As pessoas andam tão desconfiadas, tão secas, tão fechadas, sei lá… Chegamos a um ponto em que um “bom dia” é recebido com um olhar de soslaio. Um sorriso provoca um certo ar de repugnância. A gentileza é recebida com espanto. A delicadeza é tida como inconveniente. O interesse sincero é visto com desdém. A entrega franca tem como volta a arrogância.
As pessoas… Como foi que chegaram a isso? Claro, há todo um verniz. Uma fachada. Mas o que está lá dentro? E citam tantas coisas lindas no Facebook, no Twitter, no blog, sei lá onde… E fica por isso. Palavras e palavras. Mas, as vivem? Realmente? Alguém ainda vive? Alguém ainda sente? Alguém ainda se apaixona? Alguém ainda ama? Alguém ainda se importa? De verdade?
Devo pedir desculpas por me apaixonar? Desde quando isso virou ofensa? Desculpe, não posso me desculpar. Por me apaixonar. Por ser como sou. Não quero, não preciso e nem posso mudar. Amo ser assim. Ser quem eu sou custou-me muito. E eu sei o meu valor. Não careço que me enxergue para que eu seja. Sei quem eu sou.
Quanto a você, recuso-me a acreditar que o que vi seja miragem. Sei que é melhor que isso. Sei do seu tamanho. Sei como é imensa. E bela. Mas, aja como quiser. Faça como lhe convier. Seja como acha melhor ser. Não quero nem preciso que me prove nada. Apenas que saiba, se lhe interessa saber: havia um grande amor para você aqui.