Ela vinha com uma urgência impossível. Rapidamente retirava o vestido, numa destreza difícil de reproduzir. E, então, vestida de colar, brincos, bracelete e anéis… Completamente despida de pudores, abaixava a minha calça. Sem delicadezas. Se encaixava em meu corpo. Mirava meus olhos fixamente. Enquanto iniciava uma dança cuja coreografia só ela sabia. De quando em quando me sorria, cínica, inocente e atrevida. Indecente. E me olhava, sempre. Nos olhos. Continuava. E continuava, avidamente. Até fazer meu corpo dar-lhe o prazer que tanto buscava. Era insana. Apertava-me fortemente. Podia sentir cada uma de suas contrações. Descabelada, demente, louca. Em espasmos. Gritava. Ria. Chorava. (Uma mulher chorando de prazer. Como era isso possível? De tudo que já vi em minha vida, ela, gozando, é o que vi de mais lindo.) Então caía sobre mim. Um beijo doce em meus lábios. Seus cabelos em meus ombros. Seu rosto em meu pescoço. Ofegante, permanecia. Suada, entregue… Por um tempo. Até inventar uma outra dança. Depois outra. Múltiplas. Quantas quisesse. Para só depois decidir que seria, quando seria, a minha vez.
Créditos
Textos por Vanderlei Martinelli, a menos que informada outra autoria.
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