Lá dentro. Em uivos… Em desatino e êxtase de um momento eterno. E então também faleço, desfaleço. Deixo meu corpo pesar derradeiro sobre o seu. Meu peito, suas costas. Meu rosto suado ao lado do seu pescoço. Nele um beijo breve e extenuado, carinhoso e grato. Um “eu te amo” sussurrado, num último esforço da voz, que também de você ouço em espontânea, verdadeira e sincera cumplicidade. Que me faz plenamente compreender: desejo, sexo, sacanagem, despudor, furor… São apenas outros nomes do amor.

 

Desejos – parte 2

março 16th, 2007 § 0 comments § permalink

A sua pele morna e nua inspira-me a tocá-la suavemente com mãos de seda. Quase a esculpir uma aura à imagem e semelhança do seu corpo, no seu corpo. A cobrir-lhe toda de carícias, tateando feito cego, lhe enxergando com as mãos. A percorrer e descobrir quais os caminhos mais sensíveis, mais suscetíveis aos meus carinhos. A beijar-lhe, delicadamente, vagarosamente, insistentemente, cada espaço, cada curva, cada vão. Meus lábios a percorrer… Desde os pés, tornozelos… Por trás dos joelhos… Coxas, bumbum, rêgo… Suas costas, seus ombros, seu pescoço… Sua nuca. Devagar… Sentindo e fazendo-se sentir em todos os sentidos. E parar no seu ouvido. Molhar e sussurar nele meu amor. Profundo e sem pressa. Então vou a encostar-me, enroscar-me felinamente em você. Por uma eternidade. Esfregar-me em toda sua maciez. Presentear-lhe com a ternura da minha pele toda sua pele. E depois minha língua estará a banhar-lhe um banho de gato. Inteira. Completamente. E alcançará sua boca. Redesenhará com ela seus lábios, depois entrará profundamente, voluptuosamente para conhecer os segredos da sua. Língua. Que deliciosa. Farão amor uma com a outra, serão serpentes a dançar, a se enroscar, a se deliciar, a navegar, a viajar, a se tomar, uma à outra. Então a minha descerá até seus seios, contornará seus mamilos castanhos, a girar, a sugar, mamar, alternar… Os bicos, rígidos. Até sentir um suspiro mais forte seu. Os ouvidos a dar atenção à sua respiração. Ofegante. Irão querer ouvir um “eu te amo” baixinho, guase num gemido. E um “não pára, não pára” vindo quase num delírio. E palavras em outras línguas não inventadas, e totalmente compreendidas. Ah… Essa língua que continuará e deslizará até seu umbigo, e continuará… Até chegar em sua virilha. Brincará alegremente, levadamente por lá. Enquanto os olhos de contemplar seu outro semblante, se desviarão para observar longamente o caminho mais e tão estreito dos pelos curtíssimos acima da vulva. Como adorno de obra de arte. E sua vulva… Bela. Bela… Protuberante. Estonteante e mais escura. Que sonho, que visão e que perfume… Minha boca então estará a encontrar-se com seu sabor repleto e melado. A degustá-la em belo cálice o licor, delicioso e raro. Beijará sua outra boca. Adentrará. Seus outros lábios. Os dedos a massagear-lhe o clitóris. E irão também querer conhecer-lhe por dentro, ler em braile todo o alfabeto de sua vagina, muito mais que um “G”. E depois seu clitóris, túmido, como uma outra ponta de língua, encontrará também minha língua. Que a quererá já em vertigens, demente. Que implorará por seus orgarmos. E que suas pernas se fechem pressionando-me adentro enquanto segura por trás meus cabelos. Que depois desfaleça. Em torpor. E então quando retornar à lucidez poderei então dizer-lhe o que agora entendo. E, entendendo, posso então admitir e confessar-lhe sem receios. Porque ao lhe amar até meu desejo esquece que tenho pênis: nunca fui e adorei tanto ser… Lésbica assim.