janeiro 13th, 2009 § § permalink
- Me mandaram da agência de empregos. O senhor é o…
[Ela para e percebe que ele parece surpreso.]
- Ah… Tudo bem com o senhor?
- Não, não… Tudo bem!
[Ele, um tanto sem jeito, faz uma pausa.]
- Só não imaginava…
- Não imaginava o quê?
- Não, nada. Vamos lá, vou te mostrar o apartamento.
[E lá foi ele dar as instruções à nova empregada.]
“Só não imaginava que seria uma moça nova, bonita… e… tão gostosa assim”, ele pensou, mas é claro que não disse.
- Vamos nos ver pouco, eu acho. A não ser no café da manhã, na hora do almoço, quando conseguir vir em casa almoçar, nos dias em que eu sair do trabalho no horário… E sábado, é claro, porque fico em casa. Mas aí você vai embora mais cedo no sábado… E… Bem… O serviço é como lhe falei. E no mais é como lhe disseram na agência. Se puder começar amanhã…
- Sim, eu posso. Até amanhã então.
“Pena que ela use essas roupas tão comportadas… mas aí seria querer demais, né?”, pensou ele, fechando a porta.
Os dias foram passando e ele começou a encontrar um jeito de estar mais tempo em casa. Adorava observar a moça enquanto ela trabalhava. Disfarçava, inventava coisas pra fazer perto dela, fingia que lia o jornal no café da manhã… Mas os olhos não conseguiam se desviar dela. Para não ser tão explícito, começou a puxar assuntos, querer saber mais da vida dela, conversar sobre coisas do trabalho em casa, trivialidades. Coisa que nunca fez com nenhuma outra empregada. Às vezes era pego em flagrante, mas tentava vaguear o olhar, fazendo de conta que foi mera coincidência. Não queria deixá-la constrangida. Vai que ela inventasse de procurar outro emprego?
Limpando o chão. Lavando a louça, passando a roupa… Ele dá um jeito de estar por perto e tentar imaginá-la por baixo daquelas roupas… “Que se não fossem tão comportadas”, como ele mesmo pensava e já tinha percebido. Uma calça jeans mais justa, uma saia… Ou uma blusa mais decotada. Quem sabe sem sutiã. Não… A moça se vestia “direitinho” pra ir trabalhar na casa de um homem solteiro. No maior respeito.
Um mês depois, boa parte do trabalho já transferido pro escritório de casa, sabe-se muito bem o porquê… E ele, na hora de efetuar o pagamento, resolve falar: “Bem, não sei como dizer isso, mas… Acho que você percebe que tenho passado mais tempo em casa, né?” Ela fica meio apreensiva e demora a responder: “É que não sei como era antes. Mas o senhor tem ficado mais tempo em casa sim, eu acho.”
- Então… Também deve ter percebido como eu gosto de te olhar.
- Como assim? Me olhar? Não… Imagina. O senhor pode ficar tranqüilo que…
[Ele a interrompe]
- Desculpe. Se for constrangedor pra você não falamos mais nisso. Mas eu sei que você já me flagrou várias vezes te olhando, vejo como fica sem jeito. E eu também.
- Não, se o senhor está pensando…
[Interrompendo novamente.]
- Não estou pensando nada. Eu é que estou sendo… Olhe! Vou lhe fazer uma proposta. Se você achar loucura ou qualquer coisa assim, pode dizer. Se quiser também não trabalhar aqui depois disso, pode ficar tranqüila, posso lhe indicar pra trabalhar para um casal de amigos meus e lá eles não serão inconvenientes como eu.
[Ela espera, em silêncio, o que seria a tal proposta. Achando a situação muito estranha.]
- Eu posso lhe pagar o dobro do que ganha se você puder fazer uma coisa.
- Olha, o senhor está é muito enganado comigo, viu? Não sou de fazer isso não! O senhor tá achando que…
- Não! Não é nada disso. Bem, não exatamente isso.
- O quê, então?
- Eu quero que você trabalhe vestindo outras roupas.
- Uniforme?
- Não. Outras roupas. Além de dobrar seu salário, lhe darei dinheiro pra comprá-las, se precisar.
- Que roupas?
- Roupas… Menos comportadas, digamos assim. Quer saber? Roupas abusadas mesmo. Ousadas, provocantes. Isso. Pronto. Falei!
“O senhor é louco?”, diz ela surpresa, abanando a cabeça. “Sim, talvez eu seja”, responde com um meio sorriso na boca.
- Então, o que acha?
- Não sei não, viu? E o senhor vai fazer o quê?
- Só vou olhar, como tenho feito. Mas sem precisar disfarçar de agora em diante. Só que tem uma coisa: não vale trocar de roupa depois de chegar aqui. Quero dizer, não vale vir com uma roupa e depois colocar outra aqui. Você terá de vir assim da sua casa e voltar assim também.
- O senhor sabe que sou casada, né? A gente mora com minha mãe e meu pai também… O senhor tá doido! E o que eles iam pensar?
- O triplo!
- Quatro!
- Quatro o quê?
- Quatro vezes meu salário. Aí quem sabe eu posso começar a pensar nessa coisa toda aí que o senhor tá dizendo.
- Cinco vezes, e não se fala mais nisso. Mas tem de ser do jeito que eu falei. E, se num dia, eu gostar muito do jeito que você está… E dependendo de como você me deixar ver, pode haver outros adicionais.
- O senhor acha que só porque sou pobre estou à venda, né?
- Não, ninguém está à venda. É que você fará um outro serviço além do que foi contratada inicialmente e só estou querendo pagar por isso. Ah, e pára de me chamar de “senhor”. Sou da sua idade.
- O “senhor” quer saber de uma coisa? O senhor é um tarado, isso sim! Não vou fazer nada disso não. Eu devia contar pro meu marido. Devia mesmo é chamar a polícia. Se o senhor parar com essa coisa toda, eu até continuo trabalhando, mas só porque preciso mesmo do emprego. Mas se vier com graça de novo, dou queixa do senhor. E é bom o senhor dar um jeito de não estar aqui muito não. Que é isso de ficar me olhando que nem tarado? Sou moça de família, casada, direita. E tô indo embora por hoje. Tchau!
Ela continuou a trabalhar lá, mas a situação era bem constrangedora. Quase não se falavam. Passou a dar um jeito de chegar depois dele sair e ir embora antes. Se viam bem menos… E ele foi desistindo, quase não ficando em casa durante o dia também. Sábado ela não foi.
“O senhor não vem almoçar em casa hoje?”, a voz dela no celular. “Senhor? Já não disse…? Bem… Você sabe que não tá dando pra ir almoçar em casa. Não sei por que a pergunta. Além do mais estou trabalhando e…” Ela insiste: “Mas eu fiz aquela receita que o senhor gosta tanto. Bem, o senhor é que sabe. Tchau.”
Ficou muito surpreso. Ela nunca foi disso. De ligar pra dizer que fez isso ou aquilo. Às vezes até ligava, mas pra informar o que precisava comprar pra casa, pra saber onde estava ou colocar isso ou aquilo. Mas… Pra dizer que fez a comida que ele gosta? “Vai ver que já não está tão zangada comigo mais e quer fazer as pazes”, pensou ele. Foi almoçar em casa.
Entrando na cozinha, pôde observá-la de costas, fazendo qualquer coisa na pia… A respiração parou. Ficou trêmulo. A respiração volta, ofegante, mas o tempo agora é que parou. Fica sem saber o que dizer. Lá está ela. Com uma saia estampada, toda colorida, curtinha, bem solta. Mostrando finalmente as pernas que queria tanto ver. Quase mais que as pernas. Uma blusinha de alças, simplesinha, justinha, de algodão, vermelha, cobrindo pouco das costas. Notava-se que não havia marca ou sinal de sutiã. Os cabelos quase longos caindo sobre o pescoço delicadamente.
- Ah, você chegou. A mesa tá aí arrumada do jeito que o senhor gosta. É só acabar de temperar a salada e…
Quando se vira, ele fica ainda mais transtornado. O decote era mais generoso do que poderia imaginar. Contornando os seios túmidos, quase saltando os biquinhos duros para fora. Ou quase perfurando a blusa. Um batom realçando os lábios. Nem tão sutil, mas não vulgar. Com um leve sorriso, foi-lhe servir. Já sentado, ouve: “Então, está do seu agrado?”
- O quê?
- A comida, está do seu agrado? Prove.
Era preciso desviar o olhar para a comida pra provar… Ele mal conseguia. Nem olhou direito pra comida, mas conseguiu levar o garfo à boca. “Sim, sim… Está lindo, digo, ótimo”, é o que consegue dizer. “E a salada, o senhor não quer? Vou colocar no outro prato aqui…”, e o faz quase debruçando sobre a mesa… Não conseguia tirar os olhos dos seios dela. Na verdade mal conseguia fazer a refeição. Enquanto ela dava um jeito de se mostrar, de fazer tarefas que nem era o momento de lá fazer, só pra dar um jeito de ser vista.
- O senhor não se importa se eu for fazendo isso enquanto almoça, né? É que depois não dá tempo.
Ele afasta a cadeira e então vê que começou, sabe-se lá por quê, a limpar as peças da sala. Da cozinha era possível vê-la, através da porta. E ela se debruçava, se ajoelhava, pra limpar as peças mais baixas. E ele podia então ver mais do que já tinha se deliciado em ver. Continuava ela, como se nada fosse.
- O senhor não vai comer não? Vai esfriar.
- Estou comendo. Está muito bom. Está de parabéns.
- Ah, o senhor sabia que a luz da sala queimou? Precisa trocar. Se pegar a escada lá, eu troco.
- Não precisa, quando chegar à tarde eu troco.
- É só buscar a escada lá. O senhor segura, eu troco.
- Tá bem.
É uma cena interessante, digamos. Ele lá no centro da sala segurando uma escada, enquanto ela sobe lentamente os degraus. Enquanto a cabeça dele sobe também e seus olhos podem apreciar mais que as pernas, um bumbum lindo que começa a se revelar. Engole seco e quando finalmente está no degrau apropriado, é possível ver que embaixo da saia há uma tanguinha minúscula, branca, enfiadinha inteira atrás. Ela afasta um pouquinho as pernas, e ele vê que na frente a calcinha também mal a cobre. Levanta a mão, desenrosca a lâmpada, vagarosamente. Mas, repentinamente, vira-se pra ele, olha pra baixo e o flagra hipnotizado.
- Segura a lâmpada pra mim? E me dá essa outra, a nova.
- Outra? Ah… Aqui está.
Numa eternidade enrosca a lâmpada nova e pede para que ele teste o interruptor.
- É melhor você descer antes.
- Não, pode deixar. Vê se está funcionando.
Está… Então retorna a segurar a escada e ela faz o caminho inverso, descendo.
- O senhor não vai se atrasar não? Olha a hora.
- Tem razão. Mas posso fazer uma pergunta?
- Não. Vai, eu tenho ainda muito trabalho pela frente hoje e acho que o senhor também.
À tarde foi difícil trabalhar. As imagens e as visões dela que teve durante o almoço não lhe saiam da cabeça. Queria dar um jeito de chegar em casa cedo. Quem sabe poderia apreciar aquela mulher linda, exuberante e sumariamente vestida um pouco mais? Fez isso. Mas ela já tinha ido embora. Estava confuso. O que a levou se vestir assim? Depois de tudo que discutiram? Mas preferiu não perder tempo com esses pensamentos. Preferia lembrar, repassar cena a cena as imagens que não lhe saiam da cabeça. Foi dormir ansioso pelo próximo dia. O que aconteceria?
“Bom dia!”, foi dizendo enquanto abria as cortinas do quarto. O café já está na mesa. “Tá muito cedo…”, ele disse, resmungando e ainda com os olhos fechados, não querendo ser cegado pela claridade incômoda. Mas fez bem em abrir os olhos. De frente pra janela lá estava ela. Um shortinho minúsculo. Agarrado, mostrando pouco do seu bumbum. Uma marquinha de um fio dental, separando, exagerando ainda mais sua gostosura. Contra o sol. Uma blusa muito transparente, amarrada na cintura, ele verificaria mais tarde, quando ela se virasse. E com quase todos os botões abertos. O cabelo preso desta vez, um rabo de cavalo.
- Vamos! Dá tempo do senhor tomar o café e depois cair num banho gostoso antes do trabalho.
Recolhendo o edredom e os lençóis, os seios insistiam em não ficar inteiramente dentro da blusa. Em sua visão a delícia de vê-los assim. Um já praticamente descoberto. Lindos, fartos… Pontiagudos.
- Tá tudo bem?
- Tá sim. É que… Você veio trabalhar assim?
- Ué, claro. Tá um calorão, não tá? Quem tem de trabalhar de terno e gravata é o senhor, eu não.
- Sim, mas digo, você veio de casa assim? E no ônibus…?
- Meu marido veio me trazer, de moto. Mas o que que tem? Tô mal vestida?
- Não, é que… [Já a imaginando de shortinho com bumbum arrebitado na garupa da moto, pela cidade.]
- Então, estou vestida, não estou? Mas pra voltar ele não vai poder me pegar não. O que o senhor quer saber do ônibus?
- Ele não disse nada?
- Ele, quem?
- Seu marido.
- Do quê?
- Bem, você…
- Meu marido não é muito de falar não. Ele faz. Um dia eu conto pro senhor.
- Conta agora.
- Não, agora o senhor vai trabalhar.
As semanas se seguiram e a moça o surpreendia todos os dias. Com roupas e combinações de roupas cada vez mais safadas, ousadas, provocantes. Aos sábados então, ela caprichava ainda mais. E aproveitava pra fazer com maior requinte e com maior desenvoltura suas exibições. Novas posições, novas desculpas para ser vista. De todas as formas. Sempre vestida. Mas sempre quase despida. Vestidos, saias, shorts… Blusas ousadas… Brincos, colares. Tudo para provocar. Pra ser admirada, vista, comida com os olhos.
“Puxa, estou exausta… ainda bem que hoje saio mais cedo”, diz enquanto senta-se no sofá em frente ao dele, como quem quer uma trégua para descansar. Ele finge ler o jornal, mas agora o abaixa. Até que está “comportada” hoje. Uma saia mais longa. Um decote menor. Mas diante tudo que aconteceu nesses dias, o jeito que ela vinha vestida, é justo que num dia viesse assim.
- Está calor, né?
- E como!
Ela então começa a se abanar… Com o próprio vestido. Subindo cada vez mais. Até chegar num ponto que não dava pra fingir que era sem querer. Embaixo do vestido, ele começou a ver… Nada. Ou melhor, tudo. Sem calcinha, abrindo mais as pernas e se abanando de forma cada vez mais estabanada, ele podia então ver aquela bucetinha linda. Lábios grossos, abertos, contornando a fenda rosa, clitóris inchado, mais escuro, saltado, grande. Uma tirinha estreita de pelos curtos desenhados em seu delta. Ele, atônito.
- Então o senhor queria saber o que meu marido fala?
- Bem, sim… Se quiser contar.
- Ele não fala muito, eu disse. Quer dizer, até fala. Quando chego em casa ele me vê assim. E me agarra com vontade. Muita vontade! “É assim que você foi trabalhar hoje, sua putinha?” Viu, ele fala também. E vai se esfregando, arrancando a minha roupa, me beijando, perguntando se eu me exibi muito pro senhor hoje. Se o senhor ficou com muito tesão me vendo. E então vai abrindo minhas pernas, abaixando as calças dele, e vai enfiando aquele pau gostoso dentro de mim, me apertando, me chamando de puta, de biscate… Ai, aquele homem é uma loucura, o senhor precisava ver. O jeito que ele me beija, me morde, me chupa. O jeito que ele me come. Inteira. Que me faz gozar, é um gozo atrás do outro. Sabe que tem mulher que é assim, né? Eu sou. Gozo muito. E muitas vezes. Às vezes acho que vou desmaiar de tanto que eu gozo. As pernas até tremem. A gente fica horas assim depois que eu chego. E quando ele me vira de costas e me joga sobre a mesa e vai me abrindo assim, por trás, sabe? Com a mão na frente, lá… Me beijando, mordendo o ombro, o pescoço… E goza tanto dentro de mim.
Ele mal consegue acreditar no que está ouvindo, se contorcendo no outro sofá. Enquanto ela, ao contar os detalhes, vai abrindo mais as pernas, já colocando os pés sobre o sofá, o vestido na cintura. E aquela bucetinha melada, escorrendo de tesão.
- O senhor quer ver como eu gozo gostoso quando ele faz isso?
E leva sua mão que começa a massagear, de início delicadamente, mas depois com maior ímpeto, o clitóris, abrindo mais os lábios, enfiando por vezes um dedo. Dois. Levando à boca. Enquanto abaixa a blusa e começa a fazer carinhos nos próprios seios, fechando os olhos, levando o pescoço pra trás e a respirar com sofreguidão. Ele não acredita no que está vendo. Está delirando de tesão ao vê-la assim. O pau duro, latejante. E continua assistindo. Enquanto o gozo dela se aproxima e suas carícias passam a ficar cada vez mais ritmadas e fortes. Até gozar loucamente, não controlando os gritos, gemidos, completamente solta e absorta em seu prazer. Ela tem razão, as pernas chegam a tremer. Parece que vai desmaiar.
E continua… Então a respiração vai ficando mais lenta. Mas ainda se acaricia, bem lentamente, lentamente… Até parar depois de um bom tempo. Abre os olhos. Fixa-os nele. Olha atentamente em seus olhos. Ajeita-se no sofá. Abaixa o vestido. Recompõe a blusa. E então diz: “Viu, é isso que acontece quando eu chego em casa. É isso que meu marido diz. É o que faz comigo.” Levanta-se e volta a trabalhar com se nada tivesse acontecido. Mas ele não consegue levantar e fica ali sem ação diante de tudo que viu e ouviu.
Era possível vê-la cada vez mais despudorada e ousada daí em diante, nos dias que se seguiram. Muitas vezes flagrando-a se masturbando sem mais nem porquê nas situações mais inusitadas, em meio ao seu trabalho. Também era possível perceber que ela gostava cada vez mais de deixar as janelas abertas. E desfilar, por assim dizer, enquanto dos seus afazeres. Se demorar ainda mais na sacada, no corredor, nas escadas do prédio. E ele só podia imaginar o que seria essa mulher andando assim pelas ruas. Toda cheia de tesão, linda. Toda exibida. Queria ele ser seu marido e agarrá-la da forma que contou.
- Aqui está seu pagamento. Cinco vezes ele, na verdade. Como combinamos. Aliás, tem ainda mais. Você sabe por quê.
- Como assim cinco vezes? Olha, não quero não. Me paga só o meu salário normal. Eu disse que não estava à venda. Não sou dessas mulheres. O senhor tá achando o quê?
- Mas…
- Se insistir, eu peço demissão agora mesmo.
- Bem… Se é assim que quer. Mas eu achei que…
- Se o senhor quer mesmo me pagar a mais, me pague continuando a olhar do jeito que me olha. A me querer, a me desejar. A me admirar assim. Adoro. Todo dia, não vejo a hora do senhor chegar em casa pra eu me mostrar. Deixar o senhor assim, cheio de tesão por mim.
Ele abana a cabeça, sorrindo, reconhecendo-se diante de uma moça doce mas doidinha de tudo. E alegremente safada, de um jeito que ele nem podia antes imaginar.
- Sabe que eu li numa revista que isso aí tem nome?
- Isso o quê?
- Ah, isso aí que o senhor gosta. O que o senhor é.
- Ah, é? Qual nome?
- É… “Voi…” “Voi”, alguma coisa.
- Voyeur?
- Isso!
- Mas tem uma coisa que não li na revista não, mas que foi o senhor que me fez descobrir.
- O quê?
- Que eu adoro isso de me exibir, sabe? Me dá o maior tesão assim. O senhor me olhando. Os homens me secando na rua… As mulheres todas bravas, umas despeitadas. E meu marido? Que nem era de ligar muito pra mim. Era daquele jeito, pá-pum e pronto. Puxa… Eu contei, né? Agora é diferente. E é todo dia. Na verdade eu queria agradecer o senhor, viu?
- Eu é que preciso…
[Ela o interrompe.]
- Agora tem duas coisas, viu? O senhor precisa fazer que nem eu. Arrumar uma mulher assim… Pra comer ela bem gostoso, que nem meu marido faz comigo. De preferência pensando em mim. Só não vale trocar o nome, heim? [E ri...]
- Eu não gosto só de olhar. Adoro fazer também. Eu quero muito, muito mesmo. Mas você.
- Ué, e o senhor tem. Pode me olhar à vontade.
- Não, não desse jeito.
- Bem… Se quiser é assim. Eu não sou dessas mulheres de trair marido não.
[Ele suspira.]
- E qual é a outra coisa?
- Que outra coisa?
- Você disse que ia me dizer duas coisas, qual era a outra?
- Ah… É que eu descobri isso também. Que todo “voi…”, voyeur, precisa de uma mulher abusada, exibicionista. E essa mulher precisa do voyeur. Quer dizer, um precisa do outro pra dar certo. Era bom se todo mundo pudesse se achar assim, né? Quer saber mesmo? Eu adoro ser essa mulher pro senhor. A sua mulher exibida, que mexe, que provoca, que atiça o senhor. A sua exibicionista. A que se encaixa, sabe? É assim… Eu sei que sou casada. E fiel. Meu marido é tudo de bom, mas não me olha assim como senhor me olha. É meio doido isso. A gente tá casado, né? Amo ele. Mas mulher mesmo eu sou quando o senhor me olha. E me quer. Aí eu sou mulher mesmo. E fico linda.
- Fica não. É. Muito linda. Deixa eu ver você mais um pouco, deixa…
agosto 5th, 2008 § § permalink
Entrou pela porta do quarto, displicentemente… Mas com um sorriso maroto nos lábios. Uma das mãos atrás das costas que percebi depois. O que estaria escondendo. Então chegou perto de mim, colocou a palma da outra mão sobre a borda da cama e disse: “Senta aqui!” Que será que ela quer? Bem… Não preciso saber pra querer. Sentei-me. E ela então mostra o que escondia: uma venda preta, longa. E foi me cobrindo os olhos. Enquanto me vendava sussurrou ao meu ouvido: “Shhh… Sem ver nada. Nada de trapacear!”
De súbito, meu coração começou então a acelerar. Mesmo sem saber o que aconteceria a seguir. O que estará aprontando essa menina? Espero alguns instantes… E nada. Que será? Sinto suas mãos em minha cintura. Tira minha camisa. Então suas mãos voltam, dessa vez baixando minha bermuda, trazendo ao chão minha cueca junto. Pronto. Estou lá, sem roupa alguma e vendado. À sua mercê. E a respiração começa a ofegar ainda mais. Ela nem fechou a porta do quarto… Será que também tirou a roupa?
Enquanto tento adivinhar… Desisto. Apenas decido me entregar a ela, seja o que for que quiser fazer comigo. E então de repente sinto minhas pernas sendo abertas para depois sentir também sua mão apertando meu pau… Já duro, só do inusitado da situação. E endurece ainda mais quando, ainda segurando firmemente meu pau, sua boca, quente e deliciosa começa envolvê-lo. Vagarosamente, enquanto massageia, com a mão e leva meu pau até o fundo da boca, depois vai retirando, alternando lambidas. Meu tesão só faz aumentar. Enquanto ela começa a fazer movimentos mais ritmados e com maior rapidez. E alterna, e volta a ser mais delicada e depois mais impetuosa. Não posso ver, mas sei que está de joelhos em minha frente. E isso me excita ainda mais.
De repente, ela para. E em seguida sinto seu bumbum, enquanto vai sentando de costas sobre mim. Abertinha sobre meu pau. Passo minhas mãos para frente dela. A abraço e começo a beijar delicadamente suas costas, a pele macia e quente. Sem deixar que eu controle seus movimentos, começa a abaixar e a descer, roçando, esfregando em mim. E percebo quando abre com as mãos ainda mais a bundinha para que o pau se encaixe direitinho, entre suas nádegas. Aquele bumbum delicioso, a sensação daquele cuzinho subindo e descendo no meu pau… E ela rebolando, abrindo também mais as pernas. Fico louco… E levo meus dedos em sua bucetinha. Completamente aberta, inchada… Melada. O clitóris saltando pra fora, pedindo… Querendo. E eu começo a massageá-lo. A sentir toda sua forma, sua protuberância. Com uma mão abro ainda mais a bucetinha… E com outra começo a lambuzar meus dedos, abaixo… Enfiando um pouco, depois tirando. E voltando ao clitóris, ritmadamente. Ela para de rebolar e se esfregar e pende ainda mais as costas para trás. Levo a minha mão para encontrar seu seio… E lá encontro a sua antes. Se tocando, contornando os mamilos. Acariciando-os.
Também alterno o ritmo, masturbando-a… Sentindo-a abrindo e arreganhando cada vez mais as pernas. Não posso ver… Mas há um espelho à frente. Sem a venda poderia vê-la inteiramente assim. Mas apenas sinto. Apenas? “Você adora minha bucetinha assim toda arreganhada e melada de tesão por você, né?” – ela pergunta, com a respiração forte e voz cheia de malícia. E eu que não vejo, apenas sinto, mal posso falar. Mas digo: “Adoro! Adoro sua buceta… Goza pra mim, goza?” Com o aumento do ritmo, com minha mão sobre sua mão, sobre seu seio… Com sua mão sobre minha mão, acariciando o clitóris… Penso que isso mesmo que está prestes a acontecer. E aconteceria… Mas ela para. E, se desvencilhando delicadamente das minhas mãos, levanta-se.
Depois de alguns instantes, sinto sua mão, ensopada com algum tipo de lubrificante, massageando meu pau e lambuzando-o inteiro daquele líquido. É uma sensação interessante e gostosa. Fica tudo “escorradio”… E assim, nele “escorradio” que sinto-a sentando novamente sobre ele. Fazendo questão te tê-lo bem dentro e no meio do seu bumbum. E o descer e subir agora tomam uma forma diferente. Vou lambuzando-o com meu pau também. E ela se esfrega e rebola ainda mais. E me enlouquecendo. Deixando-me em febre. Queria tirar a venda e ver aquela bundinha deliciosa subindo e descendo no meu pau… Mas prometi não trapacear. “Gosta assim, amor? Gosta que eu rebole no seu pau? Gosta? Então pede…” E eu peço… Peço sim! “Rebola no meu pau gostoso assim… Rebola!” E ela se esfrega ainda mais forte, com mais vontade. E se continuar assim, vou acabar gozando. Sentindo meu pau todo melado… E ela encaixando ainda mais… Entre suas nádegas… Aquele cuzinho lindo se esfregando junto. Fico atordoado.
Percebo então quando ela vai diminuindo o ritmo… Pra não me deixar gozar agora. E levanta-se, meio que de pé, de costas, ainda sobre mim. E pega meu pau por trás e começa a esfregá-lo em sua buceta… Os lábios, o grelo. E penso que irá conduzi-lo até enfiá-lo, todo melado pelo lubrificante… Nela, já melada naturalmente. Mas ainda não… Começa como a se masturbar com meu pau, esfregando-o. A cabeça roçando o clitóris, descendo. Quase penetrando-a, depois voltando. Mas ela o afasta um pouco, levando-o para trás. E começa a fazer o mesmo… Só que, para meu delírio (e começo a estar mesmo como em febre quando percebo), no seu cuzinho. Ela já tinha me deixado tocar ali… Com meus dedos. Lamber (adoro lamber ela assim, de quatro, ali… aliás, uma vez de quatro assim, começou a se tocar, a bucetinha… e ameaçou tocar-se ali também, e quase me tira os sentidos). Já abriu bem sua bundinha para vê-lo completamente… Mas assim, nunca tinha feito. Embora eu sempre tivesse uma vontade enorme e ficava receoso dela não gostar. Tenho fixação por seu bumbum… E, é claro, por seu cuzinho. Já consegui até tomar coragem pra dizer isso antes, mas ir além disso, acho que nunca ela ia permitir, assim.
Descrente no que está acontecendo… Sinto quando ela começa a parar de esfregar meu pau. E o deixa ali, na “entradinha”, completamente duro… E fica assim por alguns momentos. Percebo pela voz que ela vira a cabeça pra trás… E diz: “Você é tarado pelo meu cuzinho, né?” Eu só consigo balbuciar um “sim… eu sou… eu sou!”, veemente, mas que sai junto à minha respiração. Meu estado febril. E ela começa a descer, deixando o peso do corpo sobre mim, forçando contra meu pau… Enquanto diz: “Ele também, é inteiro seu!” Eu não acredito… Mas ela pega minhas mãos, que estavam acariciando sua virilha, e leva cada uma delas a uma nádega. E então põe as mãos sobre as minhas e começa a abrir ainda mais o bumbum. E eu continuo, abrindo-o completamente. Meu pau pulsa de tão duro… E de tanto tesão. Ainda incrédulo, só começo a acreditar quando percebo a pressão cada vez mais forte… E a cabeça ir encontrando lugar. Devagarzinho… Muito devagar. E ela vai se ajeitando… Se ajeitando sobre mim. Até que sinto a cabeça do meu pau quase inteira lá dentro. Sentindo a sensação daquele cuzinho, quente… Apertadinho. Fico preocupado… Se ela está sentindo dor. Mas como ela está “controlando”, fico um pouco mais tranqüilo. Não resisto e recomeço a acariciar seu grelo. A sentir simultaneamente meu pau entrando, enquanto minhas mãos se deliciam em sua bucetinha, completamente encharcada.
E ela continua… E continua a descer. Às vezes parando um pouquinho. (Temos todo o tempo do mundo. Mesmo que não tivéssemos, agora temos!) Sinto uma resistência, mas depois começa a descer sobre mim um pouco mais à vontade. Ouço um gemido mais forte. Mas não para. Até fazê-lo entrar inteiro. A sensação é indescritível… Eu sabia que devia ser muito gostoso, mas nem nas minhas loucas fantasias imaginava que seria assim. Ela então fica assim por alguns momentos e eu também paro de acariciá-la, deixando que ela faça da forma que ela se sentir mais confortável… E ela pergunta: “É gostoso, amor?” E eu respondo: “É uma delícia. Como é gostoso!” No que, após isso, ela começa a subir, também vagarosamente, deixando quase apenas a cabeça do meu pau dentro dela, também descobrindo como é a sensação. E passa a descer, só que um pouco mais rápido… E a subir, aumentando o ritmo. Aumentando… E eu passo a segurá-la pela cintura, mas deixando que ela faça os movimentos. Completamente doido de tesão… Sinto que ela também se entrega, doidinha junto, de tesão, de vontade. E levo a mão até seu clitóris… Mas ela já está se masturbando, mais freneticamente. “Goza dentro de mim,amor… Goza! Come meu cuzinho que você adora. Fode minha bundinha, fode… Enfia ele inteiro, vai… Mete!” Ela falando assim me enlouquece completamente, ainda mais. Começo a dizer… Sem atinar pro que digo: “Que cu mais gostoso, amor… Dá a bundinha pra mim assim. Quero ele inteiro…” E já não sei mais o que digo, enlouqueço. Sinto pela respiração, pelos gemidos, pelo que ela também diz, ou quase diz… Que vai gozar. E aumenta ainda mais o ritmo, das subidas e das descidas. E eu também não vou agüentar muito mais tempo. Seguro então abaixo do seus seios… E com a outra mão, sou eu que continuo a masturbá-la. “Não para, amor… Goza, goza pra mim!” – agora sou eu que digo. E sinto, sinto ela urrando e me encaixando inteiro dentro dela, ao mesmo tempo. As pernas estremecerem. Um gemido alto… Gozando muito gostoso, enquanto seu cuzinho lateja e vai apertando ainda mais meu pau e o soltando, apertando, soltando… E só agora assim, eu começo controlar um pouco mais o ritmo da penetração… E não suporto mais. Mais que gozo. Explodo dentro dela.
Sinto-a desfalecer sobre mim. Vamos nos aquietando, sentindo… Sentindo. O gozo, o prazer, a entrega, o contato, a pele… A respiração… E ela vai se deixando sobre mim, as costas apoiadas no meu peito. E eu a beijá-la. E eu sussurro, pertinho dela: “Meu tesão… Gostosa… Linda… Te amo!” E ouço com uma voz que quase não sai: “Eu te amo!” E ficamos assim por um bom tempo. Apenas nos sentindo, nos curtindo. Quietinhos e deliciosamente satisfeitos. Sem pressa alguma, meu pau ainda dentro… Diminuindo de tamanho vagarosamente, mas sentindo tudo. Nem em meus mais doidos devaneios imaginei assim… Ela então diz: “Agora pode tirar.” Não entendi. E ela completa: “A venda, bobo.” Eu tiro, e vejo um sorriso enorme eu seu rosto. E diz: “Eu tinha vontade… Mas achei que podia não ser bom. Quer saber? Doeu um pouquinho sim. Mas depois foi bom demais. E sentir você cheio de tesão assim, me deu mais vontade e mais tesão ainda.” Eu, me sentindo realizado, extasiado… Disse: “Que gostoso, você assim… Eu não imagin…”
Ia completar, mas ela então começa a levantar-se. Devagar, depois virando-se para mim e me beijando deliciosamente a boca. Num beijo longo, apaixonado. E depois vamos nos deitando, ficando juntinhos um de rosto pro outro. E ela diz: “Você nem imagina um monte de coisas… Que a gente vai descobrir juntos. Eu adorei! Adoro ser sua… Inteira. Te amo!” E sorrio, enquanto a acarinho, delicadamente: “Eu te amo, linda!”
abril 17th, 2008 § § permalink
O tecido fininho da saia contorna deliciosamente seu bumbum. O caimento da saia. Tão sensual, tão provocante. O tecido rebola junto. A forma como fica sobre ela, deixa ver nitidamente suas formas. E eu, transtornado… Deve estar com uma calcinha minúscula por baixo. É no que tenho pensado desde que saímos de casa. Fico imaginando a calcinha, apertada, enfiada… Roçando seu corpo conforme ela anda.
Também a frente. Mal cobrindo sua bucetinha perfumada, molhada, protuberante… Linda. Lembrando-a à todo tempo como está, o que quer, e o quanto me provoca. O quanto não consigo pensar em outra coisa que não levar minha mão e segurar firme e com vontade aquela bunda tão gostosa… Apalpar, esfregar, acarinhar… Pra depois levantar sua saia… Beijar, lamber.
Quero fazer isso e não posso. Estamos em público, o shopping… Olho ao redor. Não sou só eu que estou babando por ela. Tanta gente pra lá e pra cá. Outros olhares acompanhados, por isso disfarçados. Ou então que me vêem junto dela e então tentam disfarçar. E outros que nem disfarçam muito. Não precisam disfarçar. Podem olhar à vontade. Porque os cúmplices aqui somos nós dois. Um do outro. Mas eu é que quero olhar mais à vontade. Apreciar tudo. Contemplá-la em cada detalhe, desejá-la, me inebriar inteiro pelo desejo pela minha mulher.
Ela percebe que me atraso nos passos para vê-la melhor. Ai, aquele bumbum! Então rebola ainda mais… Como quem não sabe de nada que está acontecendo. E sabendo de tudo. Um pouco mais e pára de andar, sorri marotamente, e me espera. E me dá a mão. Continuamos a andar.
(E se ela estiver sem calcinha? É o que imagino. Uma calcinha deixaria marca. Ela sabe que quando usa calcinhas assim me deixa fora de controle… Estará usando uma calcinha tão minúscula que nem marca? Ou está mesmo sem calcinha? O que também me deixa doido. As duas coisas me tiram do sério. Não sei dizer qual das duas, mais. A dúvida me atordoa.)
Seus movimentos me atordoam. E ela chega e sussurra ao meu ouvido: “Que aconteceu? Está tão quieto. Está preocupado com alguma coisa?” Cínica, como se não soubesse os pensamentos que me tomam, o calor da minha pele, a febre no meus olhos. Como se não percebesse como estou. Sei que percebe. Sente. E eu, imaginando já meu pau duro, roçando seu bumbum, por trás, sobre o tecido… Minha mão levantando-o e encontrando o vale entre suas pernas. Meus dedos saindo melados. A outra segurando e acarinhando seus seios. Depois entrando em seu delicioso decote. Beijando seu pescoço, sua nuca.
Mas… Ela está com ou sem calcinha? Tento olhar melhor, perceber mais algum indício… Ela não havia usado essa saia antes, senão talvez eu saberia, de outras vezes. Ela sabe que reparo muito nisso… Mas não, não consigo. Não podendo resistir à dúvida, pergunto então a ela, tomado de tesão, o coração acelerado e a voz trêmula: “Você… Está sem calcinha?” E ela apenas sorri e diz: “E você vai esperar chegarmos em casa pra ficar sabendo? Eu não vou contar. Descubra!”
novembro 25th, 2007 § § permalink
A roupa é esta… Depois de tantas, achei que esta ficou boa. Perfume passado… Outra olhada no espelho. Maquiagem em ordem. É isso. Ele lá fora me esperando. Não vou fazê-lo esperar mais. Ao me ver saindo pela porta da casa, ele também sai do carro, dá a volta e vai me receber. Achei que ia simplesmente abrir a porta do carro… Mas antes olha bem pra mim, de cima abaixo e diz: “Você está linda!” Ele também está. E me abraça de uma forma impetuosa, surpreendendo-me. Põe o rosto no meu pescoço, sente o cheiro do cabelo, respira bem pertinho… Enquanto me aperta contra ele. Suas mãos em minhas costas, suas pernas, seu corpo roçando o meu. A fogueira estava acesa.
Mas precisamos ir. Então eu digo: “Vamos?” E ele afasta-se, sorri e faz com a cabeça que “sim”. Abre a porta e eu entro. Dá outra volta e senta-se ao meu lado. Olho mais atentamente pra ele. Está irresistível. Mas, pelo olhar dele, eu também estou. Pensei que ia ligar o carro, mas… Vira-se pra mim e seus olhos dizem o que a boca não encontra o que dizer. Mas a boca encontra, a minha… “Vai borrar o batom.”, eu penso. Mas isto é coisa de pensar numa hora dessas? Não penso. Beijo! E que beijo. Sinto sua língua entrando na minha boca, com vontade, gulosa. A barba curta, quase assim deixada, roçando meu rosto. Precisamos ir! Não podemos chegar tarde… Que nada!
Seu braço em minhas costas, me puxando, forte. A pele quente. A vontade… E a sua outra mão encontra meu seio. Sem parar de nos beijarmos. Temos uma festa para ir. Temos? Não sei mais de nada. Sinto o calor tomando cada vez mais conta de mim. E minha mão desliza, naturalmente. Pra encontrar o volume sob sua calça. Eu quero sentir mais este pau. E começo a esfregá-lo… E sua mão desce até meu bumbum. E aperta. E acarinha. E já não quero mais senti-lo sobre um tecido. Não sei como, mas consigo desabotoar sua calça. E vou abaixando o zíper. Nossas línguas a fazer amor escandalosamente uma com a outra. Estamos perdendo a noção de onde estamos. E se alguém nos ver assim? É noite. Mas a luz do poste quase nos ilumina. Não tem jeito. Eu quero sentir aquele pau na minha mão. E começo a senti-lo, quente, cheio, rígido.
Sua outra mão, pela frente, encontra lugar no meu decote. Entra por baixo do sutiã e eu deliro. Mas não se contenta e passa a abaixá-lo. O decote que já era generoso passa a mostrar ainda mais. Até meu seio estar mesmo quase de fora. Era esta a intenção. Abaixa-se e começa a lambê-lo. Primeiro mais lentamente, delicado. O que não dura muito. Porque passa a chupá-lo, impetuoso, faminto. Enquanto eu o masturbo sem nem lembrar de mais nada. Aliás, lembro… Que minha calcinha numa altura dessas já está encharcada e minha bucetinha está doida pela sua mão, por seus dedos a acariciando. Deve ter lido meus pensamentos, porque é para lá, embaixo da saia, que sua mão vai. Começa a acariciar-me sobre a calcinha… Mas em seguida a afasta e pode sentir-me melada. Os dedos vão encontrando a abertura onde se lambuzam. E sobem, massageando deliciosamente meu clitóris.
Estou enlouquecendo… Em todos os sentidos. Ali? E precisamos ir. Precisamos… Preciso é sentir como é gostoso este homem se esfregando em mim. Deixando-me mesmo maluca. Cheia de tesão. Quero fazer amor com ele agora. Aqui. Do jeito que estamos. Sentir seu pau abrindo caminho entre meus lábios. Sentir ele dentro de mim. Sua barba roçando meu pescoço. Meus biquinhos pontiagudos em suas carícias. Eu quero! Mas ele vai se afastando aos poucos, lentamente. Vai se recompondo… E eu também, fazer o quê? Respiramos mais fundo. Sorrimos um olhar malicioso e cúmplice. “Precisamos ir, né?”, ele diz. E eu faço com a cabeça que sim… Mas, em seguida, olho bem nos seus olhos e abano a cabeça que não! E digo: “Não. Ainda não!” Olho seu pau ainda duro na minha frente e não resisto. Abaixo-me, seguro e o coloco na minha boca. Serão estes os meus lábios então a prová-lo agora. Sinto seu corpo estremecer e ouço um gemido. Encosta-se melhor no banco e pode ver-me subindo e descendo a cabeça em seu colo. Minha boca engolindo-o. Lambendo. Chupando. Então paro para ver melhor seu rosto. Em doce delírio. E o masturbo com maior força. Olhando fixamente em seus olhos. Abaixo a blusa e meus dois seios agora estão nus. Segurando seu pau firmemente, volto a chupá-lo com vontade. Abaixada sobre ele, sinto sua mão agora acariciarem meus seios. Passo a tocar-me também, e meus dedos continuam na minha bucetinha molhada o que ele antes começou.
Vamos gozar assim… Inevitavelmente. Mas… Não é justo que somente eu goze. Adoro fazê-lo gozar comigo, por mim. Um momento de racionalidade, porém, toma conta de mim. E isso é hora de pensar? E ser racional ainda por cima? É que, fico imaginando, se eu o masturbar e ele gozar assim, vai manchar sua roupa. E não teremos tempo dele voltar e se trocar. Se o deixar gozar em minha boca… Bem… Houve ocasiões como esta, mas eu nunca fiz isso antes. Vou engolir sua porra? Será bom? Eu consigo? Sei que os homens adoram isso. Mas… Bem… Posso parar também. Posso? Posso nada! Eu quero nós dois gozando nesse carro, agora. E a “racionalidade” some. E com ela os pensamentos. Dando lugar somente ao tesão. Daquele pau entrando e saindo na minha boca. Dele prestes a inundar minha boca com seu líquido. Perco o receio. Nojo e sexo não combinam. Entrega e despudor sim. Além do mais, que coisa mais excitante passa a ser isso agora. Vou sim, vou chupá-lo até gozar. Só de imaginar fico ainda com mais tesão. É meu homem, sou sua mulher. São nossos cheiros, nossos líquidos, nossa entrega. Somos cúmplices.
Não importa mais quem poderia passar e ver. Nem o lugar, nem nada. Apenas quero. Quero tudo. Quero que gozemos muito e gostoso. E sinto que está perto. Que não vai conseguir segurar-se muito mais. Será que passa pela cabeça dele as mesmas coisas? Ou não passa nada? Sinto que, como eu, deixa-se tomar inteiro pelo desejo e pelo tesão, somente. E continuo, continuo a chupá-lo enquanto acaricio seu pau, mais embaixo. Quero deixá-lo louco. E consigo. Sinto em minha boca como se começasse a latejar e começa. Ouço um urro que vem junto… Junto com sua porra a esguichar em minha boca, minha garganta. Mas não engulo. Quero sentir primeiro ela em minha boca, o sabor. Saber como é. E é uma delícia, ao contrário do que eu antes poderia imaginar. Um gosto que nunca provei antes. Algo nem doce, nem salgado. Mas delicioso, principalmente por ser dele. E sinto novamente a jorrar. Seu corpo, ofegante, diminuindo o ritmo. E eu agora só posso engolir, não há outra forma. Mas eu nem queria outra forma. Quero seu líquido. Como ele sempre quis e teve o meu. Todo. E então sugo, sugo tudo, até o final. Lambo os lábios e ele mais uma vez parece delirar ao ver-me assim.
E seu semblante, seu olhar… A situação toda. Sou eu quem goza agora. Um gozo forte, sentido… E é agora o meu momento de sentir plenamente o prazer. Minhas pernas estremecem, sinto tomando conta do meu corpo inteiro. Paro minha mão, seguro meus seios e vou sentindo, sentindo… Que coisa mais doida. E deliciosa. As contrações primeiro fortes e agora diminuindo o ritmo. Vou me recostando novamente no banco, as pernas abertas. Os dois desfalecendo docemente, lado a lado. A rua, a casa, o carro… Depois de certo tempo começam a aparecer de novo. Antes só existia nós dois e nosso desejo. E agora nossos corpos satisfeitos. Passo a dar-me conta da doidice… E dar-me conta também que sim, eu engoli. Surpresa e surpreendida comigo mesma. Sim. E foi muito bom! Acho que o homem sente-se realizado assim. Ele eu sei que está. É só olhar no seu rosto. Mais que uma fantasia ou um gosto, uma entrega. Mesmo. Como não fiz isso antes? Dar-lhe esse presente. Aliás, dar-nos. Porque adorei… E agora eu quero. Quero mais. E muito!
novembro 11th, 2007 § § permalink
Final de tarde, clima gostoso de verão… Fazia a caminhada por entre os jardins. Entre os caminhos rodeado de árvores… A brisa soprando suavemente. Despreocupadamente. Mas… Minha displicência estaria perto de acabar. Ao desviar os olhos para o relógio, foi impossível não notar aquela moça. De costas para o passeio. Com um dos pés sobre o banco, amarrando seu tênis. O corpo rebaixado, debruçando-se sobre o próprio joelho. O bumbum arrebitado, redondinho, gostoso… Comecei a andar mais vagarosamente e já não conseguia ver mais nada além dela. A calça justa… Muito justa. Preta. Deixando ver nitidamente a marca da sua calcinha, fio-dental. Não soube disfarçar. Parei ali para admirá-la.
Ao sentir que alguém aproximava, virou o rosto e com rabo de olho viu-me. Fiquei sem jeito, mas ela virou-se novamente para frente e continuou a amarrar o tênis. O bumbum ainda mais arrebitado. E eu nunca vi alguém demorar tanto pra amarrar um tênis assim. Parecia de propósito. Insinuava que estava difícil, quase rebolando aquele bumbum a poucos metros à minha frente. Criei coragem. E fui em sua direção. Quando cheguei perto, quando fui reparar na tatuagem abaixo do ombro… Uma borboleta… Finalmente a árdua tarefa havia terminado. Virou-se abruptamente, abriu um sorriso e disse um simples: “oi!”. Pude então ver a blusinha amarela. Encobrindo… Quase encobrindo… Ao menos a parte inferior dos seios. Fartos. Seu colo nu, o desenho perfeito daquele vale formando-se entre eles. E, sem sutiã, era possível, através dos detalhes delicados que enfeitavam a borda do tecido, era possível ver, sob eles, parte das suas auréolas, mais escuras. E seus biquinhos começando a se insinuar. Milímetros… Um descuido e poderia estar mostrando o início daqueles círculos. Ela certamente não conseguiu ignorar o tempo que fiquei prestando atenção a tudo isto.
Devo ter ficado vermelho… E, sem jeito, sorri em retribuição. Um outro “oi”. E depois: “Gostoso caminhar por aqui, né?” A palavra “gostoso”, quase saiu “gostosa”, mas tudo bem… Aquela boca delicada, os lábios apetitosos… O sorriso, os olhos… A sobrancelha fina, o nariz longo. E os cabelos cor de cobre, cacheados. Cada detalhe tirando-me do sério… Um bracelete de madeira. Minha imaginação foi longe… Mas voltou e perguntei se estava tudo bem com o tênis. Abaixando minha cabeça na direção deles, não pude deixar de demorar-me entre suas pernas, grossas. E ver então que o contorno de sua calcinha, à frente, era quase tão estreito quanto atrás. Difícil agora seria esconder meu estado. E ela responde, brincando que sim, agora estava tudo certo.
Continuamos conversando… E quando percebemos já estávamos caminhando juntos. Clima leve, conversa leve… Passos leves. Mas estava difícil tirar os olhos dela. Do seu rosto, dos seus seios. A cada passo. Ela então diz: “Agora eu preciso caminhar mesmo. Será que você me acompanha?” Fiz com a cabeça que “talvez”. Mas achei estranha e divertida a forma que passamos a caminhar. Ela ficava à frente sim. Mas não muito. Quando via que me aproximava, apertava o passo. Mantendo a distância. Distância certa pra eu poder me deliciar com a visão daquele bumbum tão gostoso e lindo, rebolando à minha frente. De quando em quando ela olhava pra trás e apenas sorria. Marotamente. Sacana, na verdade. Sabia como eu a estava comendo com os olhos.
Pensei que continuaríamos assim por boa parte do trajeto… Que iria pra esquerda. Surpreendi-me com ela indo para a direita. Adentro, às árvores. Olhou novamente pra trás. Eu estava bem mais perto. E perguntou: “Vem comigo?” E fui… Seja onde ela quisesse me levar, eu iria. Passou então a caminhar mais vagarosamente e admirar as árvores. Até chegar perto de uma e, indo em sua direção, me perguntou: “Já abraçou uma árvore hoje?” Foi lá e abraçou a árvore. Ficando abraçada por um algum tempo. Eu fui do outro lado e, por minha vez, fui dar o meu abraço, na árvore. Brincando de esconde com nossos rostos, sorrindo me perguntou: “Hum… E uma mulher abraçada na árvore, já abraçou hoje?” E eu fiquei sem resposta… Mudo. Mas não sem ação. Contornei a árvore e fui chegando perto dela. Meu coração disparou. Não acredito que ia finalmente poder tocá-la.
Cheguei de mansinho, meu rosto perto de seu pescoço. Meus braços acompanhando os seus, até as minhas mãos estarem sobre as delas. Poderia ter ficado um pouco mais afastado, mas não ia ser possível. Nem justo. Encostei-me completamente em seu corpo. E seria também impossível esconder a rigidez do meu pau. Que foi encostando naquela delícia de bumbum, querendo se encaixar no meio das suas nádegas. O que ela facilitou… Empinando para trás e o encaixe ficou perfeito. Ela vira um pouco a cabeça e diz: “Gostoso, né?” Meu rosto era a resposta. Abaixei minhas mãos até sua cintura. E respondi: “Muito. Muito mesmo!” Acho que era isso que estava esperando… Porque, em seguida, começou a rebolar, no começo bem sutilmente e depois com mais força, sentindo meu pau roçando… Roçando. E eu não pude agüentar, comecei a beijar-lhe vagarosamente os ombros, a borboleta… Seu pescoço. Sentia então nossa respiração ficando mais ofegante, juntos.
Passou por alguns instantes que alguém caminhando por lá poderia nos ver assim. Não estávamos tão longe assim do caminho. Por alguns instantes somente. Porque fui perdendo completamente a noção de onde estávamos. Só conseguia pensar nela. E quão gostoso estava sendo aquilo. Ela também devia estar perdendo a noção, porque já não era mais nada sutil a forma que se esfregava em mim. Parecia que quanto mais sentia meu pau, duríssimo, em seu bumbum mais o queria, apertando-se contra ele e rebolando de forma cada vez mais despudorada. E despudorado foi afastar o peito da árvore e abaixar a blusa, primeiro de um lado, e começar a se tocar, em seu mamilo, continuando o movimento que me deixava louco. Num ato mais brusco, pegou minha mão que estava em sua cintura e a levou para seu seio. Comecei a tocá-la da mesma forma que ela mesma fazia. Enquanto abaixa o outro lado da blusa, ficando com os seios completamente nus, os braços mais estendidos e as mãos apoiadas no tronco da árvore.
Naquela posição, um pouco mais abaixada, seu bumbum fazia ainda mais pressão em meu pau e era possível eu alcançá-la com a outra mão o meio de suas coxas, pela frente. Devagarzinho fui levando, subindo minha mão… No que ela abre um pouco mais as pernas e eu posso então começar a acariciar, tão gostoso, aquela bucetinha sob a calça, e a calcinha. Quando sentiu meus dedos ali, ouvi um gemido e pude perceber o quanto estava excitada. Meus lábios em seu ombro, minha mão a acarinhar seus seios… A outra… Bem… A outra não ia se contentar em ficar lá sobre o tecido. Fui devagarzinho enfiando-a por dentro da calça e pude sentir como era pequena aquela calcinha, mesmo na frente. Era possível acariciar sua virilha sem retirar a calcinha. Passei a acariciá-la também sobre a calcinha. E quanto mais eu acariciava, mais doida ela ficava. Mas eu queria mais. Ela também. Passando meus dedos, contornando sua calcinha, pude sentir que seu líquido já a encharcava… Fazendo minhas carícias serem ainda mais gostosas e a calcinha quase entrando entre os lábios. Fiquei ainda mais doido com isso.
Voltei acima minha mão e fui procurando um jeito de entrar, da minha mão entrar sob aquela calcinha apertadinha. Primeiro os dedos… Que fui descendo, percebendo seus pelinhos. Curtinhos, num caminho tão estreito, e só poderia ser. Apenas assim ficariam cobertos pela calcinha, também tão estreita. Cheguei ao seu início daquela bucetinha, sentindo seu clitóris inchado e continuei descendo, até senti-la, entre aqueles lábios generosos, totalmente melada. Enquanto se contorcia e ofegava ainda mais E já não importava mais o lugar onde estávamos, nem mais nada… Apenas o desejo, a excitação e o tesão que estávamos sentindo… E curtindo. Muito.
Com meus dedos já melados em seu próprio licor, passei a massageá-la o clitóris. Que delícia era aquilo. E eu só pude fazer-lhe a mesma pergunta que ela me fez antes: “Gostoso?” E ela apenas conseguiu sussurrar um “humrum”, numa respiração profunda, abrindo ainda mais as pernas. A visão dela, com os seios fartos, deliciosos, nus… Acima daquela blusinha amarela. Apenas as alças cobrindo seus ombros. Minha mão a acariciando em volta e sobre o biquinho de seu seio. A outra com os dedos ensopados, percebendo cada contorno, o formato daquele clitóris, seus lábios. A abertura completamente molhada… E, como se não bastasse, meu pau quase explodindo de tão duro a roçar seu bumbum. Sobre a calça. Por pouco tempo… Porque ela então abaixou-a, assim, sem mais nem menos. Deixando-o completamente exposto, “vestido” apenas com uma tirinha preta, ficando ainda mais fina… E mais, entrando completamente, entre as nádegas. Aquela visão me atordoava. Percebi suas mãos procurando meu short. E eu entendi perfeitamente o que queria… E ela não ia conseguir fazer sozinha. Abaixei meu short até revelar meu pau, e passar a esfregá-lo, pele com pele. Quente, duro… Naquela bunda deliciosa. Curtindo muito nossos corpos roçando assim, ela rebolava ainda mais.
Rebolando, cada vez mais gostoso… Até virar-se. Ficando de costas para á arvore. As costas apoiadas nela. E eu pude então ter a visão completa daqueles seios lindos saltando sobre a blusa abaixada. Aproximei-me novamente. Nossos rostos, nossas bocas tão próximas, inevitável o beijo. E que beijo… Aquela boca era o céu. E sua língua, dentro da minha, infernal. Provocando-me ainda mais do jeito que se enroscava na minha. Dentro das nossas bocas… E então também fora. De quando em quando ela afastava-se e então eu podia ver aquela lingüinha safada e deliciosa se movimentando, me tirando completamente do sério. E depois voltávamos a nos sugar e anos beijar com vontade. Minhas mãos apertando seu bumbum, como segurando-os por baixo, e não deixando arranhar-se com a árvore. Depois da minha perna entre suas pernas, roçando, esfregando… Afastei-me… E pude perceber e ver o contorno de seus lábios, quase saindo da calcinha. E, reaproximando-me, minha boca passou a deliciar-se em seus seios. Ora um, ora outro. Minha língua contornando aqueles mamilos escuros e sentindo também a rigidez dos bicos, que deliciosamente adentravam minha boca para sugá-los com tesão.
Estando naquela posição, pouco mais afastado, ela pôde então abaixar o braço e ir procurando, o que não era nada difícil encontrar… Até encontrar com a mão meu pau e segurá-lo, primeiro mais levemente, depois mais forte. E então passou a descer e subir, começando uma masturbação que me enlouquecia. Voltei à sua boca e aos seus beijos… E num dos poucos intervalos entre os beijos, sussurrou ao meu ouvido: “Que pau gostoso…!” Dizer isso assim, sua voz tão gostosa repleta de tesão, quase me tirou os sentidos. E passou a acariciá-lo e a masturbá-lo ainda com mais impetuosidade. Até ouvir num tom mais firme: “Mete! Mete esse pau em mim… Mete inteiro. Mete!” Enquanto tentava imaginar como faríamos, ela começa a acariciar minha barriga, meu peito e depois agarrou minha camiseta pelos lados e foi subindo, até retirá-la. Segurando ela agora meu bumbum, passou a beijar meus mamilos. Demorou-se um pouco ali, mas foi descendo. Descendo também o corpo, e enquanto agachava-se, descendo também a sua calça, até os pés, abrindo as pernas e chegando seu rosto na altura do meu pau. Olhou bem pra ele, com desejo, volúpia… Afastou bem a calcinha para o lado e passou a masturbar-se, enquanto a outra mão foi segurá-lo. E a fazer movimentos que me deixavam tonto. A excitação dela com meu pau me deixava ainda mais excitado. Parecia estar com água na boca por ele… E estava mesmo.
Levando agora as mãos até minha cintura, pude sentir sua boca quente, úmida, seus lábios começando a encobrir a cabeça… Uma sensação indescritível tomou conta de mim. E foi engolindo-o, devagarzinho, até estar boa parte dele dentro daquela boca, deliciosamente. E ela então vai afastando novamente a boca, devagar. Para repetir o movimento, mas agora com a língua passando sobre ele, por baixo. Ao terminar, levantou a cabeça e olhou-me com o olhar mais gostoso e mais safado do mundo. Para em seguida sorrir um sorriso tão safado quanto. Era ali que começaria minha doce tortura. Pois com uma das mãos, segurando pela base no meu pau, passou a massageá-lo. E sua boca já não era mais vagarosa. Passou a chupá-lo, a lambê-lo… Chupá-lo novamente. Com muita vontade. Com muito gosto. Por vezes parava, me olhava enquanto continuava a masturbação com a mão, para voltar e repetir tudo, com ainda mais e mais vontade.
Eu, com cada vez mais tesão… Estava muito próximo a gozar. Ia ser difícil segurar por muito mais tempo assim… Mas então ela para. E me olha e diz: “Ah, você acha que vai ser assim, né? Não vai não… Eu sei que você está doido pela minha bucetinha. E ela está doida pelo seu pau. Quero você me fodendo… Metendo gostoso nela! Muito gostoso…” E o que eu ainda não tinha atinado como seria, se em pé ou de que forma… Ela nem pensou. Levantou-se, apoiando-se com a mão na árvore, retirando de vez sua calça. E, para minha surpresa, também a calcinha. Aquilo me deixou tonto. Será que ninguém estaria vendo? Bem… Se estivesse, estaria é morrendo de inveja. Porque pra nós, já não fazia diferença há muito tempo. A visão daquela moça, tão linda, tão gostosa, praticamente nua na minha frente me tomava todos os sentidos.
Ela então estendeu minha camiseta em frente a árvore e disse: “Senta!” Obedecendo prontamente, sentei-me, de costas quase apoiada no tronco, mais o pescoço e parte das costas, na verdade. Para que ela tivesse espaço. Espaço para puxar ainda mais pra baixo meu short e, se aproximando, ficando sobre mim, e descendo, agachando-se, quase tocando sua buceta no meu pau. Começou então, segurando meu pau com firmeza, a massageá-la, a passar sobre o clitóris, entre os lábios, por volta deles… Descendo, subindo. Novamente o clitóris… E me deixando atordoado assim. Mas, atordoado mesmo fiquei quando ela disse: “Gostosa, né?” E agora foi minha vez de apenas conseguir balançar a cabeça e responder afirmativamente com um “humrum”. E então ela olha mais fixamente pra mim, num ímpeto e diz: “Gostoso é esse pau!” Enquanto dizia, pude sentir aquela buceta deliciosa, molhada, encharcada… Abertinha e inchada… Engolindo de uma vez meu pau. E acho que nossos gemidos formaram apenas um naquele momento. Levou-o para dentro, até o final. Até o final mesmo. E começou a mexer, a roçar o clitóris em minha pele e rebolando… Rebolando, querendo sentir completamente como era ter aquele pau dentro de si.
Beijou-me voluptuosamente… Para então passar a subir e descer, muito, muito gostoso. Eu, que já estava segurando seu bumbum com as duas mãos, pude ainda sentir ela aproximando a boca do meu ouvido e dizer: “Você ficou tarado minha bundinha, não ficou?” E continuou… “Então abre bem ela… Bem gostoso… Vai… Abre bem.” E foi o que eu fiz, com todo o prazer do mundo. Podia imaginar quem quer que passasse por lá e visse, que visão teria. Aquela bundinha deliciosa, abertinha, o cuzinho dela a mostra, pra quem quisesse ver, aquela bunda arrebitada… E ela se movimentando sobre mim. Meu pau entrando e saindo cada vez mais gostoso… Gostoso é pouco dizer. Não há outra palavra.
E ela cada vez mais doida, aumentando o ritmo… Aumentando. Sentindo, sentindo… O tesão tomando conta do corpo… E da alma. Até eu perceber que estaria próxima a gozar. O franzir da testa, fechando os olhos… Um urro. E um apertando deliciosamente meu pau… E eu fui junto. Gozei muito, muito gostoso. Gozamos! E como… Profundamente, demoradamente. Não há como descrever, apenas sentir. E sentimos. Curtimos. Tudo, cada instante e nuance do prazer que ambos nos dávamos. E ela foi se soltando. Se soltando, até ficar quase de bruços sobre mim e me dar um beijo muito carinhoso. Ficamos assim por alguns instantes, ainda com a respiração a ofegar, mas talvez só aí nos demos conta do lugar. Ela ainda olhou brevemente para trás, como procurando pra ver se alguém havia assistido ou ainda estava. Mas, na verdade, sem se importar a mínima com isso. Olhou-me novamente, sorrindo um sorriso agora mais saciado e foi-se levantando, bem devagar. Uma pena… Porque estava tão gostoso sentir aquela bucetinha completamente melada, e agora encharcada também por minha porra. E fui sentindo, cada instante até ela tirar totalmente. Ela, pelo semblante, pelo seu jeitinho tão belo como tombava a cabeça, também.
Levantada, procurou pela calcinha… “Vestindo” novamente seu corpo com ela. E aquela visão continuava a me deixar maluco. Depois achou a calça, num certo malabarismo para passar os tênis por ela, mas conseguiu. E eu, sem sair do lugar, apenas apreciando. Ergueu a calça, ainda levantou-a um pouco mais, ajustando-a perto da cintura. Só então levantei meu short. E levantei-me também. Chacoalhando a camiseta, para então abraçar-lhe longamente. Apaixonadamente. Coloquei a camiseta… E só então ela “cobriu” os seios. Como dois desconhecidos podiam fazer sexo assim, com tanta intimidade, com tanto prazer e tanta cumplicidade? Bem… Ela chegou perto de mim, me abraçando pela cintura com um dos braços, e passamos novamente a caminhar. Com um sorriso muito, muito maroto, ela me diz: “E então, já fez amor com sua namorada hoje numa árvore?” E eu, só pude dar uma risada muito gostosa, que só quem ama e é amado por uma mulher assim sabe como é. E ela completa: “Que achou da brincadeira? Gostoso, né?”, num olhar mais alegre e safado do mundo.
novembro 6th, 2007 § § permalink
Não imagino como viemos parar aqui. A sensação é estranha. Recordo-me apenas o começo. A cor, o sabor e o perfume das taças. A música, o clima… A festa transpirava sensualidade. Os corpos, os olhares. Não sei como vim parar aqui, neste quarto. Como é surreal esquecer algo que se viveu… É quase como não ter vivido. Seria. Porque vivi, posso sentir. Como sinto a manhã tão gostosa, o sol que se insinua, lá fora, aqui dentro, me convidando. À vida. O meu corpo nu. E ela aqui, ao meu lado, dormindo tão docemente… Indecente é esse sono inocente ao qual se entrega. O quarto… Arejado, espaçoso, esses móveis de madeira… Os tapetes. Os quadros. Janelas altas. A cama enorme, a leveza branca dos lençóis. Um charme.
E essa moça, tão branquinha e diáfana… E charmosa. Naturalmente fina. Pulsos tão fininhos. Dedos delicados. Os olhos fechados. Os cílios longos. Do olhar: isso eu lembro. Quase me perdi neles assim que os vi. E das sobrancelhas grossas, negras. Como os cabelos, antes presos. A gargantilha. E agora soltos. Longos. Lisos. Tão cheirosos. Como ela consegue? E esse vestido… Pois que dormiu vestida. Quase despida nele. As alças. As costas nuas. Quase revelando, quase escondendo, envolvendo. Contornando gentilmente o corpo. Como uma segunda pele, suave, fino. Os saltos altos agora também descansam, sobre o tapete. De bruços, recostando os pequenos seios sobre o lençol… O rosto acariciando o travesseiro, como um amante. Uma perna estendida, a outra mais recolhida. Como é linda… Esses lábios, ontem vermelhos, escuros, quase marrons… Hoje descobertos. Lábios feitos para o beijo.
Não sei seu nome, mas agora venho a saber seu corpo. Que passo a admirar. A fragilidade, a delicadeza. E esse respirar, tão leve. Terá ela noção de tanta beleza? Tão cândida… E natural. Naturalmente me aproximo. E o coração dispara. A mão nem toca, mas sente o caminho morno, entre o ombro e o pescoço. São meus lábios que experimentam. Beijos doces, suaves. Tímidos. Fecho meus olhos. Meus lábios encontram por si o caminho. Os caminhos lentos de sua nuca às costas. Vagarosamente. Vagarosamente. Com o que estará sonhando? Meus dedos brincam em suas pernas… Suas coxas. Quase levantando o vestido. Negro. Quase transparente. O bumbum delicado e firme, pequenino, que empresta tão bela silhueta ao tecido. Insinuando ainda outros caminhos. Que me toma inteiramente o desejo de percorrer. Sinto quase vertigens, deliciosas vertigens, nas pontas de meus dedos. A maciez da sua pele.
Num respirar mais profundo, minha boca não resiste. Aos beijos breves, macios e leves que passam a contornar os seus lábios. E ela inicia a despertar… Lentamente. Abre os olhos. E quase perco os sentidos. Ou os sinto todos, de uma vez. Não sei. Vê meu rosto e abre um sorriso. Lindo, maroto. E volta a fechá-los, os olhos. Segura minha mão e espreguiça, muito gostoso: uma gata a espreguiçar. Paro por um momento apenas para vê-la. E vira-se assim para eu conhecer melhor a outra face do corpo. E me abaixo. Sobre o vestido, longo decote, sinto meu rosto em seus mamilos. Sinto os bicos enrijecerem, provocando minha pele e meus instintos. E os descubro. Escuros, longos, pontiagudos. Pedem minha língua. E bem aos pouquinhos passam a tê-la. Sem pressa, primeiro um. Depois o outro. E começo a entender, com a boca, cada pequeno contorno a cada volta. Ela geme. Minha saliva a molhar, a tornar ainda mais deliciosa cada nova carícia. Finalmente não me contenho a experimentar o volume rijo em minha boca. As duas temperaturas se encontram. As formas se completam. Minha boca, o seio. E então desvio meu olhar para seu rosto. E ela aperta as pálpebras, apenas se entrega a sentir. Franze a testa… E, no final de um suspiro, quase ouço sua voz: “assim!”. E assim eu faço. Desde o primeiro toque sabia que essa loucura me levaria a lugares sem volta.
E me levam. Subindo pelo seu colo… O pescoço. O queixo. E nossos lábios, agora molhados, se encontram. Sinto sua respiração ofegante a esquentar minha pele. E minha língua desliza para se perder dentro de sua boca. A sensação das duas línguas se tocando é em si um êxtase. Passam a flertar uma com a outra, despretensiosamente. A namorar. A demorar-se no beijo. E quer mais: a mão em minha nuca pressiona-me mais para dentro. E a dança vai se tornando outra. Voluptuosa. Ardente. Faminta. Como nossos corpos a repetirem um com o outro a urgência de nossas bocas.
O roçar de nossas pernas… Minha perna entre as suas. O vestido subindo, e ela ajuda: levanta o corpo e com uma mão de cada lado o sobe mais, até perto da cintura. Posso então sentir seu monte lisinho… Ao nos esfregarmos. E ela já me molhando, lambuzando minha coxa. Também deve sentir minha excitação que, aliás, tomou o lugar dos meus pensamentos desde o início. Preferi não pensar. Apenas viver. Sentir.
Vou descendo pelo seu corpo… Descendo. E chego ao monte nu, absolutamente sem pelos. Visão que me atordoa. Abaixo: sua vulva, da cor dos mamilos, carnuda… Encharcada, dilatada, semi-aberta. O interior rosado. E aquele clitóris protuberante, pedindo, querendo… Ela, com os pés sobre a cama, dobra os joelhos e abre as pernas, implorando minha boca. Que não a tem. Começo a beijar-lhe a parte interior das coxas, brinco ao redor com minha língua e a sinto em delicioso desespero. Nem eu vou resistir muito mais tempo. Passo a lamber-lhe os lábios. Saber cada contorno. Minha saliva e seu líquido: uma combinação química perfeita. Sinto seu cheiro… Enfio minha língua e provo, delicioso licor. Para subir e estar às voltas, agora, com seu clitóris. Que a pontinha da minha língua toca muito suavemente para só depois começar meus carinhos, circulares, enquanto seu corpo se contorce e a respiração ofega. E continuo, continuo… Num ritmo de uma dança não combinada, mas perfeita. Longa dança, descobrindo-nos a cada passo. Dançam de forma apaixonada: seu clitóris e minha língua, tornam-se como um.
Mas eu paro. Para sua tortura e para deleitar-me num beijo mais longo em seus lábios fartos. Penetro minha língua. A umedeço ainda mais em seu próprio líquido e retorno. Seguro suas coxas… E ela me puxa pelos cabelos. Adentro. A subir e a descer o quadril, me apertando contra ela. Por vezes se solta, e então continua sozinha o movimento a minha língua. E aí não paro. Não paro mesmo. Enquanto ela suspira, geme, sussurra coisas sem nexo. E que neste momento entendo tão bem. Eu quero… Que seja intenso, forte, inevitável. Percebo suas costas levantarem-se. Apenas elas, o pescoço caindo para trás. O estremecer daquele corpo ardendo, e um grito, quase gemido. A força dos movimentos do seu corpo a me surpreender, o contraste com a aparente fragilidade. Ela parece desmaiar. E eu vagarosamente vou me aquietando. Deliciando-me junto, em cada momento. Breves eternidades. Sinto a satisfação como se aquele gozo fosse o meu. Sou eu que não consigo esconder o sorriso. E ela respira, passa as mãos por entre os próprios cabelos, o rosto. Entreabre os olhos e os fecha novamente. Desfalece. Aquele instante poderia durar a vida inteira.
Afasto-me para então deitar-me ao seu lado. Para abraçar-lhe gentilmente enquanto sinto ainda a respiração forte e a completude doce e calma de tanta loucura e desejo. Ela vira-se de costas. E eu encaixo-me perfeitamente, na mesma posição. Meu braço sobre seu braço. Meu rosto a encontrar descanso em seu pescoço. Um início tão lindo para uma manhã tão linda a nascer. E uma gostosa preguiça nos devolve um sono ainda mais pleno.
Acordo lentamente… Não sei quanto tempo se passou. Mas sinto que ainda é manhã. Final da manhã… Lembro-me de tudo agora. Abro meus olhos. Vejo frutas, vejo flores. Mas não a vejo. Em seu lugar uma rosa, intensamente vermelha. E um bilhete. Letra doce, como as mãos, como ela mesma: “Uma vez antes, apenas, senti o quanto uma mulher pode ter prazer desta forma. Ontem à noite uma desconhecida entregou-se a mim, belamente. E nesta manhã ela soube conhecer-me tão bem. Obrigada, querida. Foi inesquecível… Em mim, uma tatuagem, essa lembrança. Terna. Eterna. Em você, meu beijo. Adeus.”
setembro 23rd, 2007 § § permalink
Com uma mão atrás das costas, veio ela e disse “deita!”. Curioso por saber o que escondia, obedeci. O sorriso revelava, entretanto, o que a mão escondia, mais que a mão, a intenção. Calculista: em outra cama não seria possível. De joelhos sobre mim agarrou meu pulso com força, e então revela dois lenços. Podia ter feito como quem queria amarrar, mas de leve… Não. Apertado. Nó, sem laço. O mesmo com o outro pulso. O outro braço. E olhar mirando, forte e firme, meus olhos surpresos.
De repente, o olhar passa de desafio à ternura. Um roçar dos lábios nos meus, rápido e apenas. Depois descendo pelo meu pescoço, meu peito. Uma delicadeza indecente. Quase sem tocar, quase roçando. A percorrer meu corpo e despertando minha pele para sentidos que desconhecia. Vagarosa, meticulosa. E séria.
As mãos amarradas, para trás, e meu corpo ali entregue. Passou a lamber meus mamilos, dedicava-se a um, depois ao outro. E resolveu que eu merecia um banho. De língua. Em todos os lugares, em cada canto, em cada centímetro. Mas nunca “ali”. Parecia ignorar solenemente sua existência.
Contorcia-me, ofegava, gemia… A noite não teria fim. Nem a doce tortura. Por vezes rebatia-me na cama, de tesão… E então me aquietava, ficando a sua mercê. Totalmente. Sem saber o próximo movimento. E no próximo momento, volta ao meu mamilo. E por alguns instantes tendo a entender tudo que uma mulher sente ao ter seus seios acariciados… E deliciosamente chupados. Esqueço quem sou para apenas me entregar. Tornei-me feminino. Sem pau, sem nexo, sem pudor, sem pensar. Apenas adentrar e fazer-me um com todos os meus sentidos.
Antes às voltas, agora a língua pára. Bruscamente. E eu grito de dor. Não quis ela uma mordiscada, mas uma mordida mesmo. E quase perco o sentido. Diante minha surpresa e a dor, o sorriso em seus lábios volta. E olhar… Desafiante, provocante e, agora, ameaçador. Preparei-me, fechei os olhos. Viriam outras dores. Mas não. Volta à delicadeza. Ser previsível não era o caso, nem a intenção.
Da delicadeza à impetuosidade, já não eram beijos, nem lambidas, mas chupões. No ombro, pescoço, na boca. E no pescoço, de novo… Outra mordida. Estava amarrado, preso e entregue à uma vampira. E parece que o pescoço era pouco. Entre lambidas e beijos, ajoelhada por vezes ao meu lado, às vezes sobre mim, queria-me arrancar a pele, a carne. Retorcia-me numa mistura de dor e prazer que jamais imaginava antes existir.
Desceu pelo meu corpo às coxas. Pele mais sensível. Mordidas mais fortes. Meu corpo tornando-se um mapa de marcas por onde sua vontade conduzia. Entre meus gritos, gemidos… E os nós nos pulsos, apertados, doendo pelo esforço de querer desprender-me, mas sem querer na verdade.
Levantou-se. Olhou meu corpo estirado sobre a cama. E tive um momento de trégua. Em silêncio ela sai do quarto. E volta. Uma vela. Vermelha. Acesa. Quase saiu da minha boca um desesperado “não”. Mas não saiu. E nem ela ia desistir. Lembrei-me das procissões quando criança. O líquido da vela caindo sobre minhas mãos. Era interessante. O gosto por se queimar, mas sem se queimar. O descobrir de como a pele sentia aquilo. Mas agora não seriam minhas mãos. Era meu peito. Virou-a lentamente até as gotas começarem a cair. Uma a uma. Queimava, doía. E dava prazer. O paradoxo e a mistura dos sentidos me atordoavam. A noite se aprofundava. Assim como minha agonia. Doce. Quente. Doída. E deliciosamente sentida.
dezembro 19th, 2005 § § permalink
Algumas pessoas fazem votos estranhos, rogam pragas, proferem maldições. Secretas ou não. E muitas delas se cumprem, talvez não pela negra magia envolvida, mas porque se acredita mesmo no cumprimento delas. Comum é que maldições envolvam os outros. Ela havia criado uma para si mesma. Interessante é como as boas magias podem ser feitas, de forma simples, em qualquer lugar; mas as más sempre exigem rituais complexos ou, pelo menos, serem feitas em lugares especiais, tidos como sagrados. Igreja católica na praça central de cidade do interior. Parecia ser um lugar perfeito. Igreja matriz. Cidade alheia e estranha, mas não tão pequena assim.
Há um ar metafísico nas igrejas católicas mais antigas que dificilmente outras religiões ocidentais conseguem reproduzir. Esse contexto se acentua principalmente quando estão vazias. É possível ouvir em cada passo o salto alto do sapato sobre o piso, ecoando até os vitrais, chegando ao Cristo morto pendurado atrás do altar principal. No começo entra um tanto tímida, sem querer chamar a atenção das poucas beatas ajoelhadas, cochichando rezas perante os santos de suas predileções. Ignorando os olhares solenes e mal humorados das senhoras ao se virarem para trás, a timidez cede a uma determinação maior. Caminha agora pelo corredor lateral e escolhe um dentre tantos bancos vazios. A iluminação é pouca. A madeira é fria. Ajoelhar-se parece ser o mais apropriado. Um curto espaço de tempo por fora, longo por dentro, é usado para decidir-se entre uma simples prece ou pela maldição. Quem não entraria em dúvida diante uma escolha como essa? Mas a decisão já estava tomada desde antes. Quem pode afirmar que, prestes ao assassinato, o criminoso não tenha uma crise de consciência para somente depois apertar o gatilho com convicção?
Passam-se alguns minutos. E ainda outros. E mais outros. As pessoas e os carros, a cidade em movimento sob seu sol escaldante. Não param lá fora. Desconhecem-na lá, ajoelhada como devota em outro mundo, um mundo de silêncio à parte da cidade. As mãos entrelaçadas sobre o apoio frontal, cabeça baixa, a testa sobre as mãos. Os olhos cerrados. A roupa que veste não combina com uma religiosa, é fato. Beatas têm mau gosto em tudo, até para se vestir. Não é o caso dela. Elegante demais para ser rato de igreja. Mas como alguém poderia saber se não é ela uma das novas freqüentadoras da missa dominical? Daquelas que contribuem financeiramente pelas boas causas, ao mesmo tempo em que aproveitam a ocasião para expiarem suas maledicências e mesquinharias; oportunidade em que já criam novas e mais interessantes para a próxima semana. Não é mocinha, tampouco uma velha. Será esposa de algum advogado, médico ou engenheiro? Mas não encontra-se a aliança em nenhuma das mãos. Deve ser nova na cidade, pois não apareceu ainda em coluna social. Ou então, alguma visitante, turista metida à besta e à religiosa. É o que se perguntam as poucas mulheres entortando seus pescoços enrugados de quando em quando, perdendo-se na contagem de suas ave-marias.
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(Sim, devia haver continuação.)
fevereiro 25th, 2005 § § permalink
Na viagem, ela vestia uma saia marrom, escura, longa e estampada, com motivos ciganos, e uma blusa preta, bem justa, amarrada sobre o colo, sobre os seios, laço que insistia em se desamarrar, deixando o decote deliciosamente mais ousado.
Resolveram parar para visitar a igreja que ficava no alto de um monte da pequena cidade. Por vezes garoava, noutras parava de chover, mas era um dia úmido, de final de verão. Subiram de carro até um certo ponto, apesar da subida ser um tanto íngreme. Ela tem medo de altura… Portanto parou antes para subir o restante a pé, enquanto ele levava o carro até perto da igreja, no cume do morro.
Foi ao encontro dela que estava para chegar e subiram juntos. E, estando os dois lá em cima, tinham uma visão bastante abrangente da cidade. O lugar era muito bonito, com jardins e algumas árvores em volta. E pararam para apreciar melhor… Também para se apreciarem melhor. Naquele clima, o lugar, a situação: os dois se entreolhavam. E o desejo crescia… Enquanto apreciavam a paisagem, não pôde resistir: levou a mão por sob a saia, levantando-a junto, e passou a acariciar vagarosa e longamente seu bumbum. O sorriso dela era de cumplicidade e aprovação. Estavam eles novamente em público praticando peraltices.
Não avistavam ninguém por perto, certamente por causa da chuva, mas como a igreja estava aberta era possível em qualquer momento chegar um fiel ou alguém da manutenção. Por vezes enfiava mais a calcinha dela, que já estava um pouco cavada, devido o andar e seus movimentos, mais para dentro de sua bunda. Noutras vezes enfiava a mão por dentro para sentir melhor como ela é gostosa. E depois voltava tentando deixar a calcinha cada vez mais cavada. Ela estava gostando daquilo. Não se importava em tentar arrumar nada, como ajeitar a calcinha, por exemplo. Continuaram a explorar o local, mas paravam de vez em quando para retomar às carícias.
Entraram dentro da igreja para conhecê-la. Não são católicos mas admiram as construções católicas e gostam do ar “metafísico” que pode ser sentido dentro delas. A igreja era mesmo bem pequena, com pouquíssimos bancos de madeira e um altar, também pequeno, em frente. Era iluminada pela porta aberta e pelas janelas envidraçadas. Ele chegou ainda a acariciar novamente o bumbum dela, agora por sobre a saia. Mas foi breve. Talvez receasse que ela achasse aquele um lugar inapropriado. Sentaram-se, ficaram em silêncio durante alguns instantes, depois levantaram-se e foram olhar mais de perto os móveis e o interior da construção. No fundo da igreja havia um lugar mais recuado onde estava uma mesinha com alguns objetos sobre ela.
Passou pela cabeça dele, e também dela, embora não tenham falado sobre isso um com outro, certas coisas malucas que poderiam fazer lá. Quanto mais lá permaneciam, mais o clima de cumplicidade e de malícia aumentava. Ele, porém, imaginava que ficaria por aquilo mesmo. Estava enganado.
Ela, como quem nada demais fosse fazer, passou a dirigir-se lentamente mais para o fundo da igreja. Chegando lá, qual não foi a surpresa quando vagarosamente subiu sua blusa, abaixou o sutiã, e virou-se para que ele pudesse ver bem aqueles seios lindos. Ele, não resistindo, foi em sua direção e começou sugá-los com bastante carinho… E muito tesão. Alguém poderia aparecer a qualquer momento, e isto os excitava ainda mais.
Ela depois afastou-se um pouquinho e retirou a calcinha, deixou-a sobre um banco qualquer e levantou a saia. Com os seios ainda desnudos, virou-se de costas para a parede e exibiu demoradamente aquele delicioso bumbum. Então pôs-se de frente, apoiada na parede, e abriu bem as pernas para que ele pudesse examinar cuidadosamente aquela buceta deliciosa, de lábios avantajados e formas lindamente desenhadas, o clitóris avolumado, agora já inchado pelo tesão. Começou a se tocar, iniciando o que seria quase uma masturbação lenta. Fazia assim como que um espetáculo particular, ou quase, se não estivesse em lugar público, para seu homem. Tudo isto acontecendo, sem a menor pressa, vagarosamente, para dar mesmo tempo de alguém estranho chegar.
Então se debruçou sobre um banco e, com a saia levantada, continuava a se tocar, e ele, atordoado com o que via, sentou-se numa das extremidades do banco. Ela deitou-se de lado, quase de bruços, sobre o restante. Com a parte debaixo totalmente descoberta, a saia na cintura e com os seios totalmente visíveis, abriu a calça dele e começou a sugar seu pau gulosa, porém lentamente, alternando olhares para que ele visse em seus olhos o tesão que estava sentido. Depois de um bom tempo, ajoelhou-se de frente para ele, abaixou sua cueca e calça até os tornozelos e começou alternar entre chupar seu pau, desde o começo totalmente rígido, e olhar para seus olhos com ardor, enquanto o agarrava com uma das mãos em movimentos de vai-e-vem.
Quando estava prestes a gozar, ela se levantou e foi um pouco mais à frente na igreja, na metade dela, exatamente onde está localizada a porta de entrada e que dá larga visão tanto para quem está de fora ver o que acontece lá dentro como o contrário. Ele, para ter uma melhor visão do que ia acontecer, levantou a calça e fechou apenas o zíper para que a mesma não caísse, e pôs-se de pé. Mas continuou onde estava.
Voltada de frente para ele, passava ela as mãos sensualmente sobre os próprios seios. Para depois virar-se, ficando de frente para a porta da igreja, e começar a subir sem pressa sua blusa, até tirá-la totalmente, atirando-a longe num lugar qualquer. Desabotoou o sutiã, jogando-o também em qualquer canto. Este caiu em lado totalmente oposto ao da blusa. Demorou-se assim por alguns momentos.
Aquela visão dela, com a saia com motivos ciganos, a parte superior do corpo totalmente descoberta no centro de uma igreja, deixava-o doido de tesão. Mas como o que ela queria era se exibir e o que ele queria era ver, manteve-se a distância. A visão era como a de um antigo ritual profano sendo praticado dentro de um templo sagrado.
Em seguida, esticando de ambos os lados o elástico que prendia a saia na cintura, a abaixou até os pés. Retirou vagarosamente um, depois o outro pé. Atirou-a para ainda mais longe que as primeiras peças. Como já estava sem calcinha há tempos, e tinha retirado os sapatos logo após se dirigir ao centro da igreja, lá se mostrava ela, nua em pêlo, sem nada, nada lhe cobrindo. Com cada peça jogada em cantos distantes da igreja e longe de si: caso alguém chegasse seria impossível encontrá-las rapidamente, pois nem sabia onde estavam, que dirá vesti-las.
Depois de alguns longos momentos sentindo toda a excitação do ato, começou a abrir as pernas, olhando em direção de sua vagina, depois olhando para fora da igreja, e passou a se masturbar lentamente. Continuou acariciando-se inteira, massageando e apertando os bicos dos seios, muito rígidos. Então caminhou para a frente da igreja, como quem estivesse fazendo a coisa mais normal do mundo, até chegar ao altar. Debruçou-se sobre ele, empinando bastante o bumbum e abrindo bem as pernas e, com as mãos por entre elas, continuou se masturbando lentamente, por vezes abrindo bem a vagina para que ele pudesse enxergá-la inteira, por outras, acariciando o próprio ânus, quase enfiando gentilmente o dedo nele. Ele, que já não conseguia mais se conter dado o inusitado da situação, tendo aquela imagem de sua mulher totalmente exposta e ardendo de tesão como no cio, pôde ouvir, entre seu próprio torpor e os gemidos dela, a ordem: “vem!”.
Entendendo e atendendo ao chamado, dirigiu-se até ela, abaixou a calça e começou a penetrá-la vagarosamente, sem a menor pressa. Sentiu-a quente, totalmente molhada. E ia até o final e voltava, repetidamente, enquanto ouvia os gemidos e a respiração cada vez mais ofegante de sua mulher. Levou suas mãos até seus seios que estavam sobre o altar. Às vezes quase retirava o pênis para vê-la melhor, acariciava seu bumbum e depois a massageava pela frente o clitóris, voltando então aos, agora um pouco mais vigorosos, movimentos de vai-e-vem.
Sentindo que estaria próximo de gozar, começou a fazer movimentos cada vez mais rápidos e bem mais impetuosos. Ela, percebendo isso, levantou-se, ficando em pé, fazendo com que o pênis dele saísse. Virou-se de frente e com o sorriso mais safado do mundo o empurrou docemente para o lado com uma das mãos, caminhou e sentou-se num dos bancos centrais da igreja. Como quem estivesse assistindo missa. Às vezes olhava para fora, recostava-se no banco e cruzava as pernas, como quem estivesse sentada num lugar qualquer, da forma mais trivial. E ele permanecia onde estava. Minutos se passaram assim até que ela abriu novamente e bastante as pernas, abaixou-se um pouco no banco e começou novamente a se masturbar, agora com muito mais ímpeto. Para ter uma visão melhor, ele arrumou novamente a calça e, ainda perto do altar da igreja, dirigiu-se ao lado oposto do banco onde ela estava, apreciando melhor assim, lá de frente, sua mulher.
E ela massageava não só o clitóris e seus lábios, mas enfiava o dedo, os dedos, quase inteiros, e os retirava em movimentos cada vez mais frenéticos. Começou a gemer cada vez mais intensamente e mais alto e a tentar dizer coisas desconexas, quase gritando, até gozar longa e fortemente. Tão intensamente que era como se houvesse morrido, para depois ressuscitar. Foi um bom tempo até dar conta de si novamente. Feito isto, manteve as pernas, agora bambas, bem abertas enquanto o olhava de uma forma muito sensual, libidinosa. Com sorriso maroto nos lábios, olhou novamente para fora da igreja e resolveu ajoelhar-se como quem reza, neste caso, talvez, agradecendo por estar vivendo aquilo tudo, e permaneceu assim por alguns instantes.
Voltou a se sentar e ele, achando que ela iria se vestir, saiu à procura de suas roupas, as encontrou e as acumulou por cima de um dos braços. Foi então na direção dela as oferecendo gestualmente para que pudesse se vestir, mas ela, ainda sem palavras, as recusou. Levantou-se e foi para fora da igreja, totalmente nua, num ar de “se quiser me acompanhe”. E continuou a andar. Ele, cúmplice, manteve-se atrás por alguns passos.
Caminhando na direção do carro, pensou que ela queria entrar e ir embora. Mas ela permaneceu lá com uma das mãos atrás das costas, apoiada sobre a maçaneta, virada de frente para ele, esperando até que chegasse. Assim que chegou, apoiada no carro, o beijou com paixão e o abraçou trazendo-o apertado para si.
Entre tantos abraços e beijos, achou que ela pediria para que ele abrisse a porta do carro. Mas para sua surpresa ouviu dela: “Abre o porta-malas.” Ao que ele, não entendendo bem o porquê, obedeceu.
- Está vendo uma mala aí?
- Sim.
- Esqueci de tirar do carro. Guarda minhas roupas dentro dela pra mim e a fecha, por favor? Ah… Não se esqueça do cadeadinho.
Ele, suspirando com aquilo, com o coração quase saindo da boca, fez exatamente o que ela pediu.
- Pronto… Agora fecha o porta-malas e trava o carro!
Voltando-se novamente para ela, quase suando frio de medo e tesão misturados, responde: “está trancado”. A idéia da total impossibilidade dela se vestir em caso de alguma urgência, tendo as roupas mais que trancadas, fora do alcance, o fazia delirar.
Ela começou então a andar despreocupadamente pela praça da igreja, sobre o morro. Ele sempre a uma certa distância. Por vezes agachava-se para apreciar melhor uma flor, com a naturalidade de quem estivesse no jardim de sua própria casa. E depois continuava caminhando para mais longe, indo para o outro lado da praça, perto dos bancos que dão a melhor vista da cidade lá embaixo, das pessoas e dos carros passando. Agora não teria mesmo jeito: o carro estava do lado oposto de onde estavam, separado deles pelo prédio da igreja. Ela estava total e irreversivelmente exposta.
Depois de caminhar de cá para lá e lá para cá como estivesse a conhecer a fundo todos os cantos do lugar, sentou-se tranquilamente num dos bancos, como quem quer apreciar a paisagem lá embaixo. Ele manteve-se um pouco mais à distância, e só conseguia tirar os olhos dela para olhar de vez em quando ao redor e abaixo. Sentir a dimensão do perigo. Perigo este que era o de alguém mais vê-la assim, e que agora era ainda maior.
Após algum tempo sentada naquele banco, ainda úmido da chuva, resolveu deitar-se nele. Naturalmente. Já estava mesmo um pouco molhada pela garoa, e deitar-se no banco, demorar-se lá totalmente nua, sem a menor preocupação a esta altura se alguém a viria ou não, provavelmente até querendo que isto acontecesse mesmo, era muito, mas muito excitante para ela.
Ele aproximou-se um pouco mais, enquanto ela permaneceria mais instantes assim. Até que se levantou, virou-se de frente para o banco e debruçou-se, ajoelhando-se sobre ele, como quem quisesse ver o que tem lá atrás do banco. Arreganhou bem as pernas, arrebitando bastante o bumbum. Continuou debruçada assim por muito tempo, para que ele pudesse apreciar plenamente todo o seu corpo em cada detalhe que quisesse. E foi o que ele fez, agora caminhando para o lado oposto de onde antes estava.
Saindo dessa posição, sentou-se agora sobre o encosto do banco, com os pés sobre ele. Estava desta forma bem mais visível para quem quer que ali chegasse. Também tinha uma visão melhor da cidade lá embaixo. Com as costas eretas, abriu bem as pernas e passou a se tocar, arreganhando bem os lábios, a buceta. E demorou-se assim, tocando-se sem pressa, por ainda mais tempo.
Depois levantou-se, voltou o olhar para ele e perguntou: “Vamos?”. Ao que ele finalmente se aproximou dela para receber um longo e caloroso beijo e ouvir: “Eu te amo! Te amo muito, sabia?” Ela então segurou sua mão e andaram de mãos dadas até o carro. Ele, com o coração que mais parecia um tambor, chegou a dizer, sorrindo e abanando a cabeça, enquanto andavam: “Você é louca!” Ao que ela respondeu: “Sou… Por você!”
Abrindo o porta-malas do carro, retirou suas roupas de dentro da mala. Mas ela preferia não se vestir já. Recusou novamente as roupas das mãos dele. E depois de abrir a porta para que ela entrasse, como estava já um tanto molhada pela fina garoa que por vezes caia, apenas enxugou-se com uma toalha que habitualmente guardava no banco traseiro, e a jogou de volta para trás.
Atou o cinto de segurança sobre o corpo nu, separando os seios, segurando a cintura… E ele engolia seco enquanto entrava pela outra porta e perguntou a ela onde colocaria as roupas, ao que ela as pegou gentilmente e as colocou à sua frente, no painel, dizendo: “Pode ligar o carro.”
Ele percebeu que a provocação continuaria ainda por mais tempo. Descendo até a rua, lá embaixo do morro, ela não dava a menor indicação que iria ou que queria se vestir novamente. E a rua tinha um certo movimento, de carros e algumas pessoas não tão distantes. Ela olhava para os lados para ver melhor o movimento… Na verdade, para sentir melhor qual era a sensação de estar nua em meio aquele movimento. Depois olhou para ele com aquele mesmo olhar provocativo, que ele agora já aprendia a conhecer melhor.
Já em plena rua, e só depois de uns três quarteirões distantes do morro, é que ela desatou o cinto de segurança e começou então, muito lentamente, a vestir a blusa, sem o sutiã. Em seguida vestiu a saia, para depois recolocar os sapatos. Estendeu a calcinha e o sutiã sobre o painel do carro, à sua frente, e reatou o cinto. Voltou-se então para ele e sorriu um sorriso safado, cínico, como quem quisesse mostrar que fez a coisa mais trivial do mundo, mas que sabia exatamente o tamanho da sua arte; e, ao mesmo, um sorriso satisfeito por ter realizado outra de suas muitas, novas, loucas e despudoradas fantasias, junto de seu, agora mais que cúmplice, homem.
fevereiro 25th, 2005 § § permalink
- Vê como você me excita? Repara nos bicos dos meus seios como estão durinhos por sua causa. Estou louca de tesão por você! Olha o que você faz comigo!
Também excitado, mas perplexo, parecia não acreditar no que acabou de ouvir. Os beijos eram outros, também as carícias, muito mais ousadas. Mas ouvi-la falar assim: isto o deixou em febre. Entre os abraços, beijos, roçar das pernas, as mãos se perdendo e se achando em todos os caminhos… Por pouco não faziam amor ali mesmo, no centro da praça, com a cidade inteira acontecendo ao redor, naquele início de tarde ensolarada. Mas voltaram ao carro, que tinha ficado no recuo do estacionamento da praça da matriz. De mãos dadas, fizeram o caminho curto… Que foi longo porque paravam constantemente: as peles nem os lábios queriam se deixar. Do outro lado da rua, logo em frente, um edifício residencial, e um guarda vigiando da guarita quem entrava e saía.
Dentro do carro fechado, mas com as janelas abertas: passaram novamente a se beijar e a se esfregar cada vez mais voluptuosamente. Ela sentada no banco do carona e ele na direção. Fazia calor, mas calor maior era outro. E ele se debruçava sobre ela, sendo cada vez mais ousado em suas carícias. Por vezes passava as mãos sobre seus seios, mas rapidamente (ainda receava o lugar). Seios que estavam, além do sutiã de um azul mais escuro, sob uma blusinha de manga curta, que por sua vez era de um azul muito clarinho, com um pouco distantes e pequeninos pontos pretos, quase transparente… Na verdade era transparente mesmo. Que era fechada por botões também pretos, e bem delicados. Apenas o primeiro, de cima, aberto. Ela sempre gostou de transparências.
E as mãos dele escorregavam, inevitavelmente, para o centro de suas pernas. Sobre a calça larga de algodão a acariciava… Mas aquele laço pedia pra ser aberto. Percebia sua respiração cada vez mais ofegante e ouvia por vezes gemidos incompreensíveis, mas totalmente compreensíveis para quem está cada vez mais fora de si. E era assim que ela estava, perdendo completamente a noção do lugar e de si. As línguas mais que se beijavam, dançavam vigorosamente, faziam amor uma com a outra. E beijos no pescoço, na nuca, nas orelhas… Onde quer que fosse onde o desejo conduzisse.
E o desejo conduzia para seu colo, chegando cada vez mais abaixo em seu decote, que seria até comportado, fosse outra blusa. Por isso mesmo ela desabotoa outro botão, querendo e facilitando o vai e vem dos lábios e da língua entre seus seios. Continua… Mas, de repetente se afasta. Brevemente: quer vê-la se contorcendo. Louca de tesão. E sim, ela estava. E adorando ser vista assim. Desabotoa ainda mais a blusa, mas não fica contente. Aberta até o quase o umbigo, queria abri-la inteira. Enquanto ele olha ao redor. A cidade em movimento. Carros indo e vindo. O porteiro do prédio. O sol, a cidade… As pessoas. E ela recosta a cabeça no apoio do banco… Franze a testa, parece estar perdendo os sentidos… Mas não. Está se entregando a outros sentidos. Mete as próprias mãos no meio das pernas e puxa um dos lados do sutiã. “Ela perdeu a noção de vez”, ele pensa. Se a janela do carro estivesse fechada… Mas não está. Sim, perdeu mesmo a noção. E isto quase o faz delirar. Seu seio direito inteiro, à mostra… Fechando os olhos enquanto se acaricia, puxa e belisca aquele bico desavergonhadamente rígido.
Era mais que um convite… Era um pedido, como quem implora. Que é atendido prontamente. Ela abre vagarosamente os olhos e abaixa mais o sutiã, a mão levantando o seio como quem fosse dar a mamar, enquanto inclina a cabeça para se ver ainda melhor. Ele se debruça outra vez… E passa a sugar com vontade. Como se saboreasse a mais deliciosa de todas as uvas. E saboreia. A outra mão dela sobre a dele, juntas, subindo e descendo entre as pernas, sobre a calça… E o “sobre” já não dava mais. Puxou o cordão que amarrava a calça, desfazendo facilmente o laço. Enfiou a mão por dentro, sob a calcinha. Ela o segurou então, por trás, pelos cabelos, apertando-o mais para si. Enquanto os dedos dele queriam mesmo, e inteira, aquela buceta túmida, de formas generosas, protuberante… E completamente encharcada. Massageava o clitóris, bastante inchado. Descia, enfiava o dedo, voltava, contornava, continuava… Lambuzava os dedos ali, subia… E parava de quando em quando para prestar mais atenção àquele olhar safado, repleto de desejo e libido. Ela também, por vezes, afastava a boca dele e empinava ainda mais o peito. Fechava brevemente os olhos e ficava por alguns instantes assim. Depois olhava vagarosamente a si mesma, para seu seio, depois para ele, provocantemente… Estava mesmo adorando estar seminua ali. Queria sentir o prazer daquela situação. Queria ser vista. Não apenas por ele, mas por mais quem quisesse ver. Fosse quem fosse. O dia, a praça, as pessoas ao redor… Aquilo a excitava profundamente.
O guarda estaria acompanhando tudo aquilo? Os carros que passavam, as pessoas pelas calçadas, estariam observando? Pois, que estivessem! Ela queria mesmo que estivessem, mas sem olhar para conferir se estavam. Aquele “medo” gostoso de ser pega em flagrante, a excitação, o surrealismo daquela situação, fazer o que não é permitido ou esperado num lugar daqueles. Essas idéias a faziam tremer de tesão, onde a possibilidade de tirar a roupa toda ali mesmo nunca pareceu tão próxima e a vontade disto tão urgente.
Continuavam as carícias… E ela passou a acariciar o pênis dele por cima da calça. Mas esse negócio de calça… Ela queria mais. Mas pararam por um momento, respiraram profundamente e trocaram um olhar totalmente malicioso. Cúmplice.
Recompôs-se parcialmente. Voltou o sutiã ao lugar ao menos e apenas juntou a frente da blusa, sem fechá-la realmente. Disse que gostaria de dar uma volta de carro pela cidade. Com o sorriso mais safado do mundo, chegou ainda a perguntar se o guarda teria visto, se ele tinha reparado no guarda que estava lá. Ele respondeu que viu que tinha guarda sim e tudo o mais. Se reparou nas reações…? Não. Mas que é muito provável que muitos tenham visto, inclusive o guarda, dada a posição privilegiada dele. Que deve ter adorado assistir. Era o que ela queria mesmo ouvir e saber.
O domingo à tarde fazia da cidade um lugar não tão movimentado assim, ainda menos movimentado afastando-se da praça. Sem conhecer a cidade, ele passou a dirigir a esmo, vagarosamente. Mas os olhares não se desprendiam um do outro. O estado de excitação continuava e tomava cada vez mais conta de ambos. Ele, surpreso (aliás, talvez poucas vezes tenha tido tantas surpresas com ela desse jeito antes), a assistiu enquanto ela desabotoava, descia seu zíper e colocava a mão por baixo de sua cueca. O pau cada vez mais… Agora, inteiramente rígido. As carícias permaneceriam assim por pouco tempo. Porque ela queria mesmo era ver aquele pau duro exposto. Tirou-o pra fora e começou um movimento lento de masturbação. Às vezes se afastava pra ver melhor e segurava com firmeza. O carro em movimento, mas bem lentamente. Então abaixou-se sobre ele e pôs aquele pau quase inteiro dentro da boca e passou a chupá-lo gulosa mas vagarosamente. Subindo, descendo… Demorando-se mais e mais apertado na glande. Ele já não sabia se seria capaz de continuar guiando daquele jeito. Andando em marcha lenta, sem rumo, dando voltas às vezes pelos quarteirões, apenas parando em sinais vermelhos. Os sinais vermelhos… Os carros ao lado que ele arriscava rapidamente olhar. Que estaria passando pela cabeça das outras pessoas no sinal, até que ponto estavam percebendo o que acontecia? Teria como disfarçar? Queria disfarçar?
Voltaram à área central. Ali era mais movimentado e mais interessante… Depois voltaram por uma outra rua, mais longa, que subia do centro da cidade em direção a algum bairro. Ela parou de acariciar, lamber e chupar seu pau. Afastou-se, ficando novamente sentada, mais ereta, mas encostada em seu banco. Nesse estado de doce insanidade em que ela se encontrava, ele se perguntava o que aconteceria a seguir. Não demorou muito para saber a resposta.
Ela, que não havia reabotoado nenhum botão de sua blusa, desabotoou ainda mais botões, quase a abrindo toda. Puxou os dois lados do sutiã e deixou totalmente à mostra seus lindos seios, fartos, de mamilos pouco mais escuros e bicos pontiagudos, levando para trás a cabeça, recostando-a no apoio do banco. E olhava de lado para ele como quem queria perguntar: “está vendo o que eu estou fazendo?”.
As janelas abertas, os seios dela expostos… Ele estava próximo de enlouquecer de tanto desejo. Domingo à tarde, bairro de cidade do interior, havia de ter pessoas com cadeiras nas calçadas, sabe-se lá, coisas assim. Ou gente simplesmente indo e vindo. Tudo passava pela sua cabeça. Nem conseguia reparar, mas as pessoas nas calçadas certamente estavam vendo, ou quem viesse em direção contrária, e ela não dava a mínima. Indo mais para a beirada da rua e diminuindo muito a velocidade, ele não resistiu e passou novamente a acariciar seus seios. Praticamente parou o carro e não contente, debruçou-se sobre eles e passou a chupá-los com bastante vontade. Bastante vontade, mas rapidamente. Tinha talvez mais senso do perigo que ela e não se demorava muito. O carro quase parado. Por vezes ele trazia o sutiã novamente para cima dos bicos, no que ela imediatamente os puxava para fora de novo, e o sutiã mais para baixo ainda. Numa doce teimosia, queria mesmo que eles estivessem nus.
O carro estava quase parando mesmo, mas ele acelerou um pouco, não muito. E, neste momento, talvez para que ele entendesse melhor sua intenção, ela subiu o sutiã para cima dos seios, a blusa o tempo todo aberta, acariciou-se e disse: “vou deixar assim para você continuar vendo”.
O que também não durou muito porque logo após subir o sutiã, achou que ficava desconfortável e um pouco estranho. Levou então as mãos até as costas para abri-lo, retirando-o pelas mangas da blusa e jogando para o banco de trás. Agora sim estava como ela queria. Continuou desse jeito até o final da rua… E a rua era bastante longa, levou um bom tempo a chegar. Após a curva, voltou novamente a acariciar seu pênis e chupá-lo. Os seios totalmente nus, esbarrando em seus braços. Ela debruçada, o bumbum agora arrebitado para a janela. Era irresistível. Levou a mão por baixo da calça e acariciava, apertava… E percebia sua calcinha pouco, mas deliciosamente cavada. E mais cavada ficava com a posição e as carícias que fazia.
Foi assim que voltaram mais ma vez para a área comercial e central da cidade. O movimento ali estava bem maior… Ela então se levantou, meio a contragosto, entrecobriu parte dos seios, apenas o suficiente para esconder os bicos que praticamente perfuravam a blusa. O que não era muito: não ficaram muito escondidos debaixo do tecido transparente.
Vendo as pessoas caminharem pelas ruas, naquela vagarosidade do carro, a idéia dos outros a estarem vendo daquela forma não saía da cabeça de sua cabeça. Exatamente ali com as pessoas passando bem ao lado, ela, que já estava com a calça desamarrada, resolveu abaixá-la até os joelhos. Parou como quem pensava por um momento… Não era o suficiente. Abaixou-a até os tornozelos. Sua calcinha, azul escura como o sutiã, que não era mínima, nem enorme, mas ali, à mostra. Era claro que ela queria também abaixá-la, e parece que ia mesmo fazer isso. Mas, talvez, tenha sentido algum receio, ou então resolveu deixar assim mesmo.
Parte dos seios à mostra embaixo daquele fino tecido, a outra à mostra mesmo, a calça aos pés: era uma visão que ele poderia até ter fantasiado, mas presenciar aquela mulher se expondo, de verdade, ali… Sim… E estava tudo acontecendo mesmo. Era real. Surreal. Mas não entendeu o porquê dela não ter abaixado também a calcinha… Nesta altura, e na verdade, queria mesmo era vê-la nua em pelo naquele banco, em pleno centro da cidade, à luz quente do dia.
Não resistindo, ele então afastou a calcinha para o lado e começou boliná-la… Vagarosamente… Deliciosamente. E deliciosa era a visão daquele o clitóris inchado, os lábios escuros, e os dedos se lambuzando neles, contornando, entrando, saindo… Subindo, descendo. Depois em movimentos ritmados, massageando gostoso. E a expressão no rosto dela, os gemidos. E o carro em movimento. Uma mão na direção… A outra lá, entre as pernas dela, que se abriam cada vez mais. Precisava às vezes prestar mais atenção ao trânsito, e ela então aproveitava para arreganhar mais as pernas, puxar mais a calcinha para o lado e deixar aquela buceta exuberante, de lábios deliciosamente grandes, carnudos, aberta, à mostra. Depois pegava a mão dele, os dedos, e os enfiava. Depois os tirava, lambia e de novo, e de novo os enfiava… As carícias, as penetrações. Os seios, que nesta altura já nem estavam mais cobertos, os movimentos cada vez mais ritmados e firmes… Se contorcia, perdia completamente o controle de seus próprios movimentos e da sua face. Muito perto de gozar… Podia a polícia pará-los ali, eles não parariam com nada nem por nada. E gozou… Gozou muito. Escandalosamente, em suas mãos, em público. Em convulsões. Um gozo vívido, sentido, saboreado, demorado… Gemido, gritado… Intenso! Quem viu, e certamente viram, deve ter morrido de inveja.
Eles nem sabiam onde estavam. Demoraram a saber. Levou um bom tempo até que ela se recuperasse. As pernas trêmulas, o corpo mole e solto, a respiração ainda forte, mas agora entrando em descanso e num estado de transcendência. Zonza, tentaria ainda se recompor. Mais tarde, precisariam saber onde estavam. E acontecia é que estavam mesmo perdidos, sem saber por qual direção seguir. Ali, mais adiante na calçada, um senhor junto a um grupo de outras pessoas, que poderia dar alguma informação. E ele foi encostando o carro para perguntar, nem sabia exatamente o quê, pois estava docemente transtornado. Ela, mais ainda, quase se esquecendo que estava com os seios nus e a calça no calcanhar. Olhou-se e achou por bem levantá-la um pouco, mas não a levantou totalmente, mal cobria a calcinha. Fez menção de cobrir os seios, talvez os tenha coberto, talvez não. Nem reparou direito. Provavelmente sim.
A sensação de que todo mundo sabia o que estavam fazendo era grande, inclusive aquele senhor, que olhou para dentro do carro e teve tempo de perceber a blusa dela quase que totalmente aberta, seu estado de quem havia acabado de gozar mesmo, e muito gostoso. Certamente viu… Sim, viu mesmo, com um misto de admiração e surpresa, os seios dela por dentro da blusa, os bicos ainda rígidos e a outra metade deles de fora. Colocando a cabeça mais para perto da janela, praticamente dentro do carro, perguntou o que queriam. Como estava do lado dela, foi ela mesma quem perguntou qual era a direção para sair da cidade. No que ele explicou, um pouco encabulado talvez, mas mais ainda curioso pelo visível estado dos dois, e uma insinuação de sorriso no rosto.
Com o carro já em velocidade normal, saíram de lá, tentando lembrar as instruções daquele senhor. Aquele senhor… Adoraram aquilo também. Na verdade chegaram até pensar que foi bobagem ela ter tentado se cobrir novamente. Qual seria a reação dele aos seios nus mesmo e à calça, ou a ausência da calça? E mais… E se ela estivesse completamente nua? Pois… Estava aí uma coisa a ser experimentada.